JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Brasil, o grande Campeão!
Fala pessoal! Após acompanhar e mostrar aqui a maioria dos jogos do Sul-Americano Feminino sub-17, finalmente a hora da grande Final chegou e lá estava eu no histórico gramado do Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, para a cobertura sempre presente do JOGOS PERDIDOS desde as primeiras rodadas do torneio. Para a festa da boa torcida presente no estádio, a seleção do Brasil era franca favorita jogando essa decisão contra a boa seleção do Chile. Depois da festa venezuelana na preliminar, fui para a lateral do gramado fazer as fotos das duas seleções finalistas. E elas vem praticamente em primeira mão, pois mais fotógrafos tiraram as fotos, mas não as vi publicadas em nenhum lugar: 
Seleção Feminina do Brasil (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Chile (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Tendo feito um campeonato perfeito, com cinco vitórias em cinco jogos e 34 gols marcados até então, a seleção brasileira queria a todo custo vencer essa competição para apagar a frustração de 2008, quando foi vice-campeã no saldo de gols perdendo o caneco para a Colômbia. Com ótimas jogadoras e um esquema de jogo altamente ofensivo o Brasil não tinha nenhum medo do Chile. No final das contas, nesse campeonato não tinha time que atrapalhase o sonho das brasileiras. Foi o jogo começar para perceber que o dia era mesmo brasileiro e que a nossa seleção não estava afim de surpresas. Com jogadoras altamente habilidosas em todos os setores do campo, o time amarelo pintou e bordou dentro da área adversária. A seleção chilena entrou em campo tentando somente se defender. O time não conseguiu armar nenhuma jogada no seu ataque, inclusive com a goleira Dani não fazendo nenhuma defesa durante o tempo inicial. 
Cruzamento da jogadora Jucinara pela esquerda. Ela foi um dos destaques do Brasil no torneio. Foto: Fernando Martinez. Sem sofrer pressão no setor defensivo, não demorou muito para que a vocação ofensiva das brasileiras aparecesse. Logo aos 12 minutos saiu o primeiro gol da final, em boa jogada da camisa 10 Beatriz, que aproveitou bola espirrada da zaga e chutou forte da entrada da área. Aos 23 uma pintura de gol em cobrança de falta perfeita da jogadora Jucinara. Mesmo perdendo muitas chances, o terceiro veio ainda antes do apito final da primeira etapa. A mesma Jucinara bateu escanteio pela direita aos 41 minutos e contou com a colaboração da arqueira Maria Troncoso para levar o jogo em 3x0 para o intervalo. Na saída de campo vi um clone do iraquiano Sayid, da série de TV Lost, trabalhando no time do Brasil. Não sei se ele está com a mente de 1977 ou 2004, mas com certeza ele estava feliz pela apresentação da seleção. 
Detalhe do chute que originou o primeiro gol brasileiro na final contra o Chile. Foto: Fernando Martinez. 
Segundo gol brasileiro em cobrança de falta primorosa da camisa 6 Jucinara. Foto: Fernando Martinez. 
A bola estufando as redes no terceiro gol do Brasil, em mais uma bola parada da jogadora Jucinara. Foto: Fernando Martinez. Com o título praticamente definido, o intervalo serviu para que o pessoal que estava dentro de campo apostasse qual seria o placar final da peleja. Até o técnico chileno Ronnie Radonich sentiu o cheiro de uma possível goleada histórica para as brasileiras e armou uma retranca-monstro para sua equipe não sofrer mais gols durante a segunda etapa. 
A capitã Thaís dominando a bola dentro da área chilena no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. A retranca forte deu resultado, e o Brasil não conseguiu mais entrar na defesa chilena, pois todas as jogadoras estavam dentro da sua própria área. Mas de tanto insistir, as brasileiras finalmente conseguiram furar o bloqueio chileno aos 29 minutos, com um golaço de falta da jogadora Beatriz. 
Quarto gol brasileiro, novamente em bela cobrança de falta, agora da camisa 10 Beatriz. Foto: Fernando Martinez. A partir daí os gols vieram todos em sequência. Aos 31 veio o quinto, em cabeçada certeira da atacante Paula. O sexto aconteceu aos 35, com a camisa 8 Andressa chutando de longe e contando novamente com a ajuda da goleira adversária. E para fechar o massacre, a camisa 19 Gláucia - uma das artilheiras da competição junto com a camisa 9 Paula, com 7 gols - apareceu livre cara-a-cara com a goleira Trancoso e chutou para marcar o último gol do Sul-Americano. 
E para fechar o massacre, a artilheira do torneio Gláucia marcou chutando na saída da goleira chilena. Foto: Fernando Martinez. 
O placar final do massacre brasileiro na decisão do título e ao lado um clone do iraquiano Sayid Jarrah, atualmente membro da comissão técnica brasileira, passeando no gramado do Pacaembu. Em qual realidade alternativa da série Lost ele está? Fica a dúvida... Fotos: Fernando Martinez. Final de partida: Brasil 7-0 Chile. Com esse resultado, a seleção brasileira sagrou-se campeã do II Sul-Americano Feminino sub-17, e se classifica - junto com as chilenas e as venezuelanas - de forma incontestável para o Mundial da categoria, que terá sua segunda edição em Trinidad & Tobago, entre os dias 5 a 25 de setembro. A idéia fixa da comissão técnica e das jogadoras é fazer uma campanha bem melhor do que a que aconteceu no Mundial 2008, que foi realizado na Nova Zelândia. Naquele torneio, o Brasil perdeu seus jogos contra Inglaterra e Coréia do Sul e empatou com a Nigéria. Ficamos com apenas a 14ª colocação num torneio de 16 equipes. Aliás, as três seleções sul-americanas - além das brasileiras, Colômbia e Paraguai jogaram o torneio - fizeram campanhas péssimas. Em nove jogos disputados, três empates e seis derrotas deixaram uma má impressão para as meninas do continente. Esperamos que o futebol da região tenha melhor sorte nesse ano. Após o apito final, não demorou muito para a festa da premiação começar. A jogadora Thaís recebeu o troféu de fair play para a seleção brasileira, em seguida as seleções da Venezuela e do Chile receberam respectivamente as medalhas de bronze e prata e depois de tudo isso foi a vez do Brasil fazer a festa no pódio. Por lá estavam o presidente da Conmebol Nicolás Leoz e o presidente da FPF Marco Polo del Nero. 
Seleções da Venezuela e do Chile recebendo as medalhas de bronze e prata das mãos do presidente da Conmebol Nicolás Leoz e do presidente da FPF Marco Polo del Nero. Fotos: Fernando Martinez. 
A capitã do time brasileiro Thaís recebendo o troféu de Fiar Play para a seleção das mãos do presidente da Conmebol. Foto: Fernando Martinez. 
Jogadoras brasileiras recebendo as medalhas de ouro pelo título. Foto: Fernando Martinez. 
Agora o troféu de campeão da competição, também recebido pela capitã Thaís. Foto: Fernando Martinez. 
Festa no pódio com as jogadoras e a comissão técnica brasileira. Foto: Fernando Martinez. Depois da entrega do troféu e das medalhas pela conquista do título, as jogadoras foram dar a volta olímpica e fizeram a festa junto da torcida que estava espremida no alambrado do estádio. Foi bonito ver a presença dos torcedores, mesmo sem que a grande mídia falasse da competição (para ser justo ficam os parabéns à RedeTV! pela transmissao da Final e da Semifinal). Quem sabe em alguns anos não veremos o futebol feminino - do qual eu sou fã - disputando espaço nas páginas de jornais? Acho que a mentalidade da nossa mídia está longe de ser mudada... mas fica a esperança. 
Volta olímpica das jogadoras brasileiras perto da torcida que esteve presente na final. Foto: Fernando Martinez. 
E agora no gramado do Pacaembu, mais uma vez as brasileiras posando com as taças de campeãs da competição e de seleção fair play. Foto: Fernando Martinez. Após muita festa no gramado, peguei o rumo de casa com o sentimento de dever cumprido mais uma vez no ar. Fazendo o dito trabalho de "formiguinha" que estamos acostumados, mais uma vez o JP levou para as páginas virtuais um torneio que foi praticamente ignorado pela grande imprensa. E nesse caso pior ainda, pois estamos falando de uma competição sul-americana na maior capital do país. Uma pena, mas isso acabou deixando que o JOGOS PERDIDOS fizesse um trabalho marcante e histórico para nós. Até a próxima! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 03h25
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Venezuela conquista o 3º lugar e garante vaga no Mundial!
Fala pessoal! Na última quinta-feira tivemos a última rodada dupla do segundo Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17. Por motivos técnicos perdi as duas semifinais da terça, mas não poderia faltar nesses jogos finais pois o JOGOS PERDIDOS foi o veículo de mídia (juntando mídia escrita, falada e virtual) que mais deu espaço à essa competição. E não estamos falando de um campeonato amador de algum bairro qualquer, e sim um torneio oficial da Conmebol, com aval da CBF e FPF e juntando todas as seleções sul-americanas. Mais uma prova que o JP se importa mesmo com o futebol que é deixado de lado pela "grande mídia". Para a primeira partida do dia no histórico Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, tivemos a realização da disputa de 3º e 4º lugares do torneio, e além da medalhe de bronze, as seleções da Venezuela e do Paraguai jogariam para saber quem conquistaria a última vaga da América do Sul no Mundial Feminino sub-17, que será realizado ainda nesse ano em Trinidad & Tobago. E se eu fosse apostar minhas fichas, elas seriam para a seleção grená. Mas as duas equipes chegaram nessa decisão com campanhas quase idênticas: cinco jogos disputados, duas vitórias, duas derrotas e um empate para casa uma, 10 gols sofridos e a única diferença era nos gols marcados... nove para as venezuelanas e dez para as paraguaias. O equilíbrio dos números acabou sendo refletido durante toda a primeira etapa da partida. (em tempo... não consegui as fotos posadas por questões logísticas) As duas seleções criaram boas chances, mas as atacantes desperdiçaram todas as investidas. As goleiras também mostraram serviço quando solicitadas, e nesse panorama o primeiro tempo acabou sem a abertura do marcador. No intervalo conversei bastante com os amigos fiscais e muitas histórias do arco da velha sobre bastidores foram citadas. Bom saber o que acontece de verdade nos campos por aí. 
Falta para a Venezuela com as jogadoras do Paraguai quase brincando de "sombra mágica". Foto: Fernando Martinez. 
Cruzamento venezuelano pela direita do seu ataque. Foto: Fernando Martinez. O segundo tempo então veio com a partida mais aberta e muito mais chances de gol. Aos 14 minutos a seleção "vinotinto" abriu o marcador num golaço da atacante Joemar Guarecuco, que tinha acabado de entrar em campo. Ela chutou forte quase da intermediária e encobriu a goleira Liz Peña. Muita festa das jogadoras e do banco de reservas venezuelano. Atrás no marcador e perdendo a vaga no mundial, o Paraguai foi com tudo em busca do empate, mas deixando espaços perigosos na sua defesa. 
A goleira Liz Peña desolada deitada no gramado do Pacaembu após sofrer o gol venezuelano. Foto: Fernando Martinez. 
Visão da numerada do estádio com um bom público para a decisão de 3º e 4º lugar da competição. Foto: Fernando Martinez. A partida ficou com chances para os dois lados, mas a mais clara delas foi para a seleção paraguaia. Depois de um cruzamento da direita, uma das suas atacantes colocou a bola dentro do gol adversário, mas a árbitra uruguaia Claudia Umpierrez e a auxiliar Maria Eliza Barbosa anularam o gol. O time do Paraguai ficou indignado com a marcação, e pressionou bastante a arbitragem. O nervosismo acabou atrapalhando o time até o final da peleja. 
Boa chegada da jogadora camisa 10 da seleção grená. Foto: Fernando Martinez. E sem nada a ver com o nervosismo paraguaio, a seleção grená levou o jogo na boa até o apito final. Com o placar de Paraguai 0-1 Venezuela, a equipe da terra de Hugo Chavez se classificou pela primeira vez para um Mundial Feminino na história, juntando todas as categorias. A festa foi digna de final de Copa do Mundo no gramado do Pacaembu. Mas a seleção derrotada não levou a derrota na esportiva, e uma de suas jogadoras agrediu a árbitra do jogo. Depois ainda teve mais confusão na entrada dos vestiários, com mais agressões por parte das paraguaias e até a PM teve que entrar para apaziguar os ânimos. 
Resultado final da partida estampado no placar do Pacaembu. Venezuela no Mundial 2010! Foto: Fernando Martinez. Mas não adiantou nada, já que a Venezuela é a legítima classificada para o Mundial Feminino sub-17 2010 junto com Brasil e Chile, que fizeram a final logo em seguida... Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 03h05
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Grande virada do Palmeiras B pela Série A-3!
Fala pessoal! No meu segundo jogo pelo Campeonato Paulista Série A-3 na última quarta-feira, fui conferir um jogo de um time "novo" no Estádio Palestra Itália, também conhecido como Parque Antarctica. Ainda pela quarta rodada da competição, o Palmeiras B jogou contra o Sport Barueri, antigo Campinas FC e que tem despertado polêmicas pela forma que entrou no campeonato desse ano. Antes de ir para a casa palmeirense, fiz uma rápida parada pelo centro de São Paulo para saborear um saduba de pernil feito de forma fantástica num bar da Rua Barão de Itapetininga. Por apenas 4 reais podemos degustar um lanche de primeira, valor impensável em bairros mais "nobres" da capital paulista. Fica a dica para os amantes de um bom pernil. E bastante satisfeito peguei o ônibus que segue até a Barra Funda na Avenida São João. Cheguei no estádio faltando ainda uma hora para o começo da peleja, e fui conversar com os amigos fiscais que trabalhariam lá e também com os membros da diretoria do Sport Barueri. Foi só para comprovar mesmo que a equipe de Barueri não tem nada a ver com a antiga equipe campineira, inclusive que já foi extinta. Mesmo com o site da FPF mostrando a história do Campinas FC no box do time barueriense, a única coisa em comum entre os dois é que o time da Grande São Paulo entrou no profissionalismo com a mesma filiação da Águia, até mantendo a mesma data de fundação. Para questão de bom senso, acabei nem colocando o Sport Barueri como time novo na minha Lista, mas ficará com um asterisco para sempre. E muita conversa depois, estava na hora do jogo começar e lá fui eu para a lateral do gramado fazer as fotos exclusivas das duas equipes e do trio de arbitragem. Acredito que seja um dos primeiros sites com foto do time azul da Grande São Paulo na internet: 
SE Palmeiras B - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 
Sport C Barueri (antigo Campinas FC) - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez. 
