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    JOGOS PERDIDOS: O futebol em sua essência!
     


    Confira o 18º Sorteio JP - Camisa do São Vicente

    Olá!

    Saiu o vencedor do 18º Sorteio JP! A camisa oficial do São Vicente Atlético Clube, oferecida pela Deka Sports, vai para o Carlos Felipe Pereira Cruz, de Brasília, DF. Como sempre tivemos um grande número de participantes.

    Essa é a camisa que o Carlos ganhou. Foto: Orlando Lacanna.

    Para concorrer era preciso responder a seguinte pergunta: "Na última série "Uma Volta ao Passado", há a informação de que uma equipe pretende voltar ao futebol profissional. Qual é esta equipe?" E a resposta correta era: Guarani de Adamantina. Quase todos acertaram, mas algumas pessoas fizeram confusão, portanto recomendamos mais atenção, pois geralmente as perguntas são bem fáceis. Parabéns ao Carlos Felipe, que vai receber a camisa do São Vicente e um obrigado especial a todos que participaram.

    E vem aí o 19º Sorteio JP, como sempre com camisas oferecidas pela Deka Sports. Aguarde a divulgação oficial! Agora confira o vídeo oficial do sorteio:

    Antes de encerrar um toque rápido: dê uma passadinha no http://noesquinado.zip.net !

    Abraços!

    Equipe Jogos Perdidos



    Escrito por Algum membro do JP às 18h25
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    Portuguesa vence na sua volta ao Canindé pela Série B

    Fala pessoal!

    Depois de mais de três semanas sem nenhum joguinho, na última terça-feira fui acompanhar um jogo noturno na cidade de São Paulo. E foi um jogo do não-perdido Campeonato Brasileiro da Série B, que volta às páginas do JOGOS PERDIDOS depois de um ano de ausência. É, infelizmente a Portuguesa foi rebaixada em 2008 e volta a jogar o segundo nível do futebol nacional. E essa foi sua estréia (ah, eu não sigo as normaos da ridícula reforma ortografica) no Estádio do Canindé, jogando contra o tri-campeão cearense, o Fortaleza.

    Depois de acompanhar por cinco anos as aventuras do time rubro-verde pela Série B, ano passado tivemos a efêmera alegria de ver o time da principal divisão nacional. Mas depois de uma campanha ruim, lá está o time de volta à Segundona, e com certeza o JP estará presente em vários jogos do time durante esse ano de 2009. E agora sem o QG no Pari, chegar no Canindé leva um tempão, mas cheguei cedo a tempo de entrar bem antes do jogo começar.

    Uma das chances perdida pela Lusa no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

    E a Portuguesa vinha de um bom empate fora de casa contra o Vila Nova, e o Fortaleza tomou uma bucha em casa contra o Guarani. Esperar uma vitória da Lusa seria o normal, mas dentro do campo o buraco é mais embaixo. E das arquibancadas vi um bom jogo de futebol. A Portuguesa se lançou ao ataque desde o começo, mas a quantidade de gols perdidos assustava.

    Aqui o Fortaleza perdeu grande chance de marcar já na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.

    Falta perigosa para a Lusa. Foto: Fernando Martinez.

    E quem levou o maior perigo foi o time visitante, numa bola na trave logo no começo. Mas o duelo, apesar de bem disputado, deixava a desejar, e o jogo não agradou o pessoal nas arquibancadas. Mas aos 36 minutos aconteceu a primeira festa da torcida rubro-verde. O jogador Anderson Paim aproveitou confusão na área dos cearenses e abriu o marcador. No final, mais uma grande chance do Fortaleza e ótima defesa do goleiro lusitano.

    Tentativa de ataque do Fortaleza pela esquerda do seu ataque. Foto: Fernando Martinez.

    No intervalo, encontrei os amigos Rafael Lusitano e o Bin Laden, e ficamos torcando idéia ali mesmo. O segundo tempo então veio, e além de ver o jogo no gramado do Canindé, estava acompanhando no radinho a partida palmeirense pela Libertadores. E a segunda etapa teve a mesma tônica da primeira, com o time da Portuguesa perdendo muitos gols. E como quem não faz toma, o Fortaleza chegou ao empate aos 15 minutos, com o jogador Édson completando de cabeça cruzamento na área.

