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    QUEM É QUEM NO JP!

    Orlando Lacanna - 60 anos e viajante do nosso interior. Não faz Lista, mas com certeza já viu mais de quinhentos clubes. Viu times especiais, como o Carioba de Americana, o Comercial de São Paulo e o Minister de Santo Amaro.

    Jurandyr Junior - 42 anos, juventino e americano. É o membro mais polêmico da equipe. Possui 594 times na Lista. Já viu jogos na Letônia, Eslováquia e Áustria.

    Victor Minhoto
    - 32 anos, juventino roxo, mas consciente do mundo. Tem 418 times vistos. Atualmente mais atuante no futebol mineiro. Viu Inglaterra e Argentina em Wembley, e viu times do cacife de Wrexham e Finn Harps.

    Estevan Mazzuia
    - 31 anos, já torceu para time grande, mas atualmente prefere acompanhar os times das divisões de acesso. Tem 355 times na Lista, com Manchester United, Ideal de Sete Lagoas e South Melbourne como trunfos. O único no JP que viu times das 6 confederações.

    Fernando Martinez
    - 33 anos, e sempre fica nervoso com a Lusa e o Juventus. Possui 490 times na Lista. Apaixonado pela Javari, Comendador Souza e Canindé. Tem trunfos como a Seleção Chinesa, Flandria (Arg), Rio Grande, Carlos Renaux e o Deportivo Merlo (Arg).

    David Libeskind
    - 45 anos, grande torcedor do Nacional. Apesar de viver no cinema, tem 315 times na Lista e trunfos como Colorado do Paraná, Tchecoslováquia e Polônia.

    Emerson Ortunho
    - 37 anos, fanático torcedor do Jabaquara de Santos. Foi o último integrante a ser incorporado no grupo pré-JP. Também possui seus trunfos, como o Caxias de Joinville e o Juventud de Pergamino da Argentina. É grande conhecedor dos clubes argentinos e tem 298 times na Lista.

    JOGOS PERDIDOS: O futebol em sua essência!
     


    Velo Clube chega à zona de classificação da Segundona

    Olá,

    No último final de semana foi disputada a décima primeira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão e, por conta disso, no domingo pela manhã, fui até a cidade de Sumaré para acompanhar a partida Sumaré A.C. x A.E. Velo Clube Rioclarense, que foi disputada no Estádio Vereador José Pereira, valendo pelo Grupo 3 da competição.

    Essa partida era de suma importância para os dois times, pois a conquista da vitória pelo Sumaré ainda o deixaria com chances matemáticas de chegar à segunda fase. Pelo lado do Velo Clube, a conquista dos três pontos o colocaria no G4 do seu grupo, aumentando suas chances de prosseguir no campeonato. Mesmo com toda essa importância, o público não prestigiou o espetáculo, uma vez que somente 32 torcedores pagaram ingresso.

    Cheguei ao estádio com tempo suficiente para conversar com pessoas ligadas às duas equipes, falando sobre o momento atual e os projetos que estão sendo bolados. Depois de muito papo, fui para o gramado para fotografar os participantes da partida, cujas fotos apresento abaixo:

    Sumaré A.C. - Sumaré/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    A.E. Velo Clube Rioclarense - Rio Claro/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Quarteto de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Tão logo o árbitro autorizou o início da partida, as duas equipes se lançaram à luta, demonstrando empenho em conseguir a posse de bola, tornando a partida bem movimentada.

    Disputa acirrada pela posse de bola no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    O primeiro lance mais agudo foi criado pelo Sumaré, aos 8 minutos, numa jogada de Vinícius pela direita, mas o avante se precipitou e concluiu sem ângulo para fora. Com o passar do tempo, a melhor condição técnica do Velo Clube foi aparecendo e não demorou muito para a equipe de Rio Claro abrir o placar. O gol foi marcado pelo avante Marcelo, aos 13 minutos, desviando de cabeça um cruzamento de Mário em cobrança de falta pelo lado esquerdo.

    Bola balançando a rede do Sumaré no primeiro gol do Velo Clube. Foto: Orlando Lacanna.

    Dois minutos após o gol inaugural, o mesmo Marcelo colocou uma bola no travessão da meta defendida por Danilo do Sumaré. O domínio do Velo Clube foi se acentuando cada vez mais, sendo que aos 22 minutos, o placar foi aumentado, agora num gol anotado por Vandré.

    Ataque pelo alto do Velo Clube no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    Inferiorizado no placar, o Sumaré procurou, mesmo com dificuldades, sair mais para o ataque visando diminuir a diferença e, dessa forma, conseguiu apertar a defesa velista somente aos 39 minutos, numa jogada de Fábio que acabou chutando torto e perdeu a chance. Após esse lance, nada de mais importante aconteceu até o término da primeira etapa e o Velo Clube levou para o intervalo a vantagem de 2 a 0 sem maiores dificuldades.

    Zaga sumareense interceptando mais um ataque do Velo Clube. Foto: Orlando Lacanna.

    Na segunda etapa o jogo caiu muito de ritmo até os primeiros vinte minutos, pois o Velo Clube assumiu uma posição mais defensiva com o claro objetivo de atrair o Sumaré para o campo de ataque, visando pegá-lo nos contra-ataques. Acontece que o Sumaré não demonstrava vocação para o ataque e o Velo Clube ficava tocando bola no meio-de-campo e, nessa toada, a partida ficou monótona.

    Cruzamento na área do Sumaré na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

    A partir do vigésimo minuto, o Velo Clube voltou a forçar as jogadas ofensivas, criando pelo menos dois bons momentos que poderiam ter sido concretizados em gol, como aconteceu aos 20 e 23 minutos em jogadas de Éverton e César que acabaram falhando nas finalizações.

    Mesmo sem muito esforço, o Velo Clube chegou ao seu terceiro gol, aos 35 minutos, através de Éverton num chute cruzado da direita. Com a larga vantagem de três gols, os visitantes ficaram tocando bola, só aguardando o apito final.

    Goleiro Danilo do Sumaré desviando cruzamento do ataque velista. Foto: Orlando Lacanna.

    Fim de jogo com o placar indicando Sumaré 0 - 3 Velo Clube que eliminou qualquer chance de classificação dos anfitriões e colocou os visitantes na zona de classificação, na quarta colocação com 15 pontos e com um pé dentro da próxima fase.

    Depois do apito final, iniciei o meu retorno a São Paulo, mais uma vez via Campinas e com aquela carona especial do amigo Luciano Claudino, com o objetivo de chegar rápido para desfrutar de um belo almoço de domingo e assistir a decisão da Copa das Confederações pela telinha. Foi isso.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 19h47
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    Mais uma vitória santista pelo Paulista Feminino

    Opa,

    Nesse último final-de-semana tínhamos 614 opções, mas 98% delas no sábado à tarde, mostrando uma concentração de jogos em horários iguais extremamente irritante. Então tive que optar por apenas um jogo para cobertura aqui do JP, e acabei escolhendo um dos mais perdidos. Segui na fria tarde paulistana para o Estádio Conde Rodolfo Crespi, para um jogo do sub-estimado Campeonato Paulista Feminino. Lá iriam jogar o tradicional Juventus contra o atual campeão da Copa do Brasil, o Santos FC.

    Cheguei cedo e logo adentrei o histórico gramado grená. E toda vez que entro lá, sinto uma verdadeira volta ao passado, e tento voltar a um tempo que não vivi, aonde times geniais e partidas históricas se fizeram presentes no gramado da Rua Javari. Bom, mas viagens à parte, agora seguem as fotos oficiais do jogo, exclusivas do JP:

    CA Juventus (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Santos FC (Feminino) - Santos/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Trio de arbitragem da partida com a amiga Aline Lambert e as capitãs das equipes. Foto: Fernando Martinez.

    Falando um pouco do que rola no Paulista Feminino, os dois times do jogo do sábado estão no grupo 2 da competição. Mas fazem campanhas extremas. O Santos tinha marcado 22 pontos de 24 possíveis, era o time com mais vitórias, melhor ataque e melhor defesa do Paulista até ali. O Juventus tem a segunda pior campanha, com apenas 1 ponto ganho em 27 disputados, tendo sofrido 33 gols nessas nove partidas. Vitória segura para o Santos, certo?

    Não tão certo assim, pois o Juventus espantou o retrospecto desfavorável e mostrou os dentes para as Meninas da Vila no começo do jogo. O time da Móoca fez uma partida completamente equilibrada com a equipe alvinegra, e o jogo foi muito disputado.

    Boa chance do Juventus no bom primeiro tempo que o time fez contra o Santos. Foto: Fernando Martinez.