Os capitães das duas equipes, o árbitro Muriel Severino, os auxiliares Adailton Alberto de Souza e Everaldo Jorge da Silva e o quarto árbitro Antonio Carlos Santana posando para as lentes do JP. Foto: Fernando Martinez. O Palmeiras B vem fazendo um bom começo de A-3 e não tinha perdido nenhum jogo até o confronto contra o Sport Barueri. Duas vitórias em casa e um bom empate fora deixaram o time empatado na liderança do torneio. O time azul também vem fazendo uma boa campanha, e depois de ter perido na estréia em casa jogando contra a Penapolense, duas vitórias que deixaram a equipe em boa posição na tabela. Graças a tudo isso, a peleja prometia bastante. Tanto que o Palestra recebeu um bom público para a peleja, mais do que em jogos de domingo cedo ou quarta à tarde. E ainda com a concorrência do time principal jogando pela Copa do Brasil na TV. Para o primeiro tempo fui acompanhar o ataque palmeirense no gol das piscinas do Palestra Itália. Mas as ações ficaram quase todas concentradas dentro do campo de defesa dos donos da casa, pois o Sport Barueri foi bastante superior durante todo o tempo inicial. O time do Palmeiras B chegou poucas vezes dentro da área adversária, todas sem perigo algum. 
Zaga do Sport Barueri afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez. Mas o time de Barueri perdia gols demais, e quando era chamado o goleiro Borges fazia sua parte com ótimas defesas para o lado palmeirense. Mas tamanha superioridade foi premiada com o gol do time visitante aos 43 minutos. O jogador Fernando Generoso fez boa jogada pela esquerda e cruzou a bola para o zagueiro Cristiano só ter o trabalho de chutar forte para o fundo das redes do time da casa. Intervalo de jogo e 1x0 merecido para o time da Grande São Paulo. 
Bola pelo alto no ataque do Palmeiras B que foi devidamente interceptada por zagueiro do time visitante. Foto: Fernando Martinez. 
Mais uma bola alçada na área do Sport Barueri na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez. Aproveitei o intervalo para um contato telefônico com o Emerson para discussões pertinentes as campeonatos que estão rolando por aí. Logo depois entrei em contato com o Orlando, e graças a isso ele acabou acompanhando online a mudança do placar no Parque Antarctica. A equipe palmeirense voltou com tudo e disposta a virar a partida logo. O Sport veio num ritmo mais lento e quando acordou no jogo já estava com o placar adverso. 
Lance perigoso para os donos da casa no comecinho do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. O Palmeiras B destruiu qualquer prognóstico do jogo com três gols em sequência. O primeiro veio aos 12, num belo chute do jogador Bruno Silva pela esquerda. E ele deu uma sorte tremenda, já que a pelota resvalou nas costas do zagueiro Cristiano, enganando o goleiro Matheus. No minuto seguinte o jogador Patrick carregou a bola pela direta e chutou de longe. Ele também acabou contando com a sorte, pois a bola quicou no gramado molhado e enganou o goleiro do Barueri. 
Terceiro gol do Palmeiras B, aos 15 minutos do tempo final. Foto: Fernando Martinez. Na saída de jogo, o time visitante nem conseguiu ficar com ela nos pés, e novamente o atacante Patrick apareceu bem para roubar a bola, fazer uma tabela rápida e chutar forte pela esquerda no canto do goleiro Matheus. Foi o terceiro gol palmeirense em quatro minutos, e isso deixou o time visitante zonzo e sem saber direito o que estava acontecendo. Só depois de muito tempo o Sport Barueri voltou a chegar na área verde. 
Troca de bola no ataque alviverde pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. Mas aí já era tarde, e com o time da casa só tocando a bola para segurar a partida o árbitro apitou o final da peleja com o placar de Palmeiras B 3-1 Sport Barueri. Os quatro minutos em que os gols saíram mostraram a força do time alviverde e deixaram a equipe na liderança da Série A-3 após quatro rodadas. Para o time barueriense, que também mostrou bom futebol no primeiro tempo, a derrota pode ser encarada como algo positivo, pois melhorando a pontaria pode levar equipe a um bom futuro na competição. 
Escudinho do Sport Barueri e placar final do jogo no Palestra Itália. Fotos: Fernando Martinez. O clima da noite de São Paulo estava ótimo, e logo após o final do jogo fui para o ponto de ônibus na Avenida Francisco Matarazzo pegar um ônibus até o metrô para chegar em paz em casa. Ainda fiz a parte II da alimentação saudável do dia perto de casa, para finalmente poder dormir o sono dos justos... mas já com a rodada de quinta-feira na mente. E teve campeão no JP! Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 01h10
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No sufoco, o Juventus vira em cima do XV de Piracicaba
Opa, Na última quarta-feira tive a chance de fazer uma bela rodada dupla no Campeonato Paulista Série A-3 2010. O primeiro jogo do dia foi um verdadeiro clássico do futebol "alternativo" e uma partida com um clima bastante nostálgico. O Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, foi o palco para a peleja entre Juventus e XV de Piracicaba, ambas as equipes longe do lugar aonde realmente deveriam estar no futebol de São Paulo. Pena que a forte chuva que caiu quando saía de casa tenha me deixado ilhado num posto de gasolina perto do metrô sem que nada pudesse fazer para tirar as fotos posadas dos times. Cheguei na Javari com o jogo já iniciado... uma pena, mas temos crédito suficiente ainda disponível. De qualquer forma, o Moleque Travesso e o Nhô Quim sentem saudade dos áureos tempos em que disputavam e elite do futebol paulista. Hoje relegados ao terceiro escalão das forças do estado, tentam voltar aos dias de glória. Uma pena ver times extremamente tradicionais zanzando pela Série A-3 e a Segundona. Muitas das equipes que fizeram a história do futebol paulista foram tratadas somente como fontes de renda ilícita para muitos aproveitadores durante décadas e hoje o resultado está aí: times sem competitividade, sem dinheiro, com dívidas "impagáveis" e ainda por cima longe da elite do futebol estadual. O mundo ideal teria além dos dois times citados, XV de Jaú, Ferroviária, Comercial, São Bento, etc... na elite de São Paulo. Mas hoje em dia isso só acontece em sonho mesmo. Nostalgia à parte, tanto o time grená quanto o time piracicabano precisavam demais dos três pontos na partida válida pela 4ªrodada da A-3. O Juventus venceu o Lemense na sua estréia e depois perdeu seus dois jogos disputados. O XV está numa situação ainda mais complicada pois só está com um ponto no total, mesmo tendo um jogo a menos que a maioria dos times. A vitória era a única coisa que interessava no histórico gramado juventino da Móoca. Para esse jogo, encontrei o David por lá e mais alguns figuras que sempre cito nos jogos juventinos: Alfredo, Luís, Jurandyr, o amigo Rodrigo Colucci e até o Syller entrando na faixa disfarçado num carregamento de alimentos pelo portão lateral da Javari. Vale registrar também que o horroroso placar eletrônico do estádio queimou e foi retirado do lugar para conserto. Graças a isso, tivemos a genial volta do antigo placar. Esperamos realmente que mesmo consertado a aberração que é aquele placar novo não volte mais à Javari. 
O bom e velho placar da Rua Javari de volta! Vamos fazer a campanha "não volta placar eletrônico" a partir de agora aqui no JP. Foto: Fernando Martinez. Bom, mas o jogo já estava começado e fui logo para acompanhar o ataque grená atrás do gol das árvores na Javari. Mas acabou nem sendo uma boa escolha, já que o XV de Piracicaba foi muito, mas muito melhor do que o Juventus durante o primeiro tempo. O Moleque Travesso não assustou o time visitante e foi presa fácil para a equipe interiorana. Mas o XV perdeu a chance de fazer logo pelo menos 2x0 no placar. 
Jogada pelo alto no ataque juventino em lamce do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 
O time do XV tentando sair para o campo de ataque. Foto: Fernando Martinez. Antes dos 25 minutos a equipe alvinegra criou duas ótimas oportunidades, e em ambas o goleiro Gustavo trabalhou brilhantemente. De tanto insistir sem que o Juventus esboçasse alguma reação, o Nhô Quim teve a melhor chance para si aos 33 minutos, quando o árbitro marcou pênalti a favor da equipe. Mas a cobrança foi muito ruim, e o goleiro Gustavo defendeu o chute de Paulinho. 
Pênalti desperdiçado pelo XV de Piracicaba em boa defesa de Gustavo. Foto: Fernando Martinez. O penal perdido pelo adversário poderia animar o Juventus, mas o que se viu foi o XV ainda mais mordido e criou mais chances logo depois da penalidade máxima. Na melhor delas, o atacante Paulinho conseguiu perder um gol mesmo sem goleiro. Mas o time merecia o gol, e aos 39 minutos o jogador Éder recebeu bom passe pela esquerda e chutou cruzado. A bola entrou no canto esquerdo do goleiro e deixou o XV na frente do marcador. Mas como castigo para o time do interior, o Juventus acabou conseguindo empatar o jogo ainda no primeiro tempo, na primeira chance real de gol que criou. Aos 43 minutos a bola foi cruzada na área e o jogador Nem subiu mais alto que todos e cabeceou firme no canto direito do goleito Leandro, que ainda tocou na bola mas não conseguiu fazer a defesa. O jogo foi então para o intervalo com o 1x1 estampado no placar manual da Javari. No intervalo o velho esquema de conversar com os figuras presentes e ir curtir alguma guloseima na lanchonete. A unanimidade das conversas foi a de que o Juventus ainda precisa melhorar bastante caso queira fazer algo de bom nesse campeonato. Não é tempo ainda de pressionar, já que estamos na quarta rodada apenas, mas o time precisa acordar logo caso queira buscar sua vaga na A-2 de 2011. 
Tentativa de cabeçada na bola que não deu muito certo no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez. 
Escanteio perigoso para o Moleque Travesso. Foto: Fernando Martinez. No segundo tempo vimos o Juventus voltar mais disposto e o time dominou a partida. Mas era aquele tipo de pressão efêmera, pois chances concretas de gol não eram criadas. Já o XV, mesmo mais preocupado em se defender, continuava com as melhores chances, todas em espaços absurdos que a defesa grená concedia. Mais uma vez a melhor delas em chute do jogador Paulinho, pouco inspirado nas conclusões nessa tarde. Ele teve mais uma chegada cara-a-cara com o goleiro Gustavo, mas não conseguiu completar para o fundo das redes. 
Zaga do XV tirando a bola do seu campo de defesa. Foto: Fernando Martinez. E logo essa chance perdida pelo XV, o Juventus conseguiu chegar ao seu gol com o jogador Nem marcando mais um de cabeça, depois de boa cobrança de falta da direita aos 20 minutos. Com o placar favorável, o Moleque Travesso passou a se segurar bastante na defesa, e o XV acabou não tendo forças para igualar novamente o marcador. 
Falta mal batida pelos grenás no final da partida. Foto: Fernando Martinez. Final de jogo: Juventus 2-1 XV Piracicaba. Mesmo não jogando bem e tendo que melhorar MUITO caso queira o acesso, o onze grená saiu de campo com os três pontos. O time pulou para a 11ª posição na tabela e o XV caiu para o 19º lugar, ainda com um ponto conquistado. Mas a equipe piracicabana é boa, e acredito que consiga virar essa situação ruim em breve. Nós do JP torcemos sempre para o sucesso dos times tradicionais e estamos com as duas equipes até o fim. Jogo terminado e saí da Javari rumo ao centro de São Paulo pois a minha jornada esportiva da quarta-feira ainda não tinha terminado. E tinha time "novo" na programação... Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 00h30
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Estreia de gala do Votoraty na Copa do Brasil
Olá, No final do ano passado, mais precisamente no dia 06/12, acompanhei a partida decisiva da Copa Paulista de Futebol 2.009, realizada em Votoratim , reunindo as equipes do Votaraty e do Paulista de Jundiaí, cujo resultado final foi 5 a 1 a favor do time da casa, que acabou conquistando o título e uma das vaga à Copa do Brasil do ano seguinte. Para rever o post da época, clique aqui. Por conta dessa conquista, na última quarta-feira, retornei à simpática cidade de Votorantim, indo novamente ao Estádio Domênico Paolo Metidieri, para conferir tudo o que rolou na primeira partida entre o Votoraty F.C.L. e o Treze F.C. de Campina Grande/PB, valendo pela primeira fase da Copa do Brasil 2.010. Apesar dos problemas crônicos de trânsito em São Paulo e na Rodovia Castello Branco, fiz uma viagem tranquila, que me permitiu chegar com tempo suficiente para conversar com dirigentes e membros da comissão técnica do Treze sobre o campeonato estadual paraibano, bem como sobre as expectativas em relação à Copa do Brasil. Foi um papo super agradável e cheio de curiosidades. Depois do bate-papo, permaneci na lateral do gramado, aguardando a entrada dos times e dos árbitros, com o objetivo de fazer as fotos oficiais, as quais, mais uma vez, são excluvias e estão apresentadas abaixo: 
Votoraty F.C.L. - Votorantim/SP. Foto: Orlando Lacanna. 
Treze F.C. - Campina Grande/PB. Foto: Orlando Lacanna. 
Quarteto de arbitragem ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna. Como o time paraibano tem melhor colocação no ranking da CBF, poderia se classificar para a segunda fase eliminando o jogo de volta, desde que vencesse o de ida por uma diferença de dois ou mais gols. Diante disso, havia a expectativa de qual seria a postura tática que o Treze iria utilizar, ou seja, sairia para o ataque visando marcar os gols necessários ou assumiria uma postura mais defensiva? A resposta veio logo nos primeiro minutos, pois quem saiu com tudo, foi o time da casa, encurralado o alvinegro paraibano no seu campo de defesa. 