    Agora a Portuguesa tenta atacar pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

    O time da casa então se lançou ao ataque e continuou perdendo uma enormidade de chances. O empate parecia inevitável, graças à tanta incompetência no ataque do time. Aí então quem resolveu aparecer para resolver foi o zagueiro Bruno Rodrigo aos 32 minutos. Depois dr escanteio da direita, ele surgiu como elemento-surpresa e cabeceou firme para o fundo das redes do time visitante. Ufa! A torcida, respirava aliviada.

    Momento do segundo gol da Portuguesa no jogo. Foto: Fernando Martinez.

    E enquanto o Palmeiras conseguia de forma dramática sua classificação, a Lusa segurava o jogo para a sua primeira vitória na Série B 2009. Final de jogo: Portuguesa 2-1 Fortaleza. O campeonato ainda tem só 36 rodadas para acabar, então nem dá para falar nada, mas esperamos que o time possa voltar à elite nacional em 2010.

    Após o jogo ainda fui voltar para meu novo QG, beeeem longe do Canindé. Depois de uma hora cheguei em casa na paz, pronto para uma boa noite de sono.

    Até a próxima

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 15h35
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    Flamengo e Taquaritinga realizaram um jogão em Guarulhos pela Série A2

    Olá,

    No sábado do último final de semana, não houve futebol para mim, pois tive o prazer de comparecer a um evento social imperdível e, por conta disso, somente no domingo pela manhã, voltei a campo para acompanhar mais uma partida válida pelo Paulistão da Série A2, que está se aproximando das rodadas decisivas que definirão os quatro times que ascenderão a Série A1 em 2.010. A pedida dessa vez foi retornar à vizinha cidade de Guarulhos, para conferir o jogo A.A. Flamengo x C.A. Taquaritinga que foi realizado no Estádio Antônio Soares de Oliveira, valendo pela terceira rodada da segunda fase do Grupo 2 da competição.

    Como essas duas equipes não haviam vencido nenhum jogo na segunda fase, a conquista da vitória era fundamental para que não houvesse um grande distanciamento na tabela de classificação em relação aos outros dois times do grupo que são o Monte Azul e o Rio Claro. Dessa maneira, a expectativa era de que os dois times partissem para o ataque, em especial o Flamengo por jogar em sua casa.

    Antes de começar a falar da partida, vamos com as fotos dos personagens do espetáculo, as quais apresento abaixo:

    A.A. Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    C.A. Taquaritinga - Taquaritinga/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Trio de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Conforme se previa, o time da casa foi com tudo para cima da defesa dos visitantes e, nos primeiros quinze minutos, acabou criando e desperdiçando pelo menos quatro boas chances para abrir o marcador aos 2, 9, 10 e 15 minutos, nos pés de Didi, Luiz Carlos e Vinícius por duas vezes, sendo que nesses lances, o goleiro do CAT Leandro Bahia praticou três boas defesas e, na única jogada que não conseguiu defender, a bola foi para fora, levando o torcedor guarulhense a ficar com o grito de gol preso na garganta.

    Um dos muitos ataques do Flamengo no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    Confirmando mais uma vez os caprichos do futebol, na primeira boa jogada ofensiva do Taquaritinga, o placar foi inaugurado, aos 16 minutos, através do zagueiro Danilo que participou de uma bela jogada pela direita, concluindo com sucesso uma bola recebida no interior da área flamenguista, deixando a torcida local apreensiva.

    Em desvantagem no placar, o "Corvo" continuou pressionando o setor defensivo do "Leão da Araraquarense", mas o fazia de maneira atabalhoada, porém, mesmo assim, quase chegou ao empate aos 33 minutos, num leve desvio de cabeça do zagueiro e capitão Gustavo que raspou o poste esquerdo da meta do CAT, levando novamente o torcedor rubro-negro ao desespero.

    Tentativa de bicicleta do atacante guarulhense buscando o empate. Foto: Orlando Lacanna.