    O time santista, apesar da superioridade da equipe não conseguia chegar com perigo, e o Juventus marcava bem demais, talvez fazendo sua melhor partida no Paulista até aqui. E da beira do gramado, estava curtindo ver o jogo, muito movimentado e melhor do que pensei.

    Um dos ataques santistas no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

    Com o primeiro tempo chegando ao seu final, o empate parecia que seria o placar para o intervalo. Mas aos 41 minutos, o Santos chegou ao seu gol numa infelicidade da goleira Camila, do Juventus. A camisa 10 santista Maurine cobrou escanteio para defesa fácil. Mas a camisa 1 grená acabou tentando dar um soco na bola e colocou para dentro do próprio gol.

    E mesmo de forma injusta, o jogo foi para o intervalo com a vantagem parcial de 1x0 para as Meninas da Vila. Aproveitei então a chuva que caía forte na Javari e fui ler um pouco de uma ótima biografia do Frank Zappa, adquirida baratinho na sexta-feira. Mesmo para quem não é Zappamaníaco vale a pena. Ah, você não sabe quem é Frank Zappa? Hmmm, sugiro uma boa dose de músicas do mestre para poder curar esse problema.

    Saída de bola para o ataque grená. Foto: Fernando Martinez.

    Página vai, página vem, a chuva ainda caía e o segundo tempo estava pronto para começar. Mas desde os primeiros movimentos da bola deu para perceber que o Juventus sentiu o gol e as forças para tentar um bom resultado acabaram. E o Santos, com o ótimo time que tem, passeou no gramado da Javari.

    Um bom chute interceptado pela zaga juventina no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

    Aos 7 minutos a jogadora Pikena marcou o segundo, com um toque por cobertura perfeito. O time santista criava, mas deixava a partida em banho-maria. O terceiro gol só veio aos 35 minutos, com a camisa 40 Thaís. E para fechar a goleada, Pâmela marcou mais um aos 42 minutos.

    Final de jogo: Juventus 0-4 Santos. O time santista fica mais líder do que nunca e o Juventus continua sua sina na competição. O time praiano já está classificado para a Segunda Fase da competição e joga até o fim da primeira fase para garantir o primeiro lugar do grupo, colocação que só o Corinthians ainda pode roubar.

    O verdadeiro problema do dia só começou com o apito final: como ir embora da Javari com a chuva que caía em São Paulo. Mesmo me molhando bastante, corri até o ponto de ônibus para ir a um metrô. Dali segui até meu lar doce lar para ficar morgando no sábado à noite. E tanta morgação me roubou o ânimo para ver algo no domingo... agora só semana que vem!

    Até a próxima!

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 19h26
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    Votoraty conquista título da Série A3

    Olá,

    Mais um campeonato de acesso promovido pela FPF chegou ao fim e, como tem sido habitual, o JOGOS PERDIDOS se fez presente em mais uma decisão de título. Vale lembrar que o JP não aparece apenas nas decisões, pois acompanha "in loco" vários jogos ao longo da competição.

    Como no último domingo pela manhã, aconteceu o jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista da Série A3, lá fui eu novamente em direção ao interior paulista, sendo que dessa vez o meu destino foi a cidade de Votorantim, mais precisamente o Estádio Domênico Paolo Mettidieri, palco da realização do confronto entre o Votoraty F.C.L. contra o G.E. Osasco L., que envolveu duas equipes recém criadas.

    Ao chegar no estádio, fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que estavam indo ver o jogo, pois em Votorantim o público normalmente não é dos maiores. Foram formadas duas enormes filas de torcedores para ingressarem no estádio, que ficou lotado. Lá dentro ouvi comentários que várias pessoas teriam ficado de fora. Depois do credenciamento, fui para o interior do gramado para fazer as fotos oficiais da partida, as quais estão abaixo:

    Votoraty F.C.L. - Votorantim/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    G.E. Osasco L. - Osasco/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Quarteto de arbitragem comandado por Wilson Luiz Seneme (FIFA) acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Troféus de Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

    A partida de ida (também com a presença do JP), aconteceu há uma semana na cidade de Osasco e apresentou a vitória do time da Grande São Paulo pela contagem mínima. Diante disso, os visitantes levavam a vantagem do empate, enquanto que para os donos da casa, uma vitória simples era suficiente para ficar com o título, por conta da melhor campanha realizada ao longo do campeonato.

    Bem, agora falando do jogo do domingo, o que se viu nos primeiros minutos foi o Votoraty atacando e o Grêmio Osasco mais plantado no seu campo de defesa, esperando o momento certo para encaixar um contra-ataque, como aconteceu aos 13 minutos, numa roubada de bola de Geninho que lançou o zagueiro Mendes, exigindo uma saída providencial do goleiro Juliano que salvou chutando a bola para fora.

    Tentativa de ataque do Votoraty no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    Saída providencial do goleiro Juliano do Votoraty. Foto: Orlando Lacanna.

    A resposta do Votoraty veio três minutos depois, numa cabeçada perigosíssima de Rafinha que acabou passando muito perto, assustando a torcida osasquense. A partida seguia num ritmo forte, com as duas equipes mostrando um empenho incrível, fazendo com que o tempo passasse muito depressa e, nessa toada, os ataques iam se alternando, tanto que, na marca dos 34 minutos, o meia Mineiro do Grêmio Osasco assustou a torcida local com um chute forte da intermediária que levou perigo à meta defendida por Juliano.

    Cruzamento do ataque osasquense neutralizado por Juliano. Foto: Orlando Lacanna.

    O troco não demorou muito a acontecer, pois aos 39 minutos, o Votoraty foi com perigo ao campo de ataque pela direita, numa escapada de Paulo Krauss, culminando com a conclusão do avante Neizinho, com a bola sendo desviada pelo zagueiro Flávio praticamente em cima da linha fatal.

    A primeira etapa se encaminhava para o final, quando, na marca dos 42 minutos, o meia Rafinha inaugurou o placar a favor do time de Votorantim, ao concluir com perfeição uma bola recebida de Paulo Krauss através de um cruzamento da direita, que a zaga visitante não conseguiu cortar. Festa da torcida local.

    Lance de ataque do Votoraty no interior da área do Grêmio Osasco. Foto: Orlando Lacanna.

    Mesmo em desvantagem no placar, o Grêmio Osasco não se entregou e foi em busca do empate, que quase aconteceu aos 46 minutos, num chute cruzado de João Paulo com a bola se chocando contra o suporte de sustentação da rede. Logo em seguida, o árbitro encerrou a primeira etapa, com a vantagem mínima a favor do time da casa.

    Durante o intervalo, fiquei conversando com os repórteres e fotógrafos presentes e a tônica da conversa foi a capacidade de público atual do estádio, que não atende as exigências da FPF para disputar a Série A2. O pessoal da imprensa local demonstrou preocupação, pois não haveria nada de concreto com relação a construção de um novo estádio e, o atual não tem espaço para ampliação. Apurei que haveria uma reunião nos próximos dias entre a Diretoria do Votoraty e representantes da Prefeitura para discutirem o assunto. Vamos aguardar os acontecimentos.

    Voltando ao jogo, a etapa final começou e, com menos de um minuto, o Grêmio Osasco deu um baita susto nos torcedores locais, num lance que nasceu na direita com João Paulo cruzando para a área e, quando Dedé se preparava para concluir, apareceu o zagueiro Ednei e acabou com o perigo que rondava a meta da sua equipe.

    Lance de ataque do Grêmio Osasco no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    Depois do primeiro lance mais agudo do Grêmio Osasco, as equipes passaram a se alternar nas jogadas ofensivas, sendo que a mais perigosa delas ocorreu na marca dos 26 minutos, quando o bom goleiro Leandro dos visitantes praticou um verdadeiro milagre, evitando o segundo gol do Votoraty, em jogada com as participações de Rodolfo e Rafinha. Dois minutos após, o meia Geninho do Grêmio Osasco foi expulso de campo por ter recebido o segundo cartão amarelo e, com isso, a missão do time osasquense ficou ainda mais difícil.

    Com um atleta a mais, o Votoraty foi com tudo para o ataque com o objetivo de liquidar a fatura, tendo quase conseguido o seu segundo gol, aos 34 minutos, num chute cruzado de Rodolfo que beijou o poste esquerdo de Leandro. Na jogada seguinte, novamente o goleiro osasquense, evitou o gol em jogada de Paulo Krauss.