Defesa paraibana segurando um dos ataques do Votorary no início da partida. Foto: Orlando Lacanna. O primeiro bom ataque dos donos da casa, ocorreu na marca dos 11 minutos, quando o avante Neizinho se livrou da marcação e chutou forte para uma boa defesa do goleiro Wanderson (ex-XV de Piracicaba). Aos 17 minutos, o árbitro expulsou os atletas Marco Aurélio do Votoraty e André Lima do Treze, que se desentenderam e foram tomar banho mais cedo. A partida continuava sendo domimada territorialmente pelo "Tigre" de Votorantim, mas as grandes oportunidades não apareciam, uma vez que a maioria dos arremates ocorriam de média e longa distância, por conta da dificuldade de penetração no setor defensivo do "Galo da Borborema". Aos 30 minutos, um desses arremates de meia distância, assustou o goleiro paraibano, que se esticou todo e, para sua sorte, viu a bola raspar o seu travessão e sair, numa conclusão perigosa de Carlos Magno. 
Arremate de Carlos Magno que assustou o goleiro do Treze. Foto: Orlando Lacanna. Mesmo jogando defensivamente, o Treze não deixou de ir ao ataque em alguns momentos, tanto que, aos 36 minutos, o avante Nonato, invadiu a área pela meia esquerda, tirou o goleiro Alex da jogada, mas acabou perdendo o ângulo na hora da conclusão. Um minuto após, outro bom ataque dos paraibanos, novamente nos pés de Nonato, agora invadindo pela direita, porém a conclusão não foi das melhores. 
Ataque do Treze na primeira etapa pela esquerda, com alguns dos seus torcedores ao fundo. Foto: Orlando Lacanna. As maiores emoções da primeira etapa, ficaram reservadas para os últimos cinco minutos, pois, aos 40, o zagueiro Henrique do Votoraty abriu o placar para sua equipe, depois de boa jogada e conclusão pela meia direita, tendo ainda contado com um ligeiro desvío da zaga que matou o goleiro Wanderson. A resposta do Treze veio aos 43 minutos, numa cobrança de falta por intermédio de Pio, que mandou um torpedo que se chocou contra o travessão da meta defendida por Alex. Um minuto depois, o Votaraty aumentou sua vantagem, num outro gol marcado por um dos seus zagueiros, agora através do capitão João Paulo, que limpou a marcação e fuzilou com precisão, levando para o intervalo a vantagem de 2 a 0 para o Votoraty. Durante o intervalo não aconteceu nada de mais importante, só rolando aquela costumeira busca por água, em razão do forte calor. A bola voltou a ser movimentada e, logo aos 2 minutos, aconteceu algo que mudaria totalmente a cara do jogo, pois o Treze teve mais dois altletas expulsos, sendo o meia Pio ter ter recebido o segundo cartão amarelo por uma falta mais dura e o zagueiro Valnei por reclamações e ofensas ao árbitro. Com a vantagem de dois homens (10 contra 8), o Votoraty foi com tudo para o ataque e, não demorou muito, marcou o seu terceiro gol, aos 8 minutos, mais uma vez através de um dos seus zagueiros, agora por intermédio de Anderson, que marcou um golaço, após chapelar um defensor adversário e mandar uma bomba que entrou no ângulo direito da meta defendida por Wanderson, que ficou estático no lance. 
Bola no ângulo direito da meta do Treze no terceiro gol do Votoraty. Foto: Orlando Lacanna. Depois da marcação do terceiro gol, o Votaraty tomou conta totalmente da partida, tendo criado mais algumas chances, como ocorreu na marca dos 19 e 21 minutos, em jogadas de Paulo Krauss, que exigiu boa defesa do goleiro paraibano no primeiro lance e mandando a bola no travessão na segunda jogada. 
Defesa de Wanderson segurando arrremate de Paulo Krauss. Foto: Orlando Lacanna. Em desvantagem por tês gols e ainda com dois homens a menos, o Treze procurou segurar o jogo, visando tentar não tomar mais gols, porém o seu nervosismo era evidente, tanto que, aos 24 minutos, teve o seu quarto atleta expluso, no caso o volante Roni, que também recebeu o segundo cartão amarelo por ter cometido uma falta mais forte. O Votoraty, que não tinha nada com isso, continuou forçando o ataque, agora com a vantagem de três homens (10 contra 7) e acabou marcando o seu quarto gol, aos 29 minutos, novamente anotado pelo zagueiro Anderson. 
Goleiro Wanderson salvando o Treze praticando díficil defesa com a perna direita. Foto: Orlando Lacanna. Como ainda restavam mais de quinze minutos para o término da partida, as chances do Votoraty aumentar a diferença e marcar uma goleada histórica eram enormes e, por conta disso, várias pessoas achavam que algum atleta do Treze iria se contundir e não voltar a campo e, com isso, a partida teria que ser encerrada. Não deu outra, uma vez que, aos 31 minutos, o lateral direito Maneco desabou no interior da área, alegando contusão e sem condições de retornar à partida. O árbitro solicitou atendimento ao atleta Maneco, mas como ele não se "recuperou", a partida foi encerrada com resultado de momento, ou seja, Votoraty 4 - 0 Treze, que dá uma boa vantagem ao time paulista para decidir a vaga para a próxima fase, na partida de volta a ser realizada em Campina Grande em 24/2, pois pode perder por até três gols de diferença e, mesmo assim, estará classificado. Caso seja derrotado por 4 a 0, a decisão será por pênaltis. Por outro lado, se marcar um golzinho, o Treze terá que marcar, no mínimo, seis gols. O vencedor desse duelo, jogará na segunda fase contra o Grêmio de Porto Alegre, que eliminou o Araguaia/MT logo no primeiro jogo. Fim de jogo e mais uma viagem de retorno a São Paulo, enfrentando os eternos problemas de trânsito, mas como dizem alguns, isso faz parte. Abraços, Orlando
Escrito por Algum membro do JP às 23h00
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Brasil fecha a primeira fase com a melhor campanha!
Fala povo! Fechando a primeira fase do campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 tivemos mais uma partida no Estádio Conde Rodolfo Crespi no último sábado. O jogo foi válido pelo Grupo A, praticamente num quase-amistoso, pois as definições das vagas para as semifinais e os cruzamentos para as duas partidas do dia 9 de fevereiro aconteceram na primeira partida do dia. As seleções de Brasil e Peru entraram em campo para finalizar os jogos do torneio na Rua Javari. E para fechar com 100% nas fotos dos times posados nessa primeira fase aqui no JP, seguem agora as brasileiras e peruanas: 
Seleção Feminina do Peru (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Brasil (sub-17). Foto: Fernando Martinez. A única perspectiva peruana na partida era tentar não levar uma sonora goleada das brasileiras, já que o 15x0 das meninas tupiniquins contra o Equador ainda ecoava nos cantos da Javari. Para o Brasil, que já era o primeiro colocado do grupo, a chance de colocar suas reservas em campo para que elas pudessem mostrar serviço. Mais uma vez acompanhei a partida lá das sociais, pois não estava no pique de ficar torrando dentro do gramado. 
Ataque brasileiro sendo iniciado pelo lado esquerdo. Foto: Fernando Martinez. Mas dessa vez não tivemos uma grande apresentação das brasileiras. Talvez sem o entrosamento necessário ou com excesso de confiança, o time jogou de uma forma bem morna contra o fraco time do Peru. A equipe também perdeu gols demais em chances claríssimas cara-a-cara com a goleira peruana. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou com a vantagem de 3x0 para o Brasil. 
Chance absurda perdida pelo time brasileiro. Foto: Fernando Martinez. 
Goleira peruana afastando a bola de perto da sua meta. Foto: Fernando Martinez. O primeiro gol veio aos 9 minutos em belo chute cruzado de Beatriz pela esquerda. O segundo, aos 24 minutos, foi em cobrança de pênalti de Andressa. E o terceiro foi o mais bonito, com a atacante Paula acertando um belo chute de voleio aos 30 minutos. O Peru não passou da linha do meio-campo, deixando a goleira Letícia somente assistindo a partida. 
A bola estufando as redes no primeiro gol brasileiro da partida. Foto: Fernando Martinez. 
Segundo gol brasileiro, em cobrança de pênalti de Andressa. Foto: Fernando Martinez. Antes mesmo do intervalo começar a chuva voltou a cair na Javari. E ela veio muito forte, espantando muitos bolivianos que ainda estavam nas dependências do templo grená e alguns figurões que viam o jogo das tribunas. Para o segundo tempo o Brasil continuou dominando, mesmo debaixo de uma chuva absurda. 
Já com o dilúvio na Javari, as peruanas tentaram se lançar ao ataque no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. Aos 8 minutos a boa atacante Jullia marcou o quarto da equipe brasileira, depois de enorme confusão dentro da área peruana. E o quinto veio aos 11 minutos, no segundo gol da atacante Beatriz na partida. A facilidade era absurda, e muitos gols poderiam ter saído. Poderiam, pois a árbitra Maria Carvajal resolveu interromper o jogo aos 20 minutos desse tempo final graças à chuva que não parava de cair. Como a partida já não valia mais nada, prevaleceu o bom senso. 
Visão geral do jogo entre Brasil e Peru, momentos antes da partida ser interrompida. Foto: Fernando Martinez. Final de jogo: Peru 0-5 Brasil. Num jogo sem muita emoção, o Brasil mostra que tem o melhor futebol do torneio e que somente uma zebra ou um salto alto muito grande vai tirar o título da nossa seleção nessa competição. O time agora pega a Venezuela na segunda partida - a primeira é entre Paraguai e Chile - semifinal no Pacaembu nesse 09 de fevereiro. Os vencedores jogam a grande Final na próxima quinta-feira às seis da tarde. Com o jogo finalizado, restou ficarmos aguardando o dilúvio passar para irmos embora. Na meia hora que fiquei ao lado do David das tribunas ele reclamou da Net, da chuva, da cidade, da vida, do jeito de ser, do futebol... ou seja, de tudo! Com certeza o Oscar de Melhor Animação não irá para nosso amigo cinéfilo nesse ano de 2010. Reclamações à parte, a chuva finalmente passou depois de uma hora e, depois de mais uma vez jantar na boa pizzaria do lado no estádio, voltei para casa para dois dias de descanso... 11 jogos em 6 dias seguidos foi um recorde! Até a próxima! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 06h30
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: No sufoco, o Paraguai vai para a semifinal
Fala pessoal! Ufa! Depois de seis dias seguidos com rodadas diárias aqui para o JP, o sábado passado me reservou a última jornada dupla da primeira fase do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17. E para a despedida do Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, da competição, Paraguai e Bolívia disputaram a primeira peleja do dia em busca da segunda vaga do Grupo A para as semifinais, já que o Brasil estava classificado desde a rodada anterior. Cheguei na Rua Javari bem antes do horário marcado para o início da partida, e nas redondezas percebi uma grande movimentação de pessoas chegando no templo grená. Mas só entrando no estádio vi que não eram brasileiros aguardando o jogo de fundo, e sim muitos bolivianos oriundos dos bairros do Brás e do Pari - local do meu antigo e saudoso QG - esperando ansiosamente o jogo da seleção do seu país. A Polícia Militar estimou que o público presente na Javari era mais de 3 mil pessoas para o primeiro jogo do dia. A animação dos bolivianos era total, e bem antes do apito inicial trilar por lá a parte coberta do estádio já estava lotada. Muito barulho, gritaria e a esperança que a Bolívia conseguisse a vaga nas semifinais do Sul-Americano. E fazendo um rally entre os muitos torcedores, consegui entrar no campo de jogo para as fotos oficiais: 
Seleção Feminina do Paraguai (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina da Bolívia (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Em busca da vaga nas semifinais, o Paraguai jogava pelo empate contra uma Bolívia que precisava desesperadamente da vitória. Pelos jogos anteriores que acompanhei, achava que as paraguaias se classificariam com um pé nas costas, mas com certeza a animação da grande torcida boliviana presente no estádio empurraria o time da terra de Evo Morales em busca dessa heróica e inesperada classificação. Voltando para as sociais da Javari, encontrei o David e fomos para as tribunas, já que não tinha a menor condição de acompanhar o jogo junto com a muvuca instaurada no estádio. E passando o pior calor dos últimos dias, vimos uma partida muito movimentada, digna de decisões de vaga. A Bolívia jogava empurrada pela sua torcida, mas o Paraguai era mais time, e aos 12 minutos marcou o primeiro gol do dia através da jogadora Liz Peña com a providencial ajuda da arqueira Maria Lazaro. 
Saída rápida da Bolívia para o seu campo de ataque. Foto: Fernando Martinez. Atrás do marcador, a seleção boliviana acordou no jogo e passou a dominar a partida. O Paraguai não era nem sombra do time das duas primeiras partidas e se mostrou assustado com a pressão dentro e fora de campo. A torcida empurrava a Bolívia, que chegava cada vez mais perto do gol de empate. 
Jogadoras observando atentamente a bola. Foto: Fernando Martinez. E a igualdade no marcador finalmente veio aos 36 minutos, com um gol contra da goleira do Paraguai, que colocou a bola dentro das próprias redes depois de bom cruzamento da esquerda de Margarita Zabala. Fazia tempo que não via uma comemoração de gol tão efusiva de torcida na Javari, nem em gols do Moleque Travesso dentro dos seus domínios. O jogo continuou melhor para as bolivianas, e o Paraguai agradeceu muito quando a árbitra Claudia Umpierrez encerrou a primeira etapa. 
Ótima chance paraguaia no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. No intervalo, com o David suando absurdamente, fui buscar água e refirgerante para tentar amenizar o calor que estava fazendo mesmo na parte coberta do estádio. No caminho da lanchonete, percebi que estávamos colocados perto do ex-árbitro e atual inspetor de árbitros da Conmebol Armando Marques. Um dos juizes mais conhecidos/controversos da história do futebol nacional, responsável pela final do Paulista 73, aonde errou a contagem das penalidades que definiram o campeonato daquele ano, no último título relevante da Portuguesa. Não é toda hora que estamos perto de figura tão lendária do futebol. 
Visão geral das sociais do Juventus e de parte da arquibancada mostrando o bom público no jogo Paraguai x Bolívia. Foto: Fernando Martinez. Bom, já de volta à tribuna era a hora do segundo tempo começar. A torcida continuava empurrando a seleção boliviana, e o panorama do jogo não mudou muito. A Bolívia voltou muito melhor, mais acordada em campo e dominando as ações. As paraguaias tentavam, mas não conseguiam mesmo voltar a mostrar algo de bom dentro das quatro linhas. A diferença principal para que o placar não fosse alterado era a qualidade ofensiva das atacantes do time verde. A camisa 9 Sdenka mostrou deficiências já vistas em jogos anteriores e desperdiçou boas investidas. 