    Os últimos vinte minutos se caracterizaram pelo equilíbrio das ações, muito embora o Flamengo tenha permanecido por mais tempo com a bola em seu poder. Nesse contexto de equilíbrio, a primeira etapa foi encerrada com a vantagem mínima a favor dos visitantes, fazendo com que a torcida local ficasse na bronca com os atacantes da sua equipe por conta das várias chances perdidas.

    Depois de um intervalo que passou rapidinho, a bola voltou a rolar e, logo no primeiro minuto, o Taquaritinga quase aumentou o placar, numa cabeçada à queima-roupa desferida pelo avante Carlos Henrique, que foi milagrosamente defendida pelo goleiro Jorge Miguel. Esse lance foi o prenúncio de que teríamos uma segunda etapa eletrizante.

    Defesa milagrosa de Jorge Miguel evitando o segundo gol do CAT. Foto: Orlando Lacanna.

    Refeito do susto, o Flamengo foi ao ataque e teve uma falta a seu favor pelo lado esquerdo , a qual foi cobrada por Paulinho, aos 4 minutos, desferindo um chute venenoso que acabou surpreendendo o goleiro adversário e a todos que estavam no estádio, decretando a igualdade no marcador.

    Bola viajando em direção ao fundo da rede do CAT no gol de empate do Flamengo. Foto: Orlando Lacanna.

    Ainda embalado pelo gol de empate, o Flamengo encurralou o Taquaritinga no campo de defesa e foi criando uma oportunidade atrás da outra, como aconteceu aos 12 minutos, quando o zagueiro Sandoval cabeceou por cima, uma bola cruzada da direita, desperdiçando uma chance incrível de virar o placar. .

    Oportunidade incrível desperdiçada por Sandoval do Flamengo. Foto: Orlando Lacanna.

    O time da casa permaneceu atacando e, aos 20 minutos, foi a vez de Paulinho desperdiçar mais uma chance, ao realizar ótima jogada individual pela esquerda e concluir para fora. O centro-avante Didi quase foi à loucura nessa jogada, pois estava livre de marcação no interior da pequena área, só aguardando o passe para empurrar a bola para o fundo da meta do CAT.

    Apesar do maior domínio flamenguista, o Taquaritinga não estava morto no ataque e quase chegou ao seu segundo gol, aos 23 minutos, num chute frontal de Daniel Costa que obrigou o goleiro rubro-negro a fazer um verdadeiro milagre. O jogo estava sensacional e, aos 25 minutos, outro gol perdido pelo Flamengo, agora em cabeçada de Didi desferida no interior da pequena área, com a bola indo pela linha de fundo e acabando com a paciência dos torcedores com o avante Didi que logo em seguida foi substituído por Nelson.

    Posição curiosa do avante flamenguista em mais um ataque do Corvo. Foto: Orlando Lacanna.

    A sequência de gols perdidos continuou e, aos 30 minutos, novamente Paulinho chegou perto de desempatar a partida para o Flamengo, mas outra vez a conclusão foi defeituosa. Aos 43 minutos, foi a vez do CAT chegar perto do segundo gol, mas o meia Guim foi travado na hora que iria concluir para o fundo da rede. Incrível como esses dois times conseguiram criar e desperdiçar tantas chances, uma atrás da outra. Não me recordo de ter acompanhado uma segunda etapa tão emocionante como essa.

    Bola passando por cima do travessão do CAT em mais um ataque do Flamengo. Foto: Orlando Lacanna.

    Quem pensou que não iria acontecer mais nenhum lance de perigo, acabou se enganando, uma vez que aos 47 minutos, o goleiro Jorge Miguel do Flamengo praticou outra difícil defesa. Acabou? Ainda não, pois aos 48 minutos, o zagueiro e capitão Moreira do Taquaritinga, salvou uma bola em cima da linha fatal, numa jogada em que o goleiro Leandro Bahia já estava vencido no lance.