    Mais um lance de ataque do Votoraty durante o segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    Mesmo com um homem a menos, o Grêmio Osasco não se entregou e foi à luta, tanto que, aos 36 minutos, levou perigo ao goleiro Juliano, numa jogada de Rogerinho iniciada na ponta-direita, que acabou num arremate perigoso de Dedé, com a bola indo para fora, passando rente ao poste direito. Essa foi a última chance do time visitante.

    Rogerinho iniciando último ataque osasquense. Foto: Orlando Lacanna.

    A torcida local já comemorava a vitória e o título, quando aos 41 minutos, a alegria aumentou ainda mais, com a marcação do segundo gol anotado mais uma vez por Rafinha, liquidando com qualquer possibilidade do adversário colocar em risco a conquista do título.

    A partida seguiu por mais alguns minutos e o árbitro apitou pela última vez, com o placar final de Votoraty 2 - 0 Grêmio Osasco que deu o título ao time de Votorantim, representando a primeira conquista da agremiação na sua curta trajetória. Agora é resolver a questão do estádio e disputar o segundo campeonato em importância do futebol paulista e tentar chegar à elite. Quanto ao Grêmio Osasco, a conquista do Vice-Campeonato também é muito importante, principalmente se for levado em conta que o time ainda não completou dois anos de existência. Juntamente com essas duas agremiações, o PAEC e o Osvaldo Cruz também disputarão a Série A2 em 2.010.

    Comemoração dos atletas do Votoraty ainda no gramado. Foto: Orlando Lacanna.

    Grêmio Osasco e o troféu pelo Vice-Campeonato. Foto: Orlando Lacanna.

    Tão logo a partida foi encerrada, teve início a comemoração entre os atletas no interior do gramado, culminando com a entrega das medalhas e do troféu que simbolizaram a grande conquista. Não faltou a tradicional volta olímpica. Deixo aqui meus cumprimentos aos atletas, dirigentes, comissão técnica e torcedores do Votoraty pela importante conquista.

    Agora o Votoraty com o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

    Tradicional volta olímpica dos Campeões. Foto: Orlando Lacanna.

    Roda de oração com o troféu e a mascote do time ao centro. Foto: Orlando Lacanna.

    Jogo encerrado e aquela correria para chegar na casa de familiares em Guarulhos, para desfrutar de um almoço especial à base de bacalhau e vinho. Foi isso.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 19h21
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    1500º jogo do JP e empate morno em Mogi das Cruzes pela Segundona!

    Opa,

    Depois do bate-volta São Paulo/Ribeirão Preto na sexta-feira, no sábado passado resolvi ficar perto e ver um jogo do Grupo 5 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Chamei o seu Natal e fomos até a cidade de Mogi das Cruzes, para ver no Estádio Francisco Ribeiro Nogueira o jogo entre o Mogi das Cruzes e o tradicionalíssimo time do Taubaté, se aventurando pela última divisão pela primeira vez em sua história. O mais legal é que esse jogo foi o 1500º jogo com post in loco do JP em sua história! Isso em pouco menos de cinco anos no ar e com a ajuda de muita gente... e esperamos que logo possamos chegar no jogo 2000!

    Graças a uma logística corrida, provavelmente não daria tempo de chegar para as fotos oficiais da partida. Mas pilotando como um verdadeiro ás, o seu Natal deu um gás na estrada e chegamos ainda com bastante tempo para os registros. E eles seguem aqui, novamente de forma exclusiva:

    Mogi das Cruzes FCL - Mogi das Cruzes/SP. Foto: Fernando Martinez.

    EC Taubaté - Taubaté/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Trio de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

    Esse jogo era imperdível para mim pois dois times com origens e história bem diferentes estavam em campo. O time da casa foi fundado como um clube empresa apenas em 2004, e disputou apenas três campeonatos da Segunda Divisão, de 2005 até 2007. Do outro lado, o genial Taubaté, time quase centenário e que já roda pelas divisões de acesso desde os anos 40, inclusive tendo disputado por 14 vezes o nível principal do estado.

    Mas nessa Segunda Divisão 2009, os dois times tinham o mesmo número de pontos até o começo da partida. Apesar do Taubaté ter um jogo a menos, o time não poderia perder a partida, já que esse Grupo está embolado, e somente o União Suzano (infelizmente como sempre) não tem mais chances de classificação.

    Chegada do time do Mogi pela direita, com a marcação da zaga do Taubaté. Foto: Fernando Martinez.

    E para o primeiro tempo fui para o ataque do time da casa ver o jogo de dentro do gramado. E o Taubaté teve mais posse de bola, mas pecava nas finalizações. O time do Mogi chegou poucas vezes ao ataque, e criou mesmo só uma boa chance de gol nos primeiros 45 minutos.

    A bola escapa de atacante do Mogi, em ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

    O mais doido da primeira etapa foi que o gandula que ficou por ali me reconheceu dos tempos do saudoso quadro na rede TV! e ainda por cima lembrou do meu maior apuro em estádio, que passei lá mesmo em Mogi no longínquo 2006. Ô memória boa, hein ?!

    Uma das boas chances do Mogi neutralizada pela zaga taubateana. Foto: Fernando Martinez.

    E também foi legal ver que um dos membros da comissão técnica do Taubaté provavelmente tem parentesco com o David, pois ele ficou dando orientações para o goleiro visitante com um pequeno "delay" no tempo de jogo. Eram 37 minutos e ele já contava que estávamos nos 45! O David realmente faz escola. E com tudo isso, o jogo chegou ao seu intervalo sem abertura do placar.

    A melhor chance do Mogi no primeiro tempo, em bola que encobriu o goleiro, mas muito acima do esperado. Foto: Fernando Martinez.

    No intervalo fui tentar comprar algo para beber numa barraca dentro do estádio. Tudo bem que cerca de 216 pessoas foram atendidas antes de mim, mas isso sempre faz parte. Nesse intervalo também conversei um pouco com o amigo Bruno Lemes, que agora faz a reportagem de campo para uma rádio de Taubaté. Muita conversa sobre o futuro e passado do time, que tenta a todo custo voltar à Série A-3 em 2010.

    E das arquibancadas resolvi ver a segunda etapa, mas algo me dizia que esse jogo não teria gols. Impressão que também o seu Natal tinha. Mas ao ver o Taubaté indo com tudo pra cima do time da casa desde os primeiros momentos do tempo final talvez estivéssemos errados. Mas olha, o dia não era mesmo para bola na rede, e o Taubaté desperdiçou um rosário de oportunidades.

    Disputa de bola sob olhar atento da torcida do Taubaté presente em Mogi das Cruzes. Foto: Fernando Martinez.

    O Burro da Central dominou o jogo por completo, com o Mogi nem passando do meio de campo. Só que a equipe precisa melhorar demais suas finalizações caso queira disputar com boas condições o acesso. E teve boa chance de passar à frente do placar quando a arbitragem marcou pênalti em cima de Thiago Furtuoso. Na cobrança, o jogador Sandro fez o mais difícil e chutou na trave.

    Lance do pênalti perdido pelo Taubaté no segundo tempo, notem a bola lááá no alto. Foto: Fernando Martinez.

    Mas a chance mais absurda perdida pelo time veio numaq bola enfiada, em que dois jogadores saíram livres, só com o goleiro. O mesmo Thiago Frutuoso perdeu a primeira, mas a bola sobrou livre para Pedro Hugo, que sem goleiro esperou a zaga se recompor para tirar em cima da linha. Olha, poucas vezes vi gol perdido tão absurdo.

    No massacre do final do jogo, o Mogi só tirava a bola de dentro da área, como nesse lance. Foto: Fernando Martinez.

    O domínio foi aumentando, mas o dia não era mesmo do Taubaté, que viu a chance preciosa dos três pontos num jogo fácil ir pelo ralo. Só nos acréscimos o Mogi teve a primeira chance de gol, e quase que ainda marca, com o atacante Johnny chutando de longe para grande defesa do goleiro do Burro da Central.

    Mas no final, a previsão do pessoal do JP estava mesmo acertada: Mogi das Cruzes 0-0 Taubaté. Com esse resultado, os dois times ficam com 14 pontos, dois pontos acima da zona de classicação. Mas o Grupo está embolado, e tudo pode rolar até o final da primeira fase.

    Após o jogo então voltamos, cansados e com sono, por estrada e avenidas de São Paulo para poder chegar em casa e passar o resto do sábado só na boa.