Ataque boliviano sob o olhar atento de quase metade do time paraguaio. Foto: Fernando Martinez. Mesmo assim a torcida não desanimava, e a Bolívia já estava merecendo virar o marcador. O relógio era implacável com o time verde, e os minutos pareciam que estavam virando cada vez mais rápidos. Porém, de tanto insistir, as bolivianas ganharam uma chance de ouro para marcar o segundo gol numa penalidade máxima marcada aos 37 minutos. A melhor jogadora do time, a camisa 10 Diana Zenteno, foi para a cobrança. Mas ela sentiu o peso da responsabilidade e bateu mal demais o penal, praticamente recuando a bola para a goleira Paola Buttner, se redimindo do gol sofrido. 
Detalhe do pênalti perdido por Diana Zenteno, que jogou a chance da classificação boliviana no lixo. Foto: Fernando Martinez. 
Bola disputada no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. A Bolívia sentiu demais o pênalti perdido e não conseguiu mais chegar e nem criar chances de fazer o gol da classificação. O Paraguai continuou na defesa e levou os minutos finais em banho-maria para garantir a sua vaga no sufoco. Final de jogo: Paraguai 1-1 Bolívia. O suado empate classificou o time paraguaio para as semifinais, aonde enfrentará o ótimo time do Chile buscando a vaga na grande final. Pelo que vi até aqui, apostaria nas chilenas para a classificação. Para a Bolívia, ficou a boa impressão que o time deixou no campeonato, só sendo derrotadas pelo Brasil e lutando até o último minuto pela classificação. A torcida da seleção soube reconhecer o esforço e aplaudiu bastante as jogadoras após o apito final. E a grande torcida presente na Javari continuou por lá para ver o jogo de fundo... um amistoso, mas que foi do melhor time do campeonato até aqui e que merecia ser conferido. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 04h25
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Ferroviária vence fora de casa e entra no G8 da Série A3
Olá, No último sábado teve início a terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3, que representa o terceiro escalão na hierarquia do futebol profissional de São Paulo, sendo que, nas primeiras rodadas, alguns clubes têm mandado suas partidas em estádios alternativos, por conta da não liberação dos seus respectivos estádios por parte da FPF, em razão de não terem apresentado todos os laudos exigidos. Diante disso, fui até a vizinha cidade de Guarulhos, mais precisamente ao Estádio Antônio Soares de Oliveira, palco da partida Força E.C. x Ferroviária Futebol S/A, que normalmente seria realizada na cidade Caieiras, cujo estádio (Carlos Ferracini) utilizado pelo Força, ainda não está liberado. Essa partida representava a oportunidade do time da "casa" conseguir a primeira vitória na competição, pois, até então, em duas partidas, só havia conquistado um pontinho, graças a um empate fora de casa. Pelo lado dos visitantes, era a chance de lutar pela segunda vitória seguida e entrar no grupo dos classificáveis. Antes de começar contar a históra da partida, apresento as fotos oficiais dos times e dos árbitros, os quais posaram com exlusividade para as lentes do JP. 
Força E.C. - Caieiras/SP (mandou essa partida em Guarulhos). Foto: Orlando Lacanna. 
Ferroviária Futebol S/A - Araraquara/SP. Foto: Orlando Lacanna. 
Trio de arbitragem ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna. O jogo começou com boa movimentação, com os dois times jogando para frente e imprimindo velocidade nas jogadas, visando surpreender o adversário logo no início. Nesse contexto, o primeiro momento de maior perigo, ocorreu na marca dos 11 minutos, numa cabeçada perigosa do avante Emerson Nhanhá da Ferroviária, que acabou morrendo nas mãos do goleiro Chico do Força. 
Boa defesa do goleiro Chico no início da partida. Foto: Orlando Lacanna. A resposta do Força veio logo em seguida, aos 13 minutos, numa boa jogada iniciada pelo lado direito, culminando com a conclusão do avante Indio, que exigiu boa defesa do goleiro afeano Roberto. 
Inicio da jogada ofensiva pela direita que levou o primeiro perigo à meta da Ferroviária. Foto: Orlando Lacanna. Depois dos dois lances mais perigosos, a partida continuou bem movimentada, porém sem o surgimento de novos lances ofensivos que levassem perigo às defesas dos dois times. Diante disso, tivemos uma ou outra jogada de ataque, que invariavelmente acabavam em chuveirinhos neutralizados pelas defesas. A partida assumiu uma "cara" de que dificilmente sairia algum gol nessa primeira etapa e, não deu outra, pois o árbitro encerrou o primeiro tempo com o placar mudo, sem que nenhuma equipe ameaçasse de fato a meta adversária, embora o time de Araraquara tivesse demonstrado um pouco mais de organização ofensiva. 
Um dos cruzamentos do ataque do Força na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna. 
Uma das poucas defesas do goleiro Roberto da Ferroviária na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna. A Ferroviária voltou a campo com outra camisa, sendo que o seu setor defensivo teve que se virar para segurar o ímpeto ofensivo que o Força demonstrou no início da segunda etapa. O primeiro lance de maior perigo, ocorreu aos 4 minutos, quando o meia Diego, livre de marcação, chutou por cima do travessão uma bola recebida com açúcar pelo lado esquerdo. Um minuto depois, outro lance perigoso do ataque do Força, que também foi desperdiçado, pois um atacante (Maicon) deixou para o outro (Indio) e ninguém concluiu a jogada, deixando a pequena torcida presente um pouco irritada por causa da chance perdida. 
Lance de perigo do ataque do Força no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna. Até o vigésimo minuto, o predomínio territorial foi do Força, mas, mesmo assim, o seu ataque ficou devendo, pois não conseguiu transformar em gol as poucas chances criadas e isso seria fatal ao término da partida. Depois dos vinte minutos, a Ferroviária equilibrou as ações, mas nada que pudesse entusiasmar os seus poucos torcedores presentes, uma vez que criou poucos lances de real perigo. 
Disputa de bola pelo alto em jogada de ataque da Ferroviária na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna. A partida se encaminhava para o seu final, quando na marca dos 40 minutos, o Força teve o seu atleta Rodrigo Paulista expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo. Nos últimos cinco minutos, a Ferroviária acelerou o ritmo e forçou as jogadas ofensivas, aproveitando a vantagem de um homem. Aos 44 minutos, o time afeano chegou perto de inaugurar o placar, quando o avante Rildo mandou um balaço cruzado da direita, que passou muito perto do poste direito da meta defendida por Chico. Nos acréscimos, o meia Júlio César, realizou excelente jogada individual pela esquerda, ganhando na corrida do seu marcador e cruzando certeiro na cabeça de Rodrigo Sales, que só teve o trabalho de mandar a bola para o fundo da meta do Força, decretando a abertura da contagem. Dada nova saída e alguns segundos depois, a partida foi encerrada com o resultado de Força 0 - 1 Ferroviária, num jogo que deixou um pouco a desejar, mas que foi importante para o time de Araraquara que assumiu a 5ª colocação com 6 pontos, se situando na zona dos classificáveis. Quanto ao Força, a situação é preocupante, pois a derrota o deixou na última colocação (20ª) com apenas um ponto e sem marcar nenhum gol até o momento. Se não melhorar rapidamente, poderá correr sério risco de rebaixamento. 
Goleiro Chico e Léo desolados vendo a bola no fundo da meta do Força, no gol da vitória da Ferroviária. Foto: Orlando Lacanna. Tão logo a partida foi encerrada, graças àquela carona costumeira do Sr. Natal, segui até a residência de familiares, na qual passei o resto do sábado em companhia de pessoas muito importantes para mim. Foi isso. Abraços, Orlando
Escrito por Algum membro do JP às 20h00
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Venezuela confirma sua vaga para a semifinal!
Fala pessoal! Depois da classificação chilena para as semifinais do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17, o Estádio Nicolau Alayon foi palco da definição da segunda vaga do Grupo B para a próxima fase do torneio. As seleções da Venezuela e da Argentina entraram no gramado sagrado do Nacional Atlético Clube dispostas a fazerem um grande jogo em busca da classificação. Ah, e mais uma vez seguem agora as fotos oficiais da partida: 
Seleção Feminina da Venezuela (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina da Argentina (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Com 7 pontos na tábua de classificação, a seleção grená tinha uma enorme vantagem contra as argentinas para a definição da vaga. O time portenho tinha 4 pontos, e só uma vitória por quatro gols de diferença contra as venezuelanas daria a vaga ao time da terra do Maradona. E pelo que tinha visto nas rodadas anteriores, a chance disso acontecer era mínima, já que o time argentino deixou bastante a desejar. 
Jogadoras disputando a bola em ataque venezuelano. Foto: Fernando Martinez. Fui para o ataque da seleção "vinotinto" durante os primeiros 45 minutos de jogo. A seleção argentina começou a partida tentando surpreender a defesa da Venezuela e tentava marcar um gol logo no começo. Mas não demorou muito para que o time venezuelano tomasse conta do jogo e mostrasse sua maior qualidade técnica. 
Zaga da Argentina chutando a bola para longe da sua área. Foto: Fernando Martinez. A defesa argentina não conseguia segurar os rápidos ataques da equipe grená, principalmente com a camisa 10 Ysaura Viso, chamada de "Rudd Gullit cover" por alguns torcedores no Nacional. E mesmo sendo a melhor jogadora do time, ela perdeu gols demais e foi egoísta em alguns momentos, prejudicando muito sua equipe. Na melhor chance dela, a bola foi parar na trave superior da arqueira Laurina Oliveros. 
Ataque perigoso da Venezuela, com a camisa 10 Ysaura Viso colocando a bola na trave argentina. Foto: Fernando Martinez. 
Mais uma chegada venezuelana pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez. Sem nenhuma modificação no ritmo da partida, a partida chegou ao intervalo com o 0x0 estampado no placar nacionalino. E para variar um pouco a chuva estava chegando no estádio e voltei às tribunas do Nicolau Alayon. E foi só pisar lá que o temporal começou com tudo e o segundo tempo inteiro foi debaixo d'água. 
A zaga da Argentina teve trabalho com o bom ataque da Venezuela no primeiro tempo, aqui em mais um ataque pela direita. Foto: Fernando Martinez. Para essa segunda etapa, a Venezuela voltou com uma atleta a menos - a jogadora Natasha Rosas foi expulsa no final do tempo inicial - e resolveu cadenciar o jogo, chamando a Argentina para o seu campo. Só que achei essa uma tática um pouco suicida, pois caso o time venezuelano ganhasse o jogo, ficaria em primeiro lugar do grupo B e escaparia do forte Brasil na semifinal. O empate não era bom resultado mesmo com a classificação assegurada. Mas o time abdicou mesmo de qualquer ataque, mesmo sabendo da inferioridade técnica da Argentina. 
Gol feito perdido pelo ataque da Argentina no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez. Por sua vez, as argentinas não tinham nada com isso e conseguiram ocupar todo o campo de defesa venezuelano. Mas a qualidade técnica inferior falou mais alto, o time não conseguia traduzir o domínio em gols. Já tinha descido das tribunas para ir embora, e enquanto falava com os amigos maqueiros/fiscais, as meninas da Argentina puderam comemorar a vitória. E foi na base da raça, com o gol salvador saindo aos 49 minutos. A atacante Florencia Bonsegundo completou cruzamento certeiro da direita e comemorou demais. 
Zaga portenha saindo com a bola dominada. Foto: Fernando Martinez. Final de partida: Venezuela 0-1 Argentina. Apesar da derrota, as venezuelanas garantiram vaga na semifinal pois ainda ficaram com maior saldo de gols do que as argentinas. Mas a derrota deixou a seleção grená no caminho das brasileiras na segunda partida semifinal da terça-feira, 9 de fevereiro. Com certeza a Venezuela terá enormes dificuldades para tentar chegar na final. Mas futebol é futebol, e tudo pode acontecer. Após esse jogo, voltei mais uma vez para o centro de São Paulo e lá fui jantar num belíssimo restaurante da região. Ainda conseguimos encontrar lugares preciosos mesmo com o estado atual bem ruim do querido centro velho paulistano. Quem sabe ainda não vejo o centro daqui pelo menos igual ao de Buenos Aires? Um dia... um dia... Satisfeito voltei para casa já pensando na rodada final da primeira fase do Sul-Americano no sábado, mas isso fica para depois! Até lá Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 19h50
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Chile classificado para as semifinais!
Opa, Continuando com a cobertura do JOGOS PERDIDOS no Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17, que vem sendo realizado na capital paulista desde o dia 28 de janeiro, na última sexta-feira tivemos a decisão das duas vagas do Grupo B para as semifinais da competição. No último dia de jogos no Estádio Nicolau Alayon, as seleções do Chile e do Uruguai fizeram a primeira partida do dia. Sem problemas durante o caminho entre o Jabaquara e a Barra Funda, cheguei no estádio cedo demais, e após conversar bastante com os amigos fiscais que estavam por lá, fiz as fotos oficiais dessa peleja. 
Seleção Feminina do Uruguai (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Chile (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Nessa última rodada, o Chile tinha a oportunidade de garantir sua vaga às semifinais e de lambuja eliminar a Colômbia, atual campeã do Sul-Americano. Com dois empates nas duas primeiras rodadas, o Chile recuperou seu ânimo após vencer as colombianas por 2x0 na rodada de quarta-feira. Uma simples vitória deixaria o time classificado. Do outro lado, as uruguaias não eram um bicho de sete cabeças, já que não mostraram um bom futebol durante o torneio, perdendo suas três partidas. 
Chegada do time chileno pelo alto no começo de jogo. Foto: Fernando Martinez. 
Mais uma boa investida do ataque chileno. Foto: Fernando Martinez. Após as fotos fui para as tribunas do Nacional e lá encontrei novamente o amigo Rodrigo Colucci. E vimos uma partida extremamente fácil para a boa seleção chilena. Logo aos 11 minutos a jogadora Claudia Soto abriu o marcador numa belíssima cobrança de falta e deixou o time com a vaga na mão. De nada adiantou a torcida contrária da seleção colimbiana, que estava nas numeradas do Nicolau Alayon. Sem sofrer nenhuma pressão das uruguaias, o Chile marcou o segundo aos 33, através da meio-campista Arriagada. 