    Ufa! Finalmente a partida foi encerrada com o placar apontando Flamengo 1 - 1 Taquaritinga que não espelhou o que foi o jogo em termos ofensivos, em especial na segunda etapa. Esse jogo teve o maior número de chances criadas e desperdiçadas que vi nos últimos tempos. Com esse empate, as duas equipes continuam vivas na competição, ficando tudo para ser decidido nos próximos três jogos restantes da segunda fase. O CAT leva a vantagem de jogar duas vezes em seus domínios, enquanto o Flamengo só jogará uma única partida em sua casa.

    Jogo encerrado e, mais uma vez, contei com aquela carona especial do Sr. Natal que me permitiu chegar rapidinho em casa para saborear um almoço especial por conta do Dia das Mães. Foi isso.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 19h16
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    Uma Volta ao Passado, volume 32: Santa Marina AC (São Paulo/SP)

    SANTA MARINA AC

    Escudinho do Santa Marina AC. Foto: Fernando Martinez.

    Olá

    Hoje tenho o orgulho de contar no post da série "Uma Volta ao Passado" um pouco da história de um clube que disputou apenas um ano no futebol profissional no estado de São Paulo, mas que deixou saudade e até hoje é lembrado com nostalgia pelos amantes do futebol paulista. Falo do Santa Marina Atlético Clube, fundado por funcionários da antiga Vidraria Santa Marina em em 15 de agosto de 1913 e que disputou a quarta divisão paulista no longínquo ano de 1960. Visitei o clube em março passado, após um jogo do Nacional e tive a companhia do seu Natal, do David e do amigo Rodrigo Colucci.

    Fachada atual do Santa Marina Atlético Clube, na Zona Oeste paulistana. Foto: Fernando Martinez.

    Muito antes do time se aventurar pelo profissionalismo, o clube já era respeitado nas categrias de base e em outros esportes. O SMAC tinha uma invejável sede social, com instalações para a prática do boxe, luta greco-romana, halterofilismo, quadra de futebol de salão e um campo de futebol com arquibancada. Além disso, um grande salão de festas também fazia parte dessa sede.

    Entrada da antiga Vidraria Santa Marina, em foto da primeira metade do século XX. Reprodução: Fernando Martinez.

    Time juvenil do Santa Marina, posando para foto em 15 de agosto de 1942. Reprodução: Fernando Martinez.

    Foto da delegação do Santa Marina se apresentando no Estádio Nicolau Alayon, do Nacional AC. Nessa época, o clube estava sendo reformado e o Naça emprestou suas dependências para a utilização do SMAC. Reprodução: Fernando Martinez.

    E desde o começo da história do clube, as categorias de base fizeram campanhas memoráveis em amistosos e torneios amadores da capital. O Santa Marina também possui uma espetacular história no boxe amador, com uma enormidade de títulos e nomes de lutadores de sucesso que ainda ecoam pelo clube. O legal é que muitas dessas histórias estão brilhantemente retratadas em murais que ficam na sede atual do SMAC.

    Categoria de base do Santa Marina se apresentando no Estádio do Pacaembu, ainda com sua fantástica concha acústica. Reprodução: Fernando Martinez.

    E depois de tanto acontecimento importante no amadorismo, o clube resolveu arriscar o profissionalismo em 1960, na quarta divisão estadual. Naquele ano, os times foram divididos em quatro chaves, e o Santa Marina acabou na "Série Brasília", e os outros times do grupo também não disputam o profissionalismo atualmente: Cerâmica de São Caetano do Sul, Rigesa, Volkswagen Clube, Corinthians de Santo André, Itatiba, Esporte Clube São Bernardo, Lapeaninho e Floresta.

    O primeiro jogo do time foi no dia 26 de junho de 1960, um domingo, quando perdeu de 7x3 para o Floresta de Amparo. O primeiro jogo em casa foi na semana seguinte, em 03 de julho, quando perdeu de 4x2 para o Cerâmica. A primeira vitória do time foi jogando no seu próprio estádio no dia 24 de julho, quando ganhou de 2x1 do bom e velho Bernô. E após 16 rodadas, o time ficou na última colocação da sua série, com 12 derrotas e apenas 4 vitórias. A equipe marcou 23 gols e sofreu 32, terminando o certame com um saldo negativo de 19 gols.