    Abraços

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 15h46
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    Lemense continua como o único invicto da Segundona

    Olá,

    Dando início a mais um final de semana futebolístico com cobertura do JOGOS PERDIDOS, no sábado à tarde, rumei até a cidade de Paulínia, indo ao Estádio Luiz Perissinotto, para acompanhar a partida Paulínia F.C. x C.A. Lemense, válida pela décima rodada da primeira fase do Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

    Fui conferir essa partida cheio de expectativa, pois estaria em ação a única equipe invicta na competição, depois de nove rodadas, no caso o time do Lemense, que iria enfrentar o vice-líder da chave, o Paulínia, que até então havia sido derrotado apenas uma vez ao longo do campeonato, justamente pelo time de Leme e, sendo assim, esse confronto poderia ser a chance de devolver o único revés.

    Chegando ao meu destino, tive a grata satisfação de observar que foi construído um novo lance de arquibancada de concreto, num claro sinal de que a direção do clube local está preocupada em aumentar a capacidade do estádio, visando alçar voos mais altos no futebol profissional. Mesmo chegando meio em cima da hora, foi possível fazer as fotos oficiais da partida, as quais estão abaixo:

    Paulínia F.C. - Paulínia/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    C.A. Lemense - Leme/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Quarteto de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Como normalmente acontece nos jogos da Segundona, a correria e o entusiasmo predominaram desde os primeiros minutos, sendo que os donos da casa logo tentaram sair para o campo de ataque, visando a abertura da contagem. Nessa toada, o Paulínia criou o primeiro bom momento, aos 8 minutos, quando o ala Pará escapou pela direita e cruzou para o interior da área, encontrando o meia Jorginho que acabou pegando mal na bola e, com isso, mandou a gorduchinha por cima do travessão da meta defendida por Diego.

    Primeira oportunidade desperdiçada pelo Paulínia. Foto: Orlando Lacanna.

    A partida foi seguindo bem movimentada, porém com poucos lances de maior perigo, tanto é verdade que somente aos 20 minutos, ocorreu o segundo lance mais agudo, agora a favor dos visitantes, numa jogada de Léo que obrigou o goleiro Fabrício a praticar boa defesa.

    A partir do vigésimo quinto minuto, as equipes aceleraram o ritmo e as jogadas mais próximas às áreas começaram a surgir e, numa dessas, na marca dos 27 minutos, por um triz o Paulínia não abriu o placar, numa ótima chance perdida novamente por Jorginho, que acabou chegando um milésimo de segundo atrasado numa bola que foi cruzada da esquerda, assustando a defesa do Lemense.

    Nova chance perdida pelo ataque dos donos da casa. Foto: Orlando Lacanna.

    No melhor momento do Paulínia no jogo, o ala Juca do Lemense, aproveitando uma falha de marcação da defesa adversária, escapou pela direita, invadiu a área e acabou sendo atropelado pelo goleiro Fabrício. Pênalti marcado e convertido por Diogo, aos 34 minutos, abrindo a contagem a favor dos visitantes.

    Gol de pênalti do Lemense inaugurando o placar. Foto: Orlando Lacanna.

    Após a abertura do marcador, o Paulínia sentiu o golpe e foi permitindo que o Lemense fosse tomando conta das ações, mas mesmo assim, o placar não foi alterado e a primeira etapa foi encerrada com a vantagem mínima a favor do time de Leme.

    Passando o descanso regulamentar, a bola voltou a ser movimentada e, logo de cara, o Paulínia deu mostras que havia voltado com muita disposição para tentar chegar à igualdade rapidamente, tanto que, no primeiro minuto, o empate esteve prestes a acontecer, mas o avante Diego Faustino foi infeliz na conclusão, após receber um cruzamento perfeito de Alex vindo da esquerda.

    Diego Faustino quase empatando a partida no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    À medida que os minutos iam passando, foi ficando clara a postura de cada uma das equipes, uma vez que o Paulínia passou a forçar mais as jogadas ofensivas, ao passo que o Lemense se resguardava mais, procurando sair com rapidez em contra-ataque, como aconteceu aos 7 minutos, numa rápida escapada de Juca, pela direita, que culminou no cruzamento para Diogo que arrematou por cima do travessão.

    Arrancada em velocidade do Lemense iniciando mais um contra-ataque. Foto: Orlando Lacanna.

    Dos dez minutos em diante, o Paulínia passou a exercer maior domínio territorial, sendo que, de vez em quando, dava uma estocada mais firme contra a meta do Lemense, como ocorreu aos 14 minutos, com Diego Faustino novamente não aproveitando uma boa chance, por conta de uma providencial defesa do goleiro Diogo do Lemense.

    Goleiro Diogo do Lemense evitando gol de empate do Paulínia. Foto: Orlando Lacanna.

    As chances para o Paulínia iam se sucedendo, mas nada de sair o gol de empate e isso aconteceu de novo, aos 29 minutos, com o avante Diego Faustino (sempre ele), mandando, de cabeça, a bola contra o poste esquerdo da meta do Lemense e, em seguida indo parar nas mãos do goleiro visitante.

    O jogo se encaminhava para o final com o Paulínia não desistindo de buscar o empate, que esteve outra vez perto de acontecer, aos 38 minutos, com outra cabeçada e a bola indo à trave do Lemense, agora através do zagueiro Ramon que subiu livre de marcação, porém levou azar no toque final.

    Nos últimos cinco minutos,  foi a vez do Lemense perder duas boas oportunidades. A mais flagrante ocorreu nos acréscimos, numa rápida escapada de Léo pela direita, cruzando para o interior da área e encontrando o avante Japonês, que sozinho conseguiu chutar para fora.

    Oportunidade desperdiçada pelo Lemense no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    Partida encerrada com o marcador mostrando Paulínia 0 - 1 Lemense que manteve o time de Leme na liderança do grupo com 22 pontos e ainda como o único invicto da competição com 6 vitórias e 4 empates. Mesmo derrotado, o Paulínia manteve a vice-liderança com 18 pontos, tendo tudo para se classificar à próxima fase, porém fica evidente a necessidade de melhora nas conclusões.

    Fim de jogo e pé na estrada novamente, começando o retorno a São Paulo, via Campinas, com aquela carona especial do amigo Luciano Claudino. No domingo pela manhã outra decisão de campeonato com a presença do JP. Aguardem.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 14h07
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    Vitória heróica do Jaboticabal em cima do Olé Brasil!

    Opa,

    Na última sexta-feira resolvi sair da mesmice e fui fazer uma viagem para matar um time e um estádio, numa cidade que dificilmente aparece aqui no JOGOS PERDIDOS. Acordei cedinho e lá fui para a Rodoviária do Tietê garantir meu lugar num vazio ônibus até a cidade de Ribeirão Preto, para mais um jogo do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A pedida do dia foi ver o jogo entre o Olé Brasil, time recém-profissionalizado, e o tradicionalíssimo Jaboticabal no Estádio Santa Cruz, casa do Botafogo local.

    A viagem foi tranqüila, pois com pouco mais de meia hora dentro do busão apreciando a paisagem já caí no sono e só fui acordar na rodoviária de Ribeirão, perdendo a parada para o almoço e também a parada na Mini-Rodoviária, que fica mais perto do Santa Cruz. Mas isso não foi problema, pois como era feriado comemorativo dos 153 anos de Ribeirão Preto, o trânsito estava moleza, moleza. E cheguei no estádio cedo, a tempo de todos os trâmites já comuns aqui no JP.

    Entrei logo no gramado no estádio e ainda vi um grande pedaço de um amistoso do futebol feminino, entre o próprio time do Olé Brasil e do PJVV, time de um projeto social da cidade. Pude constatar que o Santa Cruz realmente é um dos grandes estádios do nosso interior, e acho genial poder conhecer esses lugares nunca antes visitados.

     

    Dois lances do jogo feminino entre Olé Brasil x PJVV, que rolou como preliminar do duelo da Segundona. Fotos: Fernando Martinez.

    O jogo feminino logo acabou, com a vitória do time do Olé por 1x0, e agora era a vez do jogo de fundo rolar. E mais uma vez, com as equipes e o trio de arbitragem em campo, pude fazer as fotos oficiais e exclusivas que são cortesia aqui do JP.

    Olé Brasil FC S/A - Ribeirão Preto/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Jaboticabal A - Jaboticabal/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Quarteto de arbitragem da partida, de novo com o amigo Daniel Marques, e os capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

    Os dois times estão no difícil Grupo 2 da Segundona 2009, aonde somente o Tigre de Atenas não busca mais nada no campeonato. O time perdeu 18 pontos no TJD e todos seus nove jogos até a peleja de sexta-feira. A equipe mudou todo o time e agora joga com a equipe que vai dusputar o sub-20, para terminar o campeonato mais difícil de sua história de forma digna.