Detalhe do primeiro gol do Chile, marcado aos 11 minutos do primeiro tempo em bela cobrança de falta. Foto: Fernando Martinez. 
Detalhe de bola disputada no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. O Chile levou o jogo para o intervalo com a vantagem parcial de 2x0, fazendo com que as colombianas desistissem de acompanhar o restante do jogo. Como não poderia deixar de ser, aproveitei o intervalo para beber muita, mas muita água mesmo, pois o calor era intenso. 
Jogadora do Uruguai tentando correr atrás de jogadora chilena, em ataque do time vermelho no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 
Mais um ataque pelo lado esquerdo do gramado. Foto: Fernando Martinez. No segundo tempo o Chile só jogou na boa, sem forçar a barra e só esperando o tempo passar. Mesmo assim marcou mais dois gols. O terceiro saiu aos 3 minutos, em grande jogada de Francisca Amoroso. O Uruguai tentava melhor sorte, mas as suas jogadoras não conseguiam trocar mais de três passes no ataque, pois a defesa chilena não dava o menor espaço. Seguindo nessa toada, o quarto gol veio aos 36, depois de uma bobeada monstro da goleira Natalia Acosta. Ela foi interceptar um ataque adversário fora da área, mas com maior qualidade técnica, a atacante chilena driblou a arqueira e tocou para Fernanda Pinitta, que tocou de fora da área. As zagueiras do Uruguai ficaram indignadas com a arqueira, não se conformando pela infelicidade no lance. Daí até o final, o placar não foi mais alterado. 
Momento em que a goleira uruguais saiu mal do gol deixando a sua meta desguarnecida. Foto: Fernando Martinez. 
Desânimo total das atletas uruguaias depois do quarto gol sofrido pela equipe. Foto: Fernando Martinez. Final de jogo: Uruguai 0-4 Chile. O Chile conquistou a sonhada vaga nas semifinais do torneio, algo que não tinha conseguido na primeira edição desse Sul-Americano dentro do seu país. Mas faltava a segunda partida do dia para definir o segundo time com passaporte garantido para jogar a Fase Final da competição no Pacaembu. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 19h45
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Mais uma vitória brasileira, agora em cima do Paraguai
Fala pessoal! Após a vitória boliviana no primeiro jogo do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 da última quinta-feira, o Estádio Nicolau Alayon foi palco de mais uma partida da Seleção do Brasil no torneio, agora jogando contra a Seleção do Paraguai, a outra favorita para conseguir uma vaga na semifinal da competição no Grupo A. Antes de falar sobre o jogo, seguem as fotos oficiais da partida: 
Seleção Feminina do Brasil (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Paraguai (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Após o massacre contra o Equador, a seleção nacional ficou sendo ainda mais favorita para o título da competição, e a torcida que estava presente na Comendador Souza esperava mais uma avalanche de gols. Mas a Seleção do Paraguai é muito superior às equatorianas, e um 15x0 estava fora de cogitação. O time fez dois bons jogos e seria um páreo duro para as belas jogadoras brasileiras. 
Boa chegada da camisa 11 Thaís pela direita do ataque brasileiro. Foto: Fernando Martinez. 
Tentativa pelo alto da zagueira Ingrid, para boa defesa da goleira paraguaia. Foto: Fernando Martinez. A chuva já ameaçava chegar com tudo no Nacional, e fui aproveitar os últimos momentos secos acompanhando o ataque brasileiro no primeiro tempo. Mas o time não começou bem, e demorou a entrar no clima da partida. O Paraguai criou a primeira ótima oporutnidade aos 4 minutos, e depois de um bonito chute por cobertura, a zaga canarinho tirou a bola em cima da linha. 
Ataque rápido do Brasil no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. As paraguaias se mostravam bem colocadas na defesa e o Brasil só conseguiu mostrar seu verdadeiro futebol depois dos 20 minutos, com o gol marcado pela zagueira Ingrid de cabeça aos 21. O 1x0 desfavorável fez com que o Paraguai se lançasse ao ataque, deixando brechas perigosas na sua defesa. E a jogadora Paula conseguiu aproveitar duas dessas brechas aos 35 e 39 minutos, no segundo e terceiro gols do Brasil no jogo. 
Mais uma investida brasileira, agora pela esquerda do ataque. Foto: Fernando Martinez. 
Bom chute de Thaís, agora no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. O Brasil levou o jogo com 3x0 para o intervalo e o que esperávamos para o começo da etapa final realmente aconteceu: o Paraguai indo com tudo para tentar diminuir logo. O time conseguiu o primeiro aos 15 minutos, em gol de Mendoza. A equipe jogava melhor e ainda teve duas ótimas oporutnidades para marcar o segundo. Só depois da entrada da atacante Gláucia o Brasil voltou a dominar a partida. O time conseguiu chegar ao quarto gol aos 38 minutos, em pênalti cobrado por Andressa, e aos 43 num gol de Gláucia, para coroar sua bela apresentação. Nos acréscimos o Paraguai quase marcar mais um, mas o placar ficou sem mais nenhuma alteração. 
Quarto gol do Brasil, em pênalti bem cobrado pela atleta Andressa. Foto: Fernando Martinez. 
Quase o Paraguai marca o segundo nos acréscimos. Teve gente que achou que essa bola entrou! Foto: Fernando Martinez. Final de jogo: Brasil 5-1 Paraguai. As brasileiras confirmaram o favoritismo ganhando da boa seleção paraguaia e se classificou com antecedência para as semifinais. Para o Paraguai, um empate contra a Bolívia na última rodada leva o time às semifinais. Por milagre o jogo terminou sem chuva, e rapidinho já estava no centro de São Paulo. Encontrei alguns amigos de longa data e ficamos num bar qualquer por ali jogando conversa fora, algo que sempre cai bem... Mas sexta-feira tinha mais rodada dupla para acompanhar... Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 05h05
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Vitória boliviana em cima do Equador
Fala pessoal! Na quinta-feira tivemos a quarta rodada do Grupo A do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 no Estádio Nicolau Alayon, campo do Nacional AC. O campo do time paulistano foi palco do duelo entre as Seleções da Bolívia e do Equador, e dessa vez acompanhei a rodada sem a presença de mais nenhum membro do JP. Para evitar problemas nos sempre complicados serviços de transporte de São Paulo, saí muito cedo de casa e cerca de meia hora antes do horário marcado para a partida já estava nas dependências do clube. E como tem acontecido nesse campeonato, fiz as fotos das equipes sem nenhum problema: 
Seleção Feminina da Bolívia (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Equador (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Depois de tomar 15 gols na moleira na partida anterior contra o Brasil, as equatorianas esperavam apagar um pouco da má impressão deixada nessa partida contra as bolivianas. Mas o time da terra de Evo Morales dependia de uma vitória para continuar com o sonho da classificação ainda vivo. Para o primeiro tempo, aproveitando que o sol ficou escondido por uma chuva caiu fora de hora, fui acompanhar o ataque da Bolívia. 
Ataque boliviano pela direita no começo de partida. Foto: Fernando Martinez. 
Zaga do Equador afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez. A seleção boliviana foi superior ao time do Equador durante todo o primeiro tempo, mas as suas atacantes perderam gols demais, principalmente com a jogadora Sdenka, que perdeu duas oportunidades incríveis. As equatorianas não esboçaram nenhuma boa jogada e só não foram para o intervalo com a derrota pela incompetência ofensiva do time verde. 
Uma das boas chances desperdiçadas pela Bolívia na primeira etapa, com a atacante Sdenka. Foto: Fernando Martinez. 
Escanteio para a Bolívia no final do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. No intervalo o sol ardido voltou ao Nicolau Alayon e fui assistir o segundo tempo das cabines de imprensa do estádio. O amigo Rodrigo Colucci também me acompanhou até lá e vimos um tempo final bastante animado no gramado. E de tanto insistir, a Bolívia chegou ao seu gol aos 13 minutos dessa segunda etapa, em chute forte da jogadora Zenteno, vencendo a arqueira Gladys Montoya. 
Cruzamento para dentro da área do Equador feito pela melhor jogadora do time, a camisa 10 Zenteno. Foto: Fernando Martinez. 
Detalhe de lance no meio de campo. Foto: Fernando Martinez Após o 1x0 no marcador, a Bolívia continuou tentando fazer mais gols, que poderiam ajudar muito para o saldo de gols numa eventual disputa de vaga contra a seleção do Paraguai. O Equador se limitava a tirar as bolas de dentro da sua área, e mesmo assim as bolivianas não conseguiram aproveitar o momento graças à já citada inoperância ofensiva. A equipe ainda correu o risco de sofrer o empate num rápido ataque equatoriano pela direita, aonde a jogadora Torres chutou e a bola passou raspando a trave direita da goleira Del Carmem. 
A única chance do Equador no jogo, em bola que tirou tinta da trave direita. Foto: Fernando Martinez. Mas no final da partida não tivemos surpresas: Bolívia 1-0 Equador. O resultado deixou as bolivianas com seis pontos na tábua de classificação, e agora o time torceria por uma derrota paraguaia, de preferência por uma grande margem de gols, contra as brasileiras para jogar o confronto direto do sábado com vantagem. E justamente o jogo da seleção canarinho veio após a vitória da Bolívia. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 04h55
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Juventus perde a primeira partida em casa pela Série A-3
Fala pessoal! Dando um tempinho no futebol das meninas sub-17 sul-americanas, na última quarta-feira fui acompanhar o meu primeiro jogo no Campeonato Paulista Série A-3 em 2010. E como quase sempre assisto os jogos dos Atomic Grapes na Móoca, não poderia mesmo faltar na estréia do Juventus em casa jogando contra o recém-promovido da Segundona Red Bull no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari. No caminho do estádio consegui falar com o seu Natal e me encontrei com ele no metrô Bresser para seguir até a casa juventina. Problemas no trânsito da região quase me fizeram perder as fotos das equipes e do trio de arbitragem. Mas no final tudo deu certo, e agora elas seguem aqui no JP: 
CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 
Red Bul FEL - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez. 
O árbitro Vinicius Gonçalves Dias Araujo, os auxiliares William Rogério dos Santos Turola e Paulo de Souza Amaral, o quarto árbitro Kleber Canto dos Santos e os capitães Alex Alves (Juventus) e Carlinhos (Red Bull) posando de forma exclusiva para as lentes do JP. Foto: Fernando Martinez. Graças ao trágico ano de 2009, o Juventus foi "premiado" com o rebaixamento para o terceiro escalão paulista, algo inédito na história do futebol profissional em São Paulo. E para completar o cenário de ineditismo, o adversário é uma das equipes mais novas em atividade. O time da fábrica de energéticos foi fundado apenas em novembro de 2007 e disputa sua terceira temporada profissional. A equipe foi a Campeã da Segundona em 2009 e vem forte em busca de uma vaga na A-2 de 2011. Juventus e Red Bull estrearam na Série A-3 vencendo suas partidas no final de semana, contra Lemense e Comercial respectivamente, e entraram em campo em busca da manutenção dos 100% de aproveitamento. Para acompanhar o jogo, além do seu Natal, o David também se fez presente por lá. E figurinhas carimbadas também deram as caras, como o amigo Rodrigo Colucci e os inseparáveis Sérgio Manjuillo e Alfredo "Mancebo". O jogo finalmente começou com os dois times se estudando bastante, e conforme o tempo foi passando o Red Bull passou a levar mais perigo nas suas investidas. O Juventus não conseguia tramar um bom ataque e a equipe visitante foi dona do jogo. O primeiro gol da equipe campineira quase veio aos 17 minutos numa tentativa de bicicleta que por muito pouco não deu certo. 
Cruzamento dentro da área do Red Bull no começo de partida. Foto: Fernando Martinez. Mas para tristeza da grande torcida que estava presente na Javari em plena quarta à tarde, o Red Bull chegou ao primeiro gol aos 30 minutos. Depois de cobrança de falta de Oliveira, o goleiro Gustavo deu rebote nos pés do jogador Cinézio, que tocou forte e deixou o time visitante na frente do marcador. O mesmo Cinézio teve uma oportunidade de ouro para fazer o segundo, recebendo ótimo passe e ficando cara-a-cara com o goleiro dentro da área. Mas ele tentou fazer graça e tocou meio sem jeito por cobertura, para fácil defesa de Gustavo. 

O primeiro gol do Red Bull em dois momentos: a cobrança de falta de Oliveira e o chute de Cinézio aproveitando o rebote do goleiro Gustavo. Fotos: Fernando Martinez. Os grenás tentaram o empate em dois fortes chutes de longe, aonde o goleiro Luiz Fernando fez belíssimas intervenções, e o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima do time da empresa de energéticos. Nesse intervalo, após a tradicional conversa na porta dos vestiários, decidi acompanhar um pouco do ataque juventino antes que a chuva chegasse. 
Marcação forte do Red Bull em ataque juventino pela direita. Foto: Fernando Martinez. Só que acompanhar o ataque do Juventus não foi uma boa idéia, pois o Red Bull continuou bem melhor no gramado. Aos 18 segundos do segundo tempo os visitantes perderam um gol feito em bom chute de Cinézio que encontrou a trave. O segundo gol veio aos 8 com o atacante Henan, fazendo miséria com a defesa do Moleque Travesso. O time da casa não conseguia ainda encaixar nenhum ataque e todas as tentativas eram neutralizadas pela defesa do Red Bull, comandada pelo veterano Carlinhos. 
Ataque juventino agora pela esquerda, já com o tempo fechando na Javari. Foto: Fernando Martinez. Por volta dos 20 minutos começou um dos momentos mais bizarros que passei num campo de futebol. O céu ficou preto e alguns grossos pingos d'água começaram a cair no bairro da Móoca. Ainda consegui sair do campo e me abrigar nas cabines de imprensa da Javari para logo em seguida o maior dilúvio que vi em toda a minha vida começar. A partida estava com 26 minutos dessa segunda etapa jogados, e acabou sendo paralisada por motivos óbvios. 
Jogadores se dirigindo aos vestiários após a paralisação do jogo aos 26 minutos do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. Acabou não adiantando nada estar nas tribunas da Javari, pois a tempestade vinha de todos os lados graças ao fortíssimo vento e muitos raios também assustavam os presentes. Todos os amigos citados conseguiram se abrigar por lá, mas a situação estava feia demais. Nunca tinha visto uma chuva assim, menos ainda em um campo de futebol. E esperando ela passar, alguns torcedores juventinos entraram no gramado e começaram um animadíssimo bate-bola mesmo com o dilúvio. Engraçadíssimo ver a torcida se espremendo nas numeradas e ainda assim torcendo em cada gol do pessoal. 
O animado futebol disputado pelos torcedores juventinos enquanto o dilúvio caía na Javari. E ao lado o estado do gramado no pior momento da chuva. Fotos: Fernando Martinez. O tempo foi passando sem que ninguém soubesse se o jogo iria prosseguir ou não. O mais doido disso tudo é que em nenhum momento a chuva diminuiu seu forte ritmo nem deu sinais que poderia parar em breve. Muitos até queriam ir embora achando que o jogo não continuaria, mas quem conseguia sair da parte coberta do estádio? A única coisa a se fazer naquele momento era esperar. E cerca de 45 minutos depois, tivemos um sinal que o jogo poderia continuar quando a arbitragem da partida voltou ao gramado encharcado da Javari para ver as condições do campo. Por alguns minutos eles andaram por toda a extensão do gramado, e com uma conversa com o capitão do Red Bull resolveram continuar a partida. Não acho que o campo tinha condições, mas deve ter sido algo relacionado à dificuldade de se continuar a partida no dia seguinte. 
Árbitro andando pelo molhado gramado da Javari junto com um dos seus auxiliares. Ao lado, os dois conversando com o capitão do Red Bull, foi aí que decidiram pelo reinício da partida. Fotos: Fernando Martinez. Exatamente 59 minutos após o jogo ter sido interrompido, e ainda debaixo da forte chuva que não parava de cair, Juventus e Red Bull recomeçaram o jogo. E esses pouco mais de 20 minutos restantes foram altamente bizarros, muito em virtude da participação fora do comum do goleiro juventino Gustavo. Logo com 28 minutos desse segundo tempo, ele já se mandou ao ataque e ficou dentro da área campineira para tentar cabecear a pelota. 
Na volta do jogo o Juventus foi muito mais time, mesmo com o gramado sem muitas condições. Foto: Fernando Martinez. Mas o mais doido disso tudo é que quando as jogadas não saíam conforme o esperado, ele não voltava para sua área. Isso mesmo, ele deixou várias vezes o gol grená desguarnecido e ficava assistindo o lance do meio-campo. Dá para imaginar a doideira só por dizer que ele quase foi pego em impedimento após lançamento do Moleque Travesso dentro da área... algo que com certeza foi visto poucas vezes na história do futebol. 
Lance de ataque juventino, com o goleiro Gustavo sendo o principal atacante (!) do time durante o final da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez. Além desses momentos surreais, o jogo também foi digno de partidas de polo aquático. Os jogadores não conseguiam permanecer em pé e as poças d'água foram campeãs nos desarmes. E o Juventus, que não tinha jogado nada no campo seco, acabou superando as dificuldades e passou o tempo todo dentro do campo de defesa do Red Bull. O time chutava de longe e também cruzava a bola na área em busca do seu gol. Gol que acabou vindo aos 41 minutos, numa cobrança de pênalti de Wesley. 
Detalhe da cobrança de pênalti que originou o primeiro (e único) gol juventino na partida. Foto: Fernando Martinez. Mas a equipe grená não conseguiu transformar esse domínio no gol de empate e o jogo acabou mesmo em Juventus 1-2 Red Bull. Jogo doido, dilúvio e muita confusão, mas o que fica é que os Atomic Grapes precisam melhorar o futebol caso queiram voltar à Série A-2 em 2011. Já do lado do Red Bull fica a certeza que a equipe é forte candidata ao acesso, mesmo sendo estreante nesse torneio. A chuva ainda não tinha parado quando o jogo acabou, e levamos muito tempo esperando ela parar de vez. Até o sol voltou a aparecer enquanto a chuva ainda caía. Após isso, levei cerca de quatro horas, num trajeto que normalmente faço em 40 minutos, para chegar em casa pois o metrô estava completamente parado por causa da chuva que caiu em toda a Zona Leste. Cansado e com muita fome, cheguei mais de 10 da noite em casa já pensando na rodada dupla feminina da quinta-feira. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 01h57
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Brasil humilha o Equador... 15x0!
Fala pessoal! O segundo jogo do dia, válido pela terceira rodada do Grupo A do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17, acabou sendo uma partida histórica em vários sentidos. Novamente no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, Brasil e Equador entraram em campo para uma partida que já se imaginava quem iria vencer, só dependendo saber o placar final após os 90 minutos regulamentares. Antes mesmo do jogo anterior acabar lá estava eu devidamente credenciado dentro do gramado para as fotos das duas equipes. E outra vez em primeira mão, seguem as fotos nas páginas do JP: 
Seleção Feminina do Brasil (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Equador (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Dez entre dez pessoas presentes na Javari, até mesmo a comissão técnica e atletas equatorianas, acreditavam numa fácil vitória do Brasil nessa partida. O time jogou o fino da bola na sua estréia contra a Bolívia, e no jogo contra o time mais fraco da chave, o cheiro de goleada estava no ar. O Equador, que perdeu seus dois primeiros jogos contra Bolívia e Peru, torcia muito para a Seleção Brasileira não estar num dia bom. Logo após as fotos oficiais, resolvi sair um pouco do campo pois como a seleção estava atacando no gol "das goiabas", não quis encarar o forte sol que ainda reinava por lá. Fiquei na lateral do gramado junto com o David, e a partir dos 6 minutos, a história já foi sendo escrita. O primeiro gol do dia foi a jogadora Ingrid, tocando de cabeça no canto da goleira. Aos 8 veio o segundo com Gláucia chutando forte após bom passe. 
Primeiro gol brasileiro, logo aos 6 minutos de partida. Foto: Fernando Martinez. 
Bola entrando no gol equatoriano no segundo gol do dia na Javari. Foto: Fernando Martinez. Sem dar nem tempo para respirar, mais três gols vieram quase em sequência. O terceiro da jogadora Thaís aos 17 minutos, o quarto de Gláucia aos 20 e o quinto de Thaís aos 23. Com 5x0 no marcador, resolvi então acompanhar o ataque brasileiro de dentro do campo, já que o sol tinha dado uma trégua. E não me arrependi nem um pouco, pois logo aos 29 o Brasil fez mais um, com a jogadora Jucinara cabeceando após rebote da goleira. 
A jogadora Roberta iniciando ataque brasileiro pela direita. Foto: Fernando Martinez. 
A goleira do Equador rebatendo uma bola para o alto, que seria cabeceada pela jogadora Jucinara para o fundo das redes, no sexto gol brasileiro do dia. Foto: Fernando Martinez. Parecia que o time iria sossegar depois do sexto gol... ledo engano! O time teve uma bola na trave e um pênalti não marcado antes do sétimo gol vir aos 36 minutos através da jogadora Andressa. Sem piedade das equatorianas, tivemos o oitavo aos 41, novamente com a ótima jogadora Thaís só deslocando a goleira, e o nono gol aos 44, numa belíssima jogada da atacante Gláucia. E o inacreditável primeiro tempo terminou por aí. 
Sétimo gol do Brasil, com a jogadora Andressa driblando a goleira e tocando firme para o fundo das redes. Foto: Fernando Martinez. Acredito que nunca tinha visto uma partida chegar ao intervalo com um placar de 9x0. Com média de um gol a cada cinco minutos, o Brasil mostrou um futebol avassalador nesse tempo inicial, sem dar qualquer chance e deixando o Equador completamente anestesiado dentro de campo. Se estivéssemos numa luta de boxe, com certeza a seleção teria ganho de nocaute no primeiro assalto, antes mesmo dos 20 segundos de luta. Voltei para as numeradas da Javari e o panorama dos torcedores era de incredulidade, pois ninguém lá tinha visto alguma coisa assim antes. E enquanto conversava com as pessoas presentes, um verdadeiro dilúvio chegou no estádio. Eu e o David fomos para as cabines de imprensa de lá, e mesmo assim nos molhamos bastante. Os jornalistas que estavam montando as matérias nos seus laptops tiveram que desligar tudo às pressas, pois a água veio com tudo até ali na parte coberta. Na hora do jogo recomeçar, a arbitragem teve o bom senso de aguardar o dilúvio diminuir sua força. Meia hora depois, com a chuva ainda bem forte, mas com o gramado segurando muito bem a bronca, a partida foi reiniciada. E a pergunta geral era se o Brasil continuaria com o ritmo alucinante do primeiro tempo. E nos primeiros 15 minutos do tempo final, a resposta foi mais do que positiva. Logo no primeiro minuto a atacante Jullia, que tinha entrado no intervalo, fez o 10º gol depois de falha da arqueira equatoriana. A mesma Jullia, que é uma das jogadoras mais bonitas do time, fez seu segundo gol no jogo e o 11º do Brasil aos 5 minutos com a colaboração da goleira do Equador. Depois da falha nesse gol, a arqueira Gabriela Ortiz foi substituída e deu lugar à camisa 1 Gladys Montoya. Mas nem deu tempo dela se conectar na partida e o 12º gol veio aos 10 minutos, através da jogadora Luana. 
Décimo gol do Brasil, marcado pela jogadora Jullia, que tinha acabado de entrar. Foto: Fernando Martinez. 
A camisa 18 Jullia marca seu segundo gol no jogo, o 11º do Brasil. Foto: Fernando Martinez. Sem parar o show, o Brasil fez mais dois gols com a atacante Thaís em seguida. O 13º aos 13 minutos, em cobrança de pênalti, e o 14º aos 15 minutos, no quinto gol da camisa 11 no dia. Com 15 minutos dessa segunda etapa e 14x0 no marcador, o Brasil resolveu cadenciar mais a partida, e tocar mais a bola, poupando um pouco suas jogadoras no pesado gramado da Javari. 
A camisa 11 Thaís marca de pênalti o 13º gol do Brasil na Javari. Foto: Fernando Martinez. Particularmente eu estava torcendo demais para mais um gol sair nessa partida, pois já tinha visto um placar desses na minha extensa lista de jogos. Foi um Corinthians 14x0 Barcelona, pelo Campeonato Paulista sub-15 em 04 de junho de 2005 (e que teve matéria aqui no JP). E tão difícil ver um marcador desses que não queria repetir a dose não, até porquê seria bom bater esse difícil recorde em quase 1700 jogos vistos in loco. E torci tanto que o Brasil acabou fazendo mais um aos 31 minutos, em golaço por cobertura da atacante Gláucia. 
A forte chuva sendo pano de fundo para a goleada histórica do Brasil em cima do Equador. Foto: Fernando Martinez. O mais bizarro depois desse gol é que muitos na Javari não sabiam se tinha sido o 14º, 15º ou 16º gol na partida. O placar pifou já nos 10x0, e sem nenhuma referência enquanto os gols saíam, muitos ficaram sem entender perfeitamente o andamento do marcador. Depois de algum tempo e com a dúvida sanada, o Brasil ainda perdeu mais algumas chances de ampliar ainda mais o massacre. Mas vale ressaltar a partida limpa e sem nenhum pingo de violência que o Equador fez. A equipe soube jogar na bola e merece todos os aplausos por isso. Final de jogo: Brasil 15-0 Equador. A maior goleada da história do torneio, a maior goleada que presenciei num estádio de futebol, uma das maiores goleadas que uma seleção brasileira fez contando todas as categorias em todos os tempos, e uma das maiores goleadas (senão a maior) da história do Estádio Conde Rodolfo Crespi... precisa falar mais alguma coisa a respeito desse jogo? Ainda animados com o placar final da partida, eu e o David saímos da Javari já com uma chuva mais moderada caindo na Móoca. Eu ainda fui fazer a minha boquinha degustando novamente uma bela pizza do lado do estádio antes de encarar um infernal metrô paulistano rumo à Zona Sul da capital. Fiquei mais de uma hora para embarcar num carro com destino ao Jabaquara, num calor senegalesco dentro da estação Sé e com gente saindo pelo ladrão... tudo pelo social! E na quarta-feira teve mais rodada aqui pelo JP... e mais uma vez com histórias surreais numa partida de futebol... Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 12h15
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Paraguai confirma favoritismo e vence o Peru
Fala pessoal! Tarde de terça-feira com muito calor em São Paulo e mais uma rodada dupla do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 na pauta do JOGOS PERDIDOS, agora pelo Grupo A do torneio. O palco dos dois jogos do dia foi o Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari. E para começar bem a maratona de futebol feminino, um jogo que sempre quis assistir independente da categoria: Paraguai x Peru. E parece brincadeira, mas novamente sofri com um atraso monstro no metrô que me custou chegar dentro do horário. Mas graças a presença do David, portador de uma novíssima máquina digital, conseguimos as fotos dos times posados pois ele pegou carona e fez as mesmas do alto da escada que dá acesso às numeradas da Javari. Quem não tem cão, caça com gato: 
Seleção Feminina do Paraguai (sub-17). Foto: David Libeskind. 
Seleção Feminina do Peru (sub-17). Foto: David Libeskind. Vendo os jogos já realizados desse grupo, ficou evidente que Brasil e Paraguai são os dois maiores favoritos para as duas vagas nas semifinais. Portanto esse jogo era muito importante para as paraguaias, que buscavam confirmar seu favoritismo para somar mais três pontos na competição. Para as peruanas, que venceram o jogo anterior contra o Equador, a esperança era de que a zebra pudesse correr pelo gramado juventino. Cheguei logo após o apito inicial da arbitragem no estádio e nem me atrevi a entrar dentro de campo, pois o sol estava forte demais. Junto com o David, fui até as cabines de imprensa da Javari para poder acompanhar o jogo na sombra. Devidamente instalados, vimos o Paraguai começar o jogo melhor do que a Seleção do Peru buscando marcar logo o primeiro gol. Aos 12 minutos, após muita insistência, as paraguaias acabaram abrindo o marcador com a jogadora Mendoza completando de cabeça um bom cruzamento da direita. O time continuou em cima das adversárias, mas pecou demais nas finalizações, perdendo a chance de ficar bem mais tranqüilo na partida. E vendo que o Paraguai não conseguia marcar mais, as peruanas se lançaram ao ataque a partir da metade do primeiro tempo. O time até jogou bem, mas a qualidade técnica inferior atrapalhou demais. 