    Para o Olé Brasil, a luta por uma vaga está acirrada, pois todos os outros times do grupo tem chance de classificação. Justamente por isso, jogar em casa com o lanterna do grupo era uma chance que não poderia ser desperdiçada em busca da vaga para a fase seguinte da competição. Mas nenhum jogo é ganho antes do apito final.

    Atacante do Olé Brasil protegendo a bola de marcador do Jaboticabal. Foto: Fernando Martinez.

    E numa temperatura extremamente agradável, diferente do que passei em Ribeirão no último mês de fevereiro, fui acompanhar o ataque do time da casa para ver o que iria acontecer. Um bom público também esteve presente no Santa Cruz para ver o jogão. E olha, com certeza o jogo que vi foi um dos meus Top 5 em 2009. Um belíssimo jogo de futebol, com muitas alternâncias no placar e muita raça dentro do gramado.

    Chegada forte do ataque do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

    O Olé começou o jogo em cima do Jaboticabal, tentando marcar logo o primeiro gol para tentar jogar mais sossegado. E a tática deu certo, pois aos 12 minutos o jogador Érico recebeu passe longo e de fora da área chutou com estilo para deixar o Olé na frente do placar. O goleiro ainda tocou na bola, mas não teve como evitar o gol.

    Detalhe do lance que originou o primeiro gol do Olé Brasil no jogo. Foto: Fernando Martinez.

    Mesmo com a vantagem no marcador, o time da casa continuou jogando com mais posse de bola e chegando mais dentro da área adversária, mas pecava por certa afobação e por algum preciocismo. E conforme o tempo foi passando, o Jaboticabal passou a colocar as manguinhas de fora e também foi chegando dentro da área adversária. O Tigre de Atenas passou a assustar a defesa do Olé com boas chegadas, principalmente pela direita.

    Detalhe do jogo entre Olé Brasil x Jaboticabal. Foto: Fernando Martinez.

    E com tantas chances perdidas pelo time da casa, o castigo acabou vindo. Aos 35 minutos, o Jaboticabal chegou ao festejado empate com o jogador Alisson. A bola sobrou na esquerda e ele chutou cruzado no canto direito do goleiro do time de Ribeirão Preto. Tudo igual no placar do Santa Cruz. Mas o time visitante queria mais e conseguiu a inesperada virada aos 45 minutos, em mais um gol de Alisson, agora de voleio no mesmo canto direito.

    Goleiro do Jaboticabal sai mais alto para evitar gol do time de Ribeirão Preto. Foto: Fernando Martinez.

    Intervalo de jogo e vitória parcial para o time do Jaboticabal. Fui então descansar nos simpáticos bancos que ficam à beira do gramado, pois ali eram os únicos lugares com sombra dentro do gramado. E para o segundo tempo a certeza era que o Olé viria para cima, pois não estava nos planos da equipe perder pontos em casa para o último colocado do grupo.

    Ótima chance de gol para o time da casa no começo do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

    E isso mesmo que aconteceu, com o time indo pra cima do Jaboticabal e criando muitas oportunidades de gol. O empate então saiu aos 8 minutos, para a festa da torcida presente. Depois de cruzamento da direita, aconteceu uma grande confusão dentro da área do time visitante, após isso a bola sobrou livre para o camisa 8 Canesin só tocou para o fundo das redes.

    Momento do segundo gol do time do Olé Brasil. Foto: Fernando Martinez.

    Com o empate, o time do Olé viu que daria para virar de novo o jogo e lançou com tudo ao ataque. O time chegava forte, mas a expulsão do camisa 11 Anderson aos 11 minutos deixou o time com a missão ainda mais complicada. E a grande chance para o time passar de novo à frente do marcador veio aos 29 minutos, num pênalti marcado pelo árbitro.

    Na primeira cobrança o gol foi marcado, mas em vortude de um atleta do time ter invadido a área, a cobrança teve que ser repetida. Na segunda cobrança, a bola bateu caprochosamente na trave esquerda do goleiro e foi longe do alcance dos atacantes. Mas o time não desanimou, e dois minutos depois mais um pênalti foi marcado.

    Detalhe da falta que o zagueiro do Jaboticabal fez no jogador do Olé Brasil dentro da área, no segundo pênalti marcado em dois minutos. Foto: Fernando Martinez.

    E agora novamente a estrela do time do Jaboticabal brilhou e ele fez uma espetacular defesa na cobrança da penalidade máxima. Acredito que eu nunca tinha visto um time perder dois pênaltis num espaço de tempo tão curto num jogo em estádio. Essa sequência de lances desanimou um pouco o time do Olé, que tentou, mas sem sucesso chegar ao terceiro gol.

    Segundo pênalti perdido pelo Olé Brasil, aqui com defesa espetacular do goleiro. Foto: Fernando Martinez.

    O jogo seguia ao seu final com o empate estampado no placar, e no último lance de ataque do Olé, o time teve um escanteio a seu favor. Todo mundo na área e a bola foi lançada para ver se o time garantia os três pontos. Mas a bola foi interceptada por um zagueiro do Jaboticabal e logo lançada ao jogador Éverton. Ele correu o campo todo com a bola, entrou dentro da área do Olé, driblou o goleiro e colocou a bola dentro do gol do adversário. Um golaço de craque, para a festa absoluta dos jogadores, comissão técnica e torcida do time do Jaboticabal.

    Final de jogo: Olé Brasil 2-3 Jaboticabal. Vitória heróica e espetacular do Esquadrão de Aço fora de casa, marcando os primeiros pontos do time na Segundona 2009. Já o Olé Brasil não esperava mesmo perder essa partida, e viu a classificação para a fase seguinte do campeonato ficar bastante ameaçada.

    Placar final no Santa Cruz, mostrando um resultado totalmente inesperado. Foto: Fernando Martinez.

    Satisfeito com o belíssimo jogo, só tive que aguardar agora o táxi chegar ao Santa Cruz para me levar até a Mini-Rodoviária da cidade para pegar meu ônibus para retornar à capital paulista. Nove horas de ônibus depois, cheguei à minha casa com a sensação de dever cumprido, mais uma vez. E com meu 488º time na Lista.

    Até mais!

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 23h58
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    Portuguesa vacila e perde pontos preciosos no Canindé!

    Opa,

    Na última terça-feira tivemos mais um jogo noturno aqui para o JP no Campeonato Brasileiro da Série B. E mesmo com frio, sono e cansado, lá fui eu agora para o longínquo Estádio do Canindé para um jogo válido pela 7ªrodada da competição reunindo as equipes da Portuguesa e do Brasiliense.

    Detalhe que esse foi o primeiro jogo que vi no estádio rubro-verde desde que meu antigo QG no Pari, o lar que virou o "Cativeiro 1866" foi definitivamente desligado da Família Martinez. Por longos 23 anos morei ali e muita história deixei naquele lugar, inclusive com o Canindé sendo o estádio em que vi mais jogos in loco por isso. Mas tudo na vida é cíclico, e agora a fase é outra.

    E cheguei cedinho no estádio para ver uma Portuguesa que vinha de boa vitória contra o Ipatinga jogando fora de casa e que tentava voltar ao G-4. Para o Brasiliense, que faz ótima campanha, os três pontos deixariam o time sozinho na segunda colocação da Série B mesmo após os jogos do final-de-semana.

    Times (e as cheerleaders da Lusa) perfilados para o Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

    Percebi logo de cara que a diretoria da Lusa fez um favor para sua torcida e baixou o preço dos ingressos. Agora a arquibancada custa 20 reais, diferente dos jogos anteriores, com o absurdo preço de R$ 30,00. E mesmo com o frio, um público razoável foi ver a Portuguesa em ação. Mas olha, esse foi um daqueles jogos que nos fazem lembrar os piores dias nas Séries B que o time disputou de 2003 até 2007.

    Goleiro da Lusa saindo para afastar o perigo. Foto: Fernando Martinez.

    O time errava passes demais e irritava a torcida lusitana. E dar bobeira com um time que faz boa campanha, mesmo jogando em casa, pode ser fatal. E o time do Distrito Federal abriu o marcador aos 25 minutos, com o zagueiro Cláudio Luiz desviando de cabea uma falta cobrada pela direita. A Lusa tentou, mas o primeiro tempo ficou só nisso.

    Muvuca na área no lance do gol do Brasiliense na partida. Foto: Fernando Martinez.

    Prevendo que o segundo tempo seria complicado, lá fui eu comer alguma coisa para ficar tranqüilo nos minutos finais do jogo. E junto com a companhia do meu querido mp3, o segundo tempo chegou e a Portuguesa estava melhor em campo. Mas o goleiro do Brasiliense estava numa noite inspirada e salvou duas ótimas oportunidades do empate da Lusa.

    Falta para a Portuguesa no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

    O jogo ficou aberto, e o Brasiliense ficou com o contra-ataque todinho a seu favor. Em dois deles, o time desperdiçou ótima chance de ampliar. O jogo estava aberto, com os dois times criando chances claras para mais gols, mas a bola teimava em não entrar.

    Ataque do time do Distrito Federal no final do jogo. Foto: Fernando Martinez.

    Mas o tempo foi passando, e mesmo com a maior posse de bola do time da casa a torcida foi se irritando cada vez mais, e aos 33 minutos Kempes perdeu gol feito. Ali a gente percebeu que não era mesmo noite do time da casa. E no final não teve jeito: Portuguesa 0-1 Brasiliense. Derrota péssima para a Lusa, que continua em quinto, mas com vários times podendo ultrapassar depois do final-de-semana. O Brasiliense por sua vez se consolida na segunda colocação da Série B.

    Após o jogo ainda fui passar na frente da minha antiga casa, apenas para ver ela lá, trancada, sem vida e ainda do mesmo jeito que deixamos no último dia que estivemos ali. Muito estranho...

    Até a próxima!

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 01h45
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    Grêmio Barueri ganha a primeira na Série A!

    Opa,

    Fechando os jogos do final-de-semana, no domingo tive a chance de ver um jogo que juro que se me falassem que aconteceria há oito anos atrás acharia um absurdo, uma ilusão, uma indanidade sem tamanho. Mas como esse "impossível" é mais que possível hoje em dia, segui até a cidade de Barueri para um jogo do Campeonato Brasileiro entre dois times que subiram para a elite do futebol brasileiro em 2009: Grêmio Barueri e Avaí, na Arena Barueri.

    A primeira vez que vi o time de Barueri foi num genial Grêmio Barueri x Guaçuano, pela extinta Série B-3 do Paulista em 2001. Desde então, o time conseguiu cinco acessos seguidos pelo Paulistão e dois acessos em Campeonatos Brasileiros. Uma ascenção fulminante pouca vezes vista em solo tupiniquim. E naquela tarde de quarta-feira, 23 de maio de 2001, nem sonharia que poderia ver o time disputando um jogo pelo principal campeonato do país. Tudo bem que foi o terceiro jogo do time em casa, mas para nós do JP a estréia foi essa contra o time catarinense.

    E junto comigo o Mílton resolveu reaparecer das cinzas e ir junto seguindo de metrô e trem até a cidade da Grande São Paulo. Mesmo com o metrô lotado, a ida foi sossegada, e o caminho da Estação Jardim Belval da CPTM até a Arena Barueri foi feita sem nenhum percalço. E eu não ia lá desde setembro do ano passado, e pude ver que as obras da Arena estão indo a todo vapor. A arquibancada oposta às cabines de TV já estão com as obras adiantadas.

    Chegamos a tempo de ver o começo do jogo e lá fomos nós para a arquibancada superior da Arena, que mesmo com uma temperatura de 14 graus estava agradável. O Mílton nunca tinha ido ali em cima e ficou impressionado com as instalações da Arena, muito acima dos padrões atuais dos estádios brasileiros e inclusive do estádio escolhido para jogos da Copa 2014 no estado de São Paulo, mas muito acima mesmo.

    Jogador do Barueri sofrendo marcação firme da zaga catarinense. Foto: Fernando Martinez.

    Bom, mas falando do jogo, a partida reunia os dois únicos times que ainda não tinham vencido na Série A 2009. Eram dez jogos sem nenhuma vitória conquistada, e o jogo do domingo era mais que importante para que um dos dois times pudesse sair da zona de rebaixamento do Brasileirão. E a partida começou num bom ritmo, e logo aos 7 minutos o primeiro zero saiu do placar.

    Com as obras da Arena Barueri ao fundo, chute de longe do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

    E ele só saiu do placar graças a uma falha incrível do goleiro Renê, do Barueri. Depois de uma falta cobrada pelo jogador Marquinhos, um zagueiro do GRB resvalou na bola, e ao tentar encaixar a mesma, o arqueiro do time da casa deixou ela entrar no fundo das suas redes. Frangaço na Arena, e o time catarinense estava na frente do marcador.

    Goleiro do Avaí fazendo ótima defesa em cobrança de falta do GRB. Foto: Fernando Martinez.

    Enquanto o time da casa tentava sem sucesso chegar ao empate ainda no primeiro tempo, eu e o Mílton ficamos sabendo que o David também estava perdido por ali. Mas ele acabou escolhendo seu lugar na arquibancada inferior, pertinho do gramado da Arena. Mas sempre que vou ali eu prefiro ficar na parte superior graças ao grande conforto que temos por ali.

    Ataque do Avaí contra o Grêmio Barueri pela Série A do Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

    Aos 36 minutos, o time catarinense foi prejudicado num lance que o árbitro se enganou por completo. Ele deu falta na entrada da área e ainda por cima expulsou o zagueiro do Avaí. Mas na hora já vimos que nem falta tinha sido. O time azul de Santa Catarina acabou sentindo a falta desse atleta no segundo tempo. Mas para a primeira etapa, o jogo seguiu com a vitória parcial do time visitante.

    Para o intervalo fomos na fantástica lanchonete da Arena Barueri e o Mílton ficou abismado com o conforto que é proporcionado ao torcedor por ali. As já citadas aqui no JP mesinhas, bancos para todos e um grande espaço para que as pessoas possam ficar ali sem apertos. Será que um dia veremos esse tipo de conforto em algum outro estádio em São Paulo?

     

    Sempre é bom mostrar o conforto que os torcedores do Barueri tem na arquibancada superior e na foto seguinte o David perdido na arquibancada inferior. Fotos: Fernando Martinez.

    O segundo tempo então veio com o time barueriense melhor em campo, aproveitando ao máximo a chance de ter um jogador mais em campo. A equipe criou e jogou em cima do time catarinense desde o começo, mas só aos 17 minutos chegou ao esperado empate, com o golaço de Ewerton no ângulo direito do goleiro Eduardo Martini.

    Ataque avaiano na segunda etapa da partida. Foto: Fernando Martinez.

    Todos ali sentiam que a vitada poderia chegar, e ela finalmente veio aos 38 minutos, já no apagar das luzes. E o artilheiro do time Pedrão foi quem virou o marcador para os donos da casa. Ele aproveitou cruzamento da esquerda e com a bola ainda tocando na zaga avaiana, ele só teve o trabalho de empurrar para as redes. E para fechar o caixão catarinense, no minuto seguinte o GRB aumentou com Marcos Pimentel tocando na saída do goleiro.

    Detalhe do terceiro gol do Barueri, através do jogador Marcos Pimentel. Foto: Fernando Martinez.

    Final de jogo: Grêmio Barueri 3-1 Avaí. A vitória do time da casa deixou o time fora da zona de rebaixamento e fez com que o time ganhasse seu primeiro jogo na elite do futebol brasileiro. Um dis histórico para o Grêmio e que foi muito legal estarmos presentes. Quem sabe a equipe não descola uma vaguinha na Sul-Americana do ano que vem?

    Após a partida lá fomos nós finalmente encontrar o David na porta do estádio. Dali, novamente seguimos a pé até a Estação Jardim Belval rumo à cidade de São Paulo na fria noite de domingo. No trem, já falamos muito sobre os jogos das próximas semanas... provavelmente teremos coisas boas aqui no JP.

    Abraços à todos!

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 21h30
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    Leão da Caneleira joga fora a chance de assumir a liderança

    Olá, amigos do JP!!!

    Quem é vivo sempre aparece, e cá estou eu, depois de um longo e tenebroso inverno, ou melhor, durante, para relatar mais uma contenda futebolística, que teve lugar no Estádio Ulrico Mursa, na cidade de Santos. Em mais uma partida do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, enfrentaram-se o Jabaquara Atlético Clube e o Palestra de São Bernardo e, em minha companhia, meu querido primo Santiago “Foca” Robles, e o jabaquaríssimo Emerson.

    Após as conversas de praxe, o assunto colocado em dia, e o terreno preparado para mais uma matéria, fui fazer as fotos oficiais da partida:

    Jabaquara AC - Santos/SP. Foto: Estevan Mazzuia.

    Palestra SB - São Bernardo do Campo/SP. Foto: Estevan Mazzuia.

    Trio de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Estevan Mazzuia.