Primeiro gol das paraguaias na partida, aos 12 minutos do primeiro tempo. Foto: David Libeskind. Se o time peruano fosse um pouquinho melhor, com certeza o empate teria sido conquistado ao final do primeiro tempo. O apito da árbitra ao término dos 45 minutos regulamentares foi um alívio para as paraguaias, e com certeza o técnico Juan Almada ia reclamar bastante do futebol apresentado pela sua seleção nos vestiários. E aproveitei o descanso para fazer um estoque de água na tribuna da Javari, pois a situação não estava fácil, mesmo para quem estava na sombra. 
As peruanas tentaram chegar no empate, como nessa bola cruzada dentro da área adversária, mas não conseguiram. Foto: Fernando Martinez. Mas para a segunda etapa fui para o gramado do templo grená, já que consegui acompanhar o ataque paraguaio com uma providencial sombra oriunda das árvores existentes na creche atrás do gol "da esquerda". O David também foi acompanhar o jogo de lá postado no alambrado juventino. E as peruanas até começaram o jogo ainda animadas, mas a falta de objetividade ainda era latente. 
Escanteio para o Paraguai no segundo tempo, para boa defesa da arqueira peruana. Foto: Fernando Martinez. O Paraguai não conseguia repetir o bom futebol do início do jogo, mas aos 16 minutos deu uma grande sorte numa infelicidade da goleira peruana Stephanie Martinez. Uma bola despretensiosa foi cruzada pela direita para fácil defesa da arqueira, mas ela se estabanou toda e deixou a pelota escapar nos pés da jogadora Érika, que só tocou para o fundo das redes. Na verdade me pareceu que foi gol contra da goleira, mas oficialmente o tento foi assinalado para a atleta paraguaia. Como estava bem atrás do gol, fiquei comovido com o choro da goleira nos minutos que seguiram esse segundo gol paraguaio. Com um profissionalismo até certo ponto exagerado, e muitas vezes forçado, dentro e fora do campo no futebol masculino hoje em dia, o feminino ainda tem muito do antigo romantismo do futebol que foi perdido através dos anos. 
Terceiro gol do Paraguai, marcado pela jogadora Peralta aos 19 do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 
Chegada boa da seleção paraguaia pela direita, que resultou na marcação de uma penalidade máxima. Foto: Fernando Martinez. E a Seleção do Peru acabou sentindo o baque desse segundo gol e sofreu mais dois logo em seguida, aos 19 e 20 minutos. O terceiro foi marcado pela jogadora Peralta completando de cabeça cruzamento da direita e o quarto foi de penalidade máxima, em cobrança perfeita de Maria Toledo. Com 4x0 contra, o Peru desencanou de vez da partida e por muito pouco não tomou uma goleada histórica na Javari. As paraguaias perderam gols demais, e o placar acabou não sendo mais alterado. 

A jogadora Maria Toledo correndo para a bola e a goleira peruana não conseguindo impedir o quarto do Paraguai na partida, fechando a goleada. Fotos: Fernando Martinez e David Libeskind. Final de jogo: Paraguai 4-0 Peru. O time paraguaio chega aos seis pontos na competição e fica perto da vaga para a Segunda Fase. As peruanas ficam numa situação muito difícil e só podem se classificar numa improvável combinação de resultados. Mas o dia nem tinha começado direito, e o segundo jogo do dia estava para começar na Javari... e teve recorde histórico sendo quebrado. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 12h10
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Bela vitória da Colômbia em cima da Argentina
Fala pessoal! O segundo jogo válido pelo Grupo B do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 realizado na última segunda-feira era bastante esperado, pois reuniu a atual campeã da competição, a Seleção da Colômbia, contra um dos times que sempre entra como um dos favoritos nos torneios que disputam, a Seleção da Argentina. O palco do confronto mais uma vez o Estádio Nicolau Alayon, casa do Nacional AC. O jogo entre Venezuela e Uruguai nem tinha terminado e já estava de volta ao gramado para fazer as fotos do jogo de fundo. Mais uma vez as consegui sem maiores dificuldades: 
Seleção Feminina da Colômbia (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina da Argentina (sub-17). Foto: Fernando Martinez. O jogo era crucial para as duas seleções. A Colômbia tentava se recuperar depois da inesperada derrota para a Venezuela na rodada anterior, enquanto a Argentina buscava um melhor futebol do que o que foi apresentado no jogo contra o Chile. Com todas as cartas na mesma, apostava numa vitória colombiana pois gostei muito do time, principalmente das jogadoras Jessica Peña e Yoreli Rincon. 
Ataque argentino no começo da partida. Foto: Fernando Martinez. E dito e feito, pois aos 10 minutos a equipe colombiana já vencia as argentinas por 2x0. E dois golaços da atacante Jessica Peña. O primeiro veio aos 5 minutos, num toque genial por cobertura. No segundo ela invadiu a área pela esquerda e tocou no canto direito da arqueira Laurina Oliveros. O jogo estava fácil, e quando a Argentina acordou já estava numa situação complicada. 
Zaga da Colômbia cortando boa chegada da Argentina. Foto: Fernando Martinez. A equipe portenha tentou diminuir logo o marcador, e conseguiu fazer um belíssimo gol aos 17 minutos, com a jogadora Betina Soriano completando de meia-bicicleta. Mas foi um lance isolado de perigo das argentinas, já que o time estava desorganizado no gramado, sem conseguir furar o bloqueio defensivo das adversárias. O primeiro tempo seguiu com a Colômbia segurando o placar e com a Argentina sem chegar perto do empate. 
Investida portenha pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez. O calor ainda estava bstante forte, e no intervalo rolou a famosa hidratação com muita água na beira do gramado. Para o segundo tempo, a chuva estava vindo da Zona Leste e aproveitei os últimos momentos de tempo seco para acompanhar o ataque colombiano. O time voltou numa velocidade absurda e criou muitas chances de ampliar nos primeiros minutos do tempo final. 
Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. Era questão de tempo o gol sair, e ele finalmente veio aos 10 minutos em mais um golaço da perigosa atacante Jessica Peña. Ela infernizou a defesa argentina, driblando duas zagueiras e chutando forte no ângulo esquerdo da arqueira. Golaço no Nacional e a Colômbia mostrava um belíssimo futebol no gramado. A Argentina sentiu demais esse gol e ficou muito tempo ainda sem conseguir passar do meio de campo. 
Chute que originou o terceiro gol colombiano na partida. Foto: Fernando Martinez. 
Visão geral do jogo entre Colômbia e Argentina no Nicolau Alayon. Foto: Fernando Martinez. As argentinas conseguiram chegar ao campo de defesa colombiano somente após os 30 minutos, mas aí já era tarde. O time não teve forças para marcar um segundo gol, que poderia deixar a equipe viva na partida. Jogando um futebol de gente grande, a equipe conseguiu segurar o placar até o apito final. Final de partida: Colômbia 3-1 Argentina. Com a vitória, as colombianas ficam na segunda colocação do grupo, com quatro pontos de vantagem sobre as chilenas e um jogo a mais. Nessa quarta-feira, caso empate contra as mesmas chilenas, o time dará um grande passo em busca da classificação. A Argentina, com um ponto em dois jogos, vai precisar ganhar suas duas próximas partidas e torcer contra a Colômbia e também o Chile. Situação complicada demais. Bom, e foi só o jogo acabar que um dilúvio chegou no Nacional. Fui obrigado a permanecer por lá por quase 50 minutos até conseguir sair do estádio para seguir para casa. Muuito tempo depois, finalmente cheguei no meu destino final já pensando na rodada de terça-feira... que teve um recorde histórico quebrado. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 14h42
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Goleada da Venezuela em cima do Uruguai
Opa, Nas andanças pela internet, realmente não se acha nenhuma informação do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 em nenhum lugar, só mesmo o JOGOS PERDIDOS ainda mostra algo da competição. E seguindo na luta, na última segunda-feira vi uma rodada dupla, agora pelo Grupo B, no Estádio Nicolau Alayon, casa do querido Nacional AC. A primeira partida do dia foi entre as seleções do Uruguai e da Venezuela. Como não poderia deixar de ser, fiz a tradicional correria para chegar dentro do horário na Comendador Souza para tirar as fotos das duas equipes. Me credenciei rápido e a prestativa ajuda da organização do torneio merece ser mencionada: 
Seleção Feminina do Uruguai (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina da Venezuela (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Por mais estranho que possa parecer, considerava a Venezuela favorita para essa partida. Vi o jogo do time contra a Colômbia e achei a equipe muito bem montada. Uma vitória do time venezuelano deixaria a equipe pertinho da sonhada vaga na Segunda Fase. Já as uruguaias, que faziam sua segunda partida no Sul-Americano contra o time grená, ficaram deixando bastante a desejar na derrota de 3x1 para a Colômbia na sua estréia e precisavam vencer para continuar com o sonho da classificação ainda vivo. Mas desde os primeiros momentos da partida, que acompanhei das cabines de imprensa do estádio em virtude do forte calor, a Venezuela tomou conta de todos os setores do gramado. A seleção grená chegava com bastante perigo, deixando a defesa da Celeste Olímpica desnorteada. Só que o gol demorou a sair, mesmo com o domínio total do time venezuelano. 
Atacante do Uruguai tentando passar por duas zagueiras da Venezuela. Foto: Fernando Martinez. 
Mais uma chegada sem sucesso do ataque uruguaio. Foto: Fernando Martinez. E num esquema tático diferente bolado pelo técnico Kenneth Zseremeta (que entra no Top 5 de nomes mais diferentes de técnicos até hoje), a melhor jogadora venezuelana começou no banco e só entrou durante o primeiro tempo. Quando Joemar Guarecuco entrou em campo, a tarefa do time ficou mais fácil. O primeiro gol então saiu aos 38 minutos, num replay do gol da Venezuela contra a Colômbia. Numa bola lançada para dentro da área, a goleira Anabel Ubal saiu para defender, mas deixou a pelota escapar das suas mãos e a camisa 10 Ysaura Viso só teve o trabalho de tocar para o fundo do gol. A jogadora, que tem seus cabelos que lembram o ex-jogador Gullit, é um dos destaques do time. 
Marcação uruguaia tentando interceptar ataque do time grená. Foto: Fernando Martinez. 
Falta para a Celeste Olímpia que não levou perigo ao gol venezuelano. Foto: Fernando Martinez. A partida chegou ao seu intervalo com a vantagem mínima do time da terra de Hugo Chávez, e eu nem me atrevi a sair do lugar, pois a sombra estava fantástica. O segundo tempo foi acompanhado do mesmo lugar. Segundo tempo que começou com mais um gol da Venezuela logo aos 48 segundos de partida. E foi Joemar Guarecuco que recebeu bom passe e chutou forte de fora da área, colocando a bola no ângulo direito da arqueira uruguaia. 
Jogadoras dentro da área uruguaia em bom ataque da Venezuela no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. Aos 9 minutos, mais um gol de Joemar Guarecuco, que ganhou de uma zagueira adversária e chutou forte. A goleira defendeu, mas deu rebote. Ele caiu novamente nos pés da jogadora venezuelana, que driblou novamente a zagueira e chutou para fazer o seu segundo gol na partida, o terceiro da Venezuela. O jogo estava tão fácil que a primeira oportunidade do Uruguai só veio aos 20 minutos, num cruzamento da direita em que a bola foi bater na trave. 
Mais uma chegada da Venezuela. Foto: Fernando Martinez. Com 3x0 no marcador, a Venezuela sossegou um pouco na marcação e o Uruguai tentou pelo menos descontar. E conseguiu fazer seu gol de honra aos 35 minutos, numa bela jogada individual da camisa 9 Maria Carolina. Mas nem deu tempo de comemorar, já que na saída de bola a artilheira do dia, Joemar Guarecuco, marcou mais um. Dali até o final do jogo o Uruguai desanimou de vez, e a Venezuela só administrou o placar. 
Jogadora da Venezuela em primeiro plano e o placar final da partida ao fundo. Foto: Fernando Martinez. Final de partida: Uruguai 1-4 Venezuela. Mais uma vitória do time grená no Sul-Americano deixa o time na liderança isolada do Grupo B e com uma mão na vaga para a Segunda Fase. Um empate com a Argentina pode classificar a equipe dependendo dos resultados da rodada dessa quarta-feira. Para o Uruguai, o resultado foi desastroso, e o time está quase eliminado da competição, precisando de um milagre para chegar às semifinais. Mas esse era apenas o primeiro jogo do dia, e o jogo de fundo era da atual campeã do torneio contra uma força sul-americana. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 14h03
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PAEC e União São João empatam pela Série A2 na Rua Javari
Olá, No último final de semana, rolou a sexta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2 e, como essa competição faz parte do cardápio do JOGOS PERDIDOS, no domingo pela manhã, segui até o lendário Estádio Conde Rodolfo Crespi, mas conhecido como Rua Javari, para conferir a partida Pão de Açúcar E.C. x União São João E.C. da cidade de Araras. Esse jogo tinha tudo para agradar o público presente, pois reunia duas equipes que estavam no G8 da competição, com destaque especial ao time de Araras, que ostentava a primeira colocação. Por outro lado, o PAEC também vinha bem cotado, em razão da sua boa campanha, que o colocava na quinta posição na tabela de classificação. Como aos domingos pela manhã o trânsito na Capital é bem tranquilo, cheguei rapidinho ao meu destino, indo direto para a lateral do gramado. Lá fiquei aguardando a entrada das equipes e dos árbitros, que posaram de forma exclusiva para as lentes do JP. As fotos estão apresentadas abaixo: 
Pão de Açúcar E.C. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna. 
União São João E.C. - Araras/SP. Foto: Orlando Lacanna. 
Quarteto de arbitragem ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna. A expectativa de que seria um bom jogo, foi confirmada logo nos primeiros minutos, com as duas equipes se movimentando com muita rapidez e busanco o gol de abertura logo de cara e, quem levou perigo primeiro à meta adversária, foi o PAEC, aos 6 minutos, numa boa penetração de Neto pelo meio que acabou numa conclusão perigosa, assutando o goleirão Emerson que saltou com estilo, mas só viu a bola passar muito perto do poste esquerdo da sua meta. 