    Com a surpreendente derrota do Mauaense em casa para o Barcelona, o Jabaquara assumiria a liderança em caso de vitória. Já para a equipe do ABC, a vitória seria importante para aproximar-lhe dos líderes, e não perder contato com Barcelona e Guarulhos, que também surpreendeu o Taboão da Serra. Antes do início, Emerson “Bocarra” profetizou: “o jogo mais difícil do Jabuca, até aqui, foi contra esse Palestra, apesar da vitória, no Baetão, por 3 a 2” .

    Disputa de bola na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

    Com a bola rolando, o que se viu foi muita vontade e pouca qualidade. Os visitantes atacavam mais, mas as melhores chances foram santistas. O jogo foi para o intervalo sem abertura de placar, de forma justa, mas desagradável a ambas equipes.

    Arqueiro defende boa cobrança de falta rubro-amarela. Foto: Estevan Mazzuia.

    O domingo ensolarado tinha uma temperatura agradável, mas o segundo tempo, iniciado em torno do meio dia, variou entre morno, frio, e gelado. A tônica da primeira etapa foi mantida, exceção feita à velocidade das jogadas, que diminuiu de forma inversamente proporcional ao aumento de passes errados.

    Ataque jabaquarense na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

    Na metade da segunda etapa, o Palestra abriu o placar através de Lucas, e passou a administrar o resultado, enquanto o Jabaquara tentava criar, mas sem grande perigo ao gol verde. A emoção aumentou nos dez minutos finais quando, sentindo a derrota, o Leão foi para o abafa, mas não conseguiu sequer o gol de empate.

    Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

    Resultado final: Jabaquara 0x1 Palestra. Esse resultado contribuiu para embolar o grupo 6, em que só o São Vicente, que folgou na rodada, parece não ter forças para buscar a classificação. Mas como ainda faltam cinco rodadas para o fim da primeira fase, tudo pode acontecer.

    Abraços!

    Estevan



    Escrito por Algum membro do JP às 13h23
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    Monte Azul é o grande Campeão da Série A2

    Olá,

    No último domingo pela manhã, foi realizado o jogo de volta da decisão do Campeonato Paulista da Série A2 e, mais uma vez, o JOGOS PERDIDOS compareceu com o objetivo de acompanhar ao vivo a definição do Campeão de uma competição tão importante como essa, que abre as portas à elite do futebol paulista.

    A minha viagem começou na noite do sábado e se estendeu durante a madrugada do domingo, sendo que depois de mais de seis horas de estrada, finalmente cheguei ao meu destino que era a pequena, mas acolhedora cidade de Monte Azul Paulista, distante 412 km da Capital. Após um breve descanso num hotel da cidade, segui até o Estádio AMA, local da realização da partida decisiva entre o A. Monte Azul contra o Rio Branco E.C. Vale ressaltar que essa foi a primeira vez que o JP esteve em Monte Azul Paulista.

    Fachada do Estádio AMA. Foto: Orlando Lacanna.

    Minha jornada teve início com um fato curioso, pois quando estava embarcando em São Paulo, notei um senhor com uma caixa de papelão nas mãos, tentando convencer o motorista do ônibus a levar tal caixa até Monte Azul, para ser entregue a uma pessoa ligada ao time local. Achei aquela conversa curiosa e acabei comentando com o senhor que eu estava indo até aquela cidade para cobrir o jogo para o JP e aí foi aquele alívio para ele, que na verdade era um representante do fornecedor de material esportivo que veste o Monte Azul e, naquela caixa, estavam os pares de meias que iriam ser usadas no jogo da manhã seguinte. Resumo da história, as meias usadas pelos atletas do Monte Azul foram levadas pelo JP.

    Bem, voltando ao domingo pela manhã, ao chegar no estádio fui muito bem recebido pelo pessoal do Monte Azul que não se cansava de me agradecer por ter levado as tais meias. Depois dos cumprimentos e dos agradecimentos, fui fazer a foto dos troféus e, em seguida me posicionei à beira do gramado, aguardando a entrada das equipes e do quarteto de arbitragem para fazer as tradicionais fotos dos participantes da partida, as quais estão abaixo:

    Troféus de Campeão e Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna

    A. Monte Azul - Monte Azul Paulista /SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Rio Branco E.C. - Americana/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Quarteto de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    A bola começou a rolar e de imediato o Monte Azul assumiu as rédeas da partida, até porque, somente a vitória lhe daria o título, pois havia sido derrotado no jogo de ida realizado na semana anterior em Americana. Logo aos 4 minutos, o avante Jales mandou de cabeça uma bola contra o poste esquerdo da meta defendida por Cristiano, incendiando ainda mais a torcida local que compareceu em massa.

    Bola se chocando contra o poste após cabeçada do avante Jales no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    A galera local não parava um segundo de incentivar sua equipe, que fazia uma verdadeira blitz contra a defesa do Rio Branco. Nessa toada, aos 6 minutos, o Monte Azul chegou perto novamente de abrir a contagem, agora nos pés de Marcelinho, que só não conseguiu o seu intento por conta de uma defesa milagrosa do goleiro americanense Cristiano.

    Goleiro Cristiano no chão após praticar milagrosa defesa. Foto: Orlando Lacanna.

    Até os primeiros vinte minutos só deu Monte Azul, porém, com o passar do tempo, o Rio Branco foi esfriando o ritmo da partida e, aos poucos foi segurando o ímpeto inicial do Monte Azul. Após um período de equilíbrio, o Monte Azul voltou a forçar as jogas ofensivas e, numa dessas, chegou ao seu gol inaugural, aos 35 minutos, anotado por Bruno ao concluir uma jogada que nasceu na ponta-esquerda.

    A plateia fez uma festa incrível, mas a decepção não demorou muito a chegar, uma vez que, aos 37 minutos, os visitantes chegaram ao empate num gol contra marcado por André Bilinha, que foi infeliz ao tentar interceptar um tiro cruzado de Carlinhos, fazendo a alegria dos seus quase 200 torcedores presentes.

    Gol de empate do Rio Branco marcado contra por André Bilinha. Foto: Orlando Lacanna.

    Mesmo tendo sofrido o impacto do gol de empate, o Monte Azul foi para cima, criando pelo menos dois momentos de perigo ao setor defensivo dos visitantes, como ocorreu aos 41 e 43 minutos, em jogadas que tiveram as participações de Rodrigo Alemão e Marcelinho, mas em ambas oportunidades, as conclusões não foram boas e, com isso as chances foram desperdiçadas.

    Quando tudo indicava que o primeiro tempo terminaria empatado, eis que aconteceu o que poucos esperavam, ou seja, o Rio Branco virou o marcador, anotando o seu segundo gol, aos 44 minutos, numa cobrança de falta executada por Junai, deixando o goleiro Leandro Santos pregado no chão e, com isso, levou para o intervalo a vantagem de 2 a 1 para a equipe de Americana.

    Segundo gol do Rio Branco marcado por Junai em cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna.

    Ao longo do intervalo fiquei conversando com os repórteres e fotógrafos presentes e, a tônica da conversa foi que nada estava decidido e, com certeza os donos da casa viriam com tudo buscando desvirar o placar. O Monte Azul voltou rapidamente ao gramado e tão logo o árbitro autorizou o reinício da partida, saiu com tudo para cima do Rio Branco, chegando rapidamente ao empate, aos 5 minutos, num verdadeiro golaço de Bruno que acertou um torpedo de fora da área, colocando a bola no ângulo superior esquerdo de Cristiano, que voou bonito, mas nada pode fazer. Esse gol voltou a incendiar a torcida local que gritava sem parar, incentivando o seu time na busca pela vitória.

    Golaço de Bruno no empate do Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.

    A partida continuava num ritmo alucinante, quando, aos 11 minutos, o Rio Branco quase conseguiu ficar novamente em vantagem no marcador, numa outra cobrança genial de falta por intermédio de Junai, que obrigou o goleiro Leandro Santos a se esticar todo e fazer em leve desvio, o qual foi suficiente para a bola sair da sua trajetória e explodir contra o travessão, assustando a torcida do Azulão.

    Defesa espetacular de Leandro Santos com a bola indo contra o travessão. Foto: Orlando Lacanna.

    Refeito do susto, o Monte Azul continuou mandando na partida, empurrando o Rio Branco para o campo de defesa que, por sua vez procurava bloquear os ataques dos locais e sair em contra-ataques, porém essa estratégia não deu certo, pois a defesa do Monte Azul não dava espaço para os atacantes visitantes.

    O tempo ia passando e nada do terceiro gol do Monte Azul acontecer e isso começou a angustiar a torcida da casa que já dava sinais de preocupações. Aos 32 minutos o estádio quase veio a baixo, com a marcação do terceiro gol do AMA, anotado, de cabeça, pelo ala Maurício que aproveitou um cruzamento da esquerda e, de peixinho, mandou a bola para o fundo do gol dos visitantes.

    Gol da desvirada do Monte Azul. Foto: Orlando Lacanna.

    A torcida enlouqueceu de vez, mas tomou outro susto aos 36 minutos, quando o meia Junai cobrou outra falta com perigo, com a bola passando muito perto. Aliás, vale ressaltar que o meia Junai do Rio Branco é um excelente cobrador de faltas.

    Os últimos minutos foram dramáticos, pois aos 39 e 41 minutos, o Monte Azul chegou bem perto do seu quarto gol, em jogadas com as participações de Bruno e Alessandro Ferrari, mas novamente as conclusões deixaram a desejar. Finalmente, aos 45 minutos, o Rio Branco quase empatou numa cabeçada perigosa do centro-avante Lincon que passou por cima do travessão, quase matando do coração alguns torcedores do AMA.

    Mais alguns minutos de sofrimento, mas finalmente a partida foi encerrada com o placar mostrando Monte Azul 3 - 2 Rio Branco que deu o título de Campeão da Série A2 ao time da casa, coroando uma campanhas espetacular de 17 vitórias, 6 empates e apenas 4 derrotas, num total de 27 partidas, conquistando 57 pontos e fechando com a melhor campanha entre todos os participantes. Foi um título merecido e, agora só resta reformar/ampliar o seu estádio para confirmar o acesso e fazer parte da elite do futebol paulista, juntamente com o  Rio Branco (Vice-Campeão), Rio Claro e Sertãozinho que também participarão da Série A1 em 2.010.

    Tão logo o árbitro encerrou a partida, começou uma grande comemoração, ainda no interior do gramado, se estendendo pelas arquibancadas e fechando com chave de ouro com o recebimento do troféu e das medalhas pela conquista. É claro que a tradicional volta olímpica não faltou.

    Comemoração no interior do gramado.Foto: Orlando Lacanna.

    Equipe do Rio Branco com o troféu de Vice-Campeão.Foto: Orlando Lacanna.

    Atletas do Monte Azul comemorando a conquista.Orlando Lacanna.

    Volta olímpica dos Campeões. Foto: Orlando Lacanna.

    Mais uma pose do time Campeão ostentando as medalhas e o troféu. Foto: Orlando Lacanna.

    Quero deixar registrados meus cumprimentos ao elenco do Monte Azul, sua comissão técnica, seus dirigentes e, em especial aos seus fiéis torcedores pela magnífica conquista que muito dignifica a cidade que conta com apenas 19.000 habitantes. Foi uma conquista memorável para todos da cidade.

    Bem, depois de uma longa viagem, um jogo emocionante e uma comemoração efusiva, nada melhor do que um bom almoço numa churrascaria que me foi indicada por duas gentis senhoras que, além disso, ainda me deram uma carona até a Rodoviária local. Depois de comer muita carne, só me restava enfrentar mais quase sete horas de estrada no retorno para São Paulo. Foi uma viagem cansativa, mas valeu muito a pena, pois além do excelente jogo, conheci uma nova cidade e um novo estádio. Foi isso.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 01h12
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    Atibaia vence bem o Desportivo Brasil pelo Grupo 4 da Segundona!

    Opa,

    Depois de mais de um turno inteiro do Campeonato Paulista da Segunda Divisão vendo apenas jogos do Grupo 6, finalmente mudei de ares e no último sábado fui curtir um jogo do emboladíssimo Grupo 4. E consegui convencer o seu Natal a ir junto até a cidade de Atibaia, para o jogo entre o Atibaia e o novo Desportivo Brasil no Estádio Salvador Russani. Junto com a gente, o Jurandyr também foi até lá.

    Seguimos pela Fernão Dias numa correria só, já que o horário ficou apertado pelo trânsito que teima em nos perseguir. Chegamos em Atibaia em cima da hora, e correndo fui garantir as fotos posadas. Olha, a correria valeu a pena, e elas seguem abaixo:

    SC Atibaia - Atibaia/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Desportivo Brasil PL - Porto Feliz/SP. Foto: Fernando Martinez.

    Trio de arbitragem e capitães das equipes. Foto: Fernando Martinez.

    Ver um jogo desse Grupo estava nos planos por simplesmente esse é o grupo da Segundona mais embolado, em que todos os sete times ainda tem grandes chances de classificação para a Segunda Fase. Num grupo assim qualquer ponto perdido pode ser fatal para as pretensões dos clubes, e qualquer jogo pode ser aquele famoso "jogo de seis pontos". E jogando em casa, o Atibaia não queria perder a chance de marcar três importantes pontos.

    Zaga do Desportivo Brasil desarmando ataque atibaiense. Foto: Fernando Martinez.

    E na fria tarde de sábado, fiquei dentro do campo para ver o primeiro tempo dali mesmo. E o jogo foi bastante equilibrado, e mesmo com o Atibaia com maior posse de bola, não tivemos tantas chances claras de gol para os donos da casa. O Desportivo Brasil também não conseguia levar perigo ao gol do time laranja, e o jogo ficou mais concentrado no meio de campo.

    Grande chance do Atibaia no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

    E em pé ali bateu uma canseira, mas já apelei para meu mp3 para ver o jogo com uma trilha sonora boa para curtir o jogo mais ainda. E foi numa das melhores canções do dia que o primeiro gol do dia saiu. Ao som da banda Runaways, o Atibaia teve uma falta na lateral-direita do seu ataque. Na cobrança, o jogador Conceição bateu com precisão e a bola correu toda a área, e sem bater em ninguém entrou no canto direito do goleiro do Desportivo Brasil. O jogador Paraíba ainda estava no lance, mas o gol foi mesmo direto. Atibaia 1 a 0 e festa para a boa torcida do time presente no Salvador Russani. E o jogo foi para o intervalo com a vantagem parcial dos donos da casa.

    Cruzamento da direita no ataque do SC Atibaia. Foto: Fernando Martinez.

    Chegada forte pela direita do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

    No intervalo fui para fora do gramado beber algo e resolvi ficar por ali mesmo, conversando e na parte coberta que fica lodo na entrada do estádio para o segundo tempo. E o segundo tempo começou com o Desportivo Brasil dominando completamente a partida e obrigando o goleiro atibaiense a pelo menos três defesas difíceis demais.

    Lance do primeiro gol do time atibaiense no jogo. Foto: Fernando Martinez.

    Com um jogador a menos para cada time, já que dois atletas foram expulsos aos 2 minutos, o jogo ficou mais aberto, e até os 15 minutos o time visitante fez uma blitz dentro da área do Atibaia, não dando chance para o time laranja respirar. Mas nenhuma dessas oportunidades foi convertida. Após os 15 minutos, o jogo caiu, e até os 35 a partida ficou sem tantas emoções.

    Blitz do Desportivo Brasil, com o goleiro do Atibaia trabalhando bastante. Foto: Fernando Martinez.

    Depois dos 35 minutos a partida melhorou novamente, mas parecia que o placar não seria mais alterado, pois os times não estavam dando muitas esperanças para isso. Mas no finalzinho, o jogo ganhou um ânimo extra. Aos 40 minutos o Atibaia conseguiu seu segundo gol depois de um cruzamento da esquerda em que a zaga e o goleiro do Desportivo Brasil não se mexeram. O jogador Paraíba, que não estava nem aí para isso, apereceu sozinho e cabeceou tranqüilo para o fundo do gol do time de Porto Feliz.

    Zaga do Atibaia afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

    Logo na saída de bola o Atibaia então chegou ao seu terceiro gol. A bola foi roubada e num lançamento longo, a bola sobrou para Rafael Silva, que tocou na saída do goleiro fechando a goleada dos donos da casa.

    Final de jogo: Atibaia 3-0 Desportivo Brasil. Com essa vitória, o time laranja vai para a terceira colocação do Grupo 4, apenas um ponto atrás de Elosport e Red Bull. Para o Desportivo Brasil, o resultado não afastou o time do G4, mas com seus 10 pontos, a equipe está ameaçada pelos times do Capivariano, SEV e Primavera, logo atrás. Mas o Grupo 4 ainda está completamente indefinido.

    E após o jogo lógico que fomos tomar aquela tubaína esperta no bar que fica na porta do estádio e voltar para São Paulo já contando os jogos que veremos em breve.

    Até a próxima!

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 16h57
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