Conclusão perigosa de Neto que assustou o goleiro Emerson do União. Foto: Orlando Lacanna. Não demorou muito e, aos 13 minutos, o União chegou com perigo pelo lado esquerdo, num lance que culminou com um arremate cruzado, sendo espetacularmente defendido pelo goleiro Cairo do PAEC. O jogo transcorria num ritmo muito bom, com os dois times se revezando em jogadas ofensivas, as quais, no geral, levavam perigo aos dois goleiros. Nessa toada, aos 27 minutos, o avante Sérgio Lobo do PAEC carimbou o travessão da meta do União, num tirambaço desferido de fora da área. Um minuto depois, o União respondeu com um ataque perigoso com as participações de Fábio Santos e Batata, que quase marcaram o primeiro gol do jogo, em dois momentos seguidos na mesma jogada, só não o fazendo, graças as intervenções do goleiro Cairo e do zagueiro Valdo. 
Mais uma jogada ofensiva do PAEC na primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna. 
Agora um lance perigo do ataque do União, com a bola passeando próxima ao gol. Foto: Orlando Lacanna. Nos últimos quinze minutos, os dois times não tiraram o pé do acelerador e, por conta disso, a partida continuava excelente, fazendo com que ninguém percebesse o tempo passar, mas, mesmo assim, o placar não foi inaugurado, ficando para a segunda etapa a expectativa de novas emoções, se possível, acompanhadas de vários gols. O comentário geral era que apesar do 0 a 0, a primeira etapa tinha sido ótima. Durante o intervalo, devolvi o meu colete de credenciamento ao fiscal da FPF e fui acompanhar a segunda etapa das arquibancadas, ao lado do Milton Haddad e do Sr. Natal que estavam muito satisfeitos com o bom andamento da partida. Colocamos o papo em dia e falamos muito sobre o nível técnico dos campeonatos que estão rolando. O segundo tempo começou do mesmo jeitão do primeiro, ou seja, com muita velocidade e criação de vários lances de ataque das duas equipes. Nessa etapa, pelo menos na maior parte do tempo, o União São João apresentou um maior predomínio, que poderia ser medido com a maior quantidade de oportunidades criadas pelo time alviverde. A primeira grande oportunidade surgiu aos 13 minutos, nos pés de Junai que acabou mandando um foguete por cima do travessão. Dois minutos após, outra jogada de ataque do time ararense pelo lado esquerdo, cujo cruzamento o goleiro Cairo deu uma vacilada e, na sobra, Naldo acabou desperdiçando a chance com a meta escancarada. 
Goleiro Cairo do PAEC desviando cruzamento que sobrou para Naldo perder gol certo. Foto: Orlando Lacanna. O time de Araras se mostrava mais incisivo no campo de ataque e, na marca dos 24 minutos, quase chegou lá, agora numa ótima chance desperdiçada nos pés de Robinson que chutou por cima do travessão. De tanto insistir, finalmente, aos 32 minutos, o União São João chegou ao seu gol, anotado por Robinson, ao aproveitar rebote do goleiro do PAEC, após excelente jogada individual de Junai. 
Jogadores do União comemorando o gol de abertura com a bola voltando do fundo da meta. Foto: Orlando Lacanna. Em desvantagem no marcador, o time da casa tinha pouco mais de dez minutos para tentar chegar ao empate e, por conta disso, saiu com tudo pra cima da defesa dos visitantes, tendo criado uma ótima chance, aos 37 minutos, numa jogada pela esquerda executada por Denis, acabando num arremate cruzado que levou enorme perigo à meta ararense. 
Chance de ouro perdida por Denis do PAEC quase no fim da partida. Foto: Orlando Lacanna. A partida continuava muito boa, sendo que nos últimos minutos, o PAEC foi mais agressivo no ataque, chegando com perigo mais uma vez, já nos acréscimos, por intermédio de Luiz Fernando, mas não foi dessa vez que o gol de empate foi alcançado. Alguns segundos depois, o mesmo Luiz Fernando realizou outra excelente jogada pela esquerda, cujo cruzamento encontrou o artilheiro Sérgio Lobo, que de carrinho, empatou a partida. 
Gol de empate do PAEC no último lance da partida. Foto: Orlando Lacanna. Logo depois do empate, a partida foi encerrada com o placar indicando Pão de Açucar 1 - 1 União São João, que colocou o time do interior na segunda posição com 14 pontos e deixando uma ótima impressão quanto a ser um dos favoritos, não só para se classificar para a segunda fase, como também para conseguir o acesso. Com relação ao PAEC, a igualdade no placar o deixou na quinta colocação com 11 pontos, deixando também uma ótima impressão quanto a seguir na competição com sucesso. Fim de jogo e um belo almoço de domingo numa cantina italiana localizada do Mooca, para em seguida, curtir um sofá, acompanhando pela telinha os vários jogos do Paulistão. Foi isso. Abraços, Orlando
Escrito por Algum membro do JP às 21h40
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Argentina estréia com empate diante do Chile
Fala pessoal! O segundo jogo do dia pelo Grupo B do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17 do último sábado foi um clássico da América do Sul, que é sempre recheado de muita rivalidade dentro e fora de campo. O jogo foi entre as Seleções da Argentina e do Chile, e o mais legal é que tivemos o gramado juventino do Estádio Conde Rodolfo Crespi como palco dessa peleja, algo que provavelmente não veremos mais em torneios oficiais. E mal acabou o primeiro jogo lá estava eu dentro do campo da Rua Javari para as fotos oficiais das duas seleções. E com a prestativa ajuda do pessoal da organização do torneio, fiz as imagens para o JP. Ah, e nessa partida consegui também a foto oficial do quarteto de arbitragem, algo complicado de arranjar nesse torneio. 
Seleção Feminina da Argentina (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina do Chile (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Quarteto de arbitragem da partida com as capitãs de Argentina e Chile. Foto: Fernando Martinez. E a partida foi a estréia da seleção argentina no torneio. O time foi terceiro colocado na edição 2008 do Sul-Americano Feminino sub-17, ficando atrás de Colômbia e Brasil. As portenhas buscam pelo menos a vaga na semifinal para tentar igualar a campanha anterior. Para o Chile, que empatou com a Venezuela no seu primeiro jogo, a idéia é também conseguir a classificação para apagar a má impressão deixada pela eliminação na primeira fase no torneio que foi disputado no próprio país. 
Chute forte da Argentina que passou por cima do gol. Foto: Fernando Martinez. Sem sinal de chuva na Javari, fiquei dentro de campo para acompanhar o ataque das argentinas no primeiro tempo e vi as "chicas" começarem a partida com tudo, em alta velocidade e buscando o gol. Logo aos 5 minutos o time abriu o marcador, com a jogadora Betina Soriano marcando de cabeça após escanteio. Mas o gol acabou fazendo com que a Argentina parasse de atacar, e fazer isso contra uma boa seleção é um perigo. 
Jogadoras da Argentina e do Chile esperando a bola chegar dentro da área. Segundos depois dessa foto, as argentinas abriram o marcador. Foto: Fernando Martinez. 
Zaga do Chile tirando a bola pela linha de fundo. Foto: Fernando Martinez. O Chile passou então a dominar o jogo, empurrando a equipe argentina para seu campo e passando a ter muito mais posse de bola. Mas as chilenas perderam muitas oportunidades em sequência, deixando a sua torcida presente na Javari - é, tinha gente torcendo para elas por lá - bastante irriquieta. Mas tamanho sofrimento foi recompensado aos 30 minutos, com uma pintura de gol da jogadora Yonara Aedo. Ela recebeu bom passe da direita, e ao entrar dentro da área tocou com muita classe por cobertura, enganando a arqueira Laurina Oliveros. Golaço do Chile e tudo igual na Javari. 
Mais uma chegada do Chile no final do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 
Lançamento da jogadora Schell para o ataque argentino. Foto: Fernando Martinez. As chilenas continuaram melhores até o final da primeira etapa, mas o placar não foi mais alterado. No intervalo mais água e refrigerante para espantar o calor que fazia. O sol voltou com tudo, e o calor já estava insuportável novamente. Para o segundo tempo, aproveitando a sombra do gol das árvores da "cancha" grená, voltei a acompanhar o ataque argentino. 
Jogadoras no campo de defesa chileno no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. A Argentina equilibrou um pouco as ações ofensivas durante a etapa final, mas quem apareceu mesmo foram as duas goleiras: Troncoso, do Chile, e Laurina Oliveros, da Argentina. As duas foram as atletas que mais trabalharam no segundo tempo. Com ótimas defesas, impediram que o placar fosse alterado até o apito final da arbitragem. 
Chegada forte das argentinas, em bola que passou perto do gol do Chile. Foto: Fernando Martinez. Final de jogo: Argentina 1-1 Chile. O resultado foi ruim para as duas seleções, mas pior para o Chile, que somou apenas seu segundo ponto em dois jogos disputados e vai precisar vencer seus dois próximos jogos para tentar a vaga. Para a Argentina, fica a certeza que o futebol pode ser melhorado bastante do que foi visto nesse jogo, caso a equipe queira lugar pela classificação contra as colombianas e as venezuelanas, nesse grupo equilibradíssimo do Sul-Americano Feminino sub-17. Satisfeitos com mais uma rodada dupla, eu e o David saímos da Javari para nossos respectivos lares. Na noite do sábado fiz uma sessão de filmes e durante o domingo abortei por completo meu cronograma de jogos pois consegui um ingresso de última hora para o show do Metallica. Show fantástico com muitos clássicos absolutos da minha adolescência... uma noite perfeita! E mesmo capotando na cama depois do show, consegui forças para acordar no horário para ver a rodada dupla novamente do Grupo B na segunda-feira. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 21h35
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JP no Sul-Americano Feminino sub-17: A Colômbia, atual Campeã, perde da Venezuela!
Opa, No último sábado, tive a chance de acompanhar a segunda rodada do Grupo B do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17, que está sendo disputado aqui em São Paulo. Mais uma vez fui para o Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, para ver mais uma rodada dupla. O primeiro jogo do dia reuniu nada mais nada menos do que a atual Campeã do torneio, a Seleção da Colômbia. A sua adversária foi a Seleção da Venezuela, disposta a fazer uma campanha digna nesse campeonato. Apesar da operação tartaruga estar funcionando a todo vapor no metrô, cheguei no estádio juventino com tempo mais do que suficiente para as fotos oficiais dos times. Se nem o torneio vem sendo divulgado na nossa imprensa em geral, o que dirá então alguém ver foto posada de alguma seleção participante do torneio por aí. Só mesmo no JP: 
Seleção Feminina da Venezuela (sub-17). Foto: Fernando Martinez. 
Seleção Feminina da Colômbia (sub-17). Foto: Fernando Martinez. Inimigos políticos na atualidade, as duas seleções fizeram campanhas muito distintas na primeira edição do Feminino sub-17, disputado no Chile em 2008. Enquanto a Venezuela perdeu seus quatro jogos no torneio, a Colômbia fez a zebra correr pelos gramados chilenos e foi campeã no saldo de gols, deixando o Brasil com o vice-campeonato. Mesmo sabendo do favoritismo brasileiro por jogar em casa, a seleção colombiana tem fé no bi. 
Zagueira colombiana chutando a bola para o meio de campo. Foto: Fernando Martinez. Na primeira rodada a Colômbia confirmou seu favoritismo vencendo fácil o Uruguai por 3x1, enquanto a Venezuela empatou com a boa seleção chilena, conquistando seu primeiro ponto na história do torneio. E mesmo sem acreditar muito na seleção venezuelana, fui acompanhar o ataque das meninas da terra de Hugo Chavez durante o tempo inicial. E não é que elas surpreenderam todos que estavam presentes na Javari? 
Mais uma vez a zaga colombiana evitando ataque venezuelano. Foto: Fernando Martinez. A seleção grená mostrou uma raça impressionante e uma força de conjunto incríveis para segurar a Colômbia no campo de defesa e partirem com tudo para as atuais campeãs da competição. Aos 17 minutos, depois de algumas chances perdidas, as venezuelanas foram recompensadas com um gol após grande falha da goleira Castaño. Numa bola enfiada na área, a arqueira deixou a pelota escapar das suas mãos nos pés da habilidosa camisa 10 Ysaura Viso, que só teve o trabalho de tocar para o fundo das redes. 

Parecia uma defesa fácil para a goleira da Colômbia Castaño, mas ela soltou a bola nos pés da camisa 10 da Venezuela, que tocou para o fundo das redes. Fotos: Fernando Martinez. Com a vantagem no marcador, a Venezuela resolveu fazer uma tática suicida: ficar na defesa e confiar na boa atuação das suas zagueiras e da goleira. Até o final da primeira etapa, a Colômbia passou a levar bastante perigo, mas não conseguiu empatar a peleja durante o tempo inicial. No intervalo saí do campo de jogo e fui para as tribunas da Javari com o David, curtindo novamente a rodada dupla e único membro do JP que encara o futebol feminino... claro, além do que vos escreve. 
Chegada do time colombiano vista das tribunas da Javari. Foto: Fernando Martinez. Muita conversa depois, o segundo tempo começou com a Colômbia inteira dentro do campo venezuelano. As jogadoras Peña e Rincón, respectivamente camisas 7 e 10, se destacaram com um futebol de muita habilidade, que deixava a defesa da Venezuela bastante assustada. Mas as jogadoras colombianas pecavam sempre tentanto dar um toque a mais nas suas investidas. Isso fazia com que a defesa grená neutralizasse sempre os ataques adversários. 
A Venezuela se preocupou mesmo com a defesa no segundo tempo de jogo, parando a Colômbia com muitas faltas. Foto: Fernando Martinez. O tempo foi passando com a Colômbia dona do jogo, mas como isso não basta ao final dos 90 minutos, o time sofreu sua primeira derrota no Sul-Americano. Final de jogo: Venezuela 1-0 Colômbia. Grande resultado para as venezuelanas, que conquistam sua primeira vitória na história do torneio, e mais histórico ainda por ter sido em cima da atual campeã. Para a Colômbia o resultado pode servir para que o time saiba que não pode vacilar em nenhum momento caso queira chegar ao título. Mas a equipe é muito boa, tem grandes valores individuais, e tem enorme chance de se classificar para as semifinais. Mas ainda tinha mais um jogo, que reuniu duas seleções de bastante nome no gramado juventino. Até lá! Fernando
Escrito por Algum membro do JP às 21h30
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