    Time do Santa Marina posado em seu estádio nos anos 80. O estádio, com arquibancadas cobertas era a menina dos olhos do pessoal, mas infelizmente não existe mais, pois a empresa gestora praticamente o desapropriou. Reprodução: Fernando Martinez.

    Depois dessa aventura no profissionalismo, o time voltou às suas origens amadoras, e nunca mais jogou futebol profissional. Mas a história de sucesso nas categorias de base continuou e continua até hoje, mesmo com o clube não tendo mais todo o espaço que tinha anteriormente à sua disposição. Por toda a história, o clube perdeu muito do seu terreno original, e as instalações atuais do clube nem chegam perto do tamanho que o SMAC já teve um dia.

    Atual quadra de futebol de salão dentro do clube. Foto: Fernando Martinez.

    Detalhes da gloriosa sala de troféus do Santa Marina Atlético Clube. Foto: Fernando Martinez.

    Hoje em dia pertencente a um grupo francês, a Vidraria derrubou as duas vilas de empregados que mantinha, que eram chamadas de Vila Nova e Vila Velha. Perdeu dois grandes lagos que tinha, pois ambos foram aterrados para dar lugar aonde hoje existe a TV Cultura. Além disso, perdeu parte da sua propriedade quando foi cortada ao meio na construção da Avenida Ermano Marchetti e além disso o fundo da empresa, que era no Rio Tietê, foi perdido quando da construção da Marginal. Em virtude disso, o espaço foi ficando cada vez mais escasso, e para não sumir, a Vidraria foi consumindo o grande espaço social e esportivo do clube.

    Outra visão da sala de troféus do clube. Foto: Fernando Martinez.

    Mais taças conquistadas pelo SMAC em toda sua história. Nessa visita podemos comprovar a história dourada do clube da Zona Oeste paulistana. Foto: Fernando Martinez.

    Atualmente o espaço socialdo Santa Marina Atlético Clube é aonde funcionava a antiga Vidrobrás. E no pequeno espaço (se compararmos com o antigo) os abnegados sócios do SMAC construíram um campo de areia, uma quadra de futebol de salão, um salão de jogos e a nova sede social. Ali que se encontram os murais com fotos que citei. Taças, troféus e muitas memórias fazem parte do lugar, coisa que raramente acontece nos clubes que visitamos. O clube ainda tem um nome forte nas categorias menores e não desiste de lutar.

    Murais com centenas de fotos da gloriosa história do SMAC. Foto: Fernando Martinez.

    Detalhe do campo de areia do Santa Marina, aqui com a visão para a fábrica. Foto: Fernando Martinez.

    Mas a situação atual do Santa Marina é um tanto quanto preocupante, pois a empresa francesa que toma conta do local insiste em apertar cada vez mais o espaço destinado à parte social. Além disso, dão uma ajuda de custo ao clube de apenas 400 reais ao mês, valor impossível de fazer qualquer coisa, por mínima que seja. E o clube vai sendo tocado por abnegados e apaixonados do esporte e que lutam para que uma memória paulistana tão bonita seja apagada do mapa.

    Visão do centro do campo aonde as categorias de base do Santa Marina ainda desfilam. Foto: Fernando Martinez.

    E a visão de um dos bancos de reserva, com a bela paisagem de um final de sábado à tarde. Foto: Fernando Martinez.

    Por isso tudo a volta do time ao profissionalismo é praticamente impossível, mas as categorias de base e o futebol dos veteranos ainda se fazem presente nos sábados a tarde e domingos cedo no campo de areia do Santa Marina Atlético Clube. Ficamos felizes de poder ver e conhecer um pouco mais dessa história incrível e torcemos desde já para que o clube não desapareça, pois seria triste demais ver uma agremiação quase centenária fazer parte somente dos livros de história e da memória de poucos. E o JOGOS PERDIDOS não deixa que essa história se apague, pelo menos em nossas páginas.

    Até a próxima

    Fernando



    Escrito por Algum membro do JP às 11h09
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    Jabuca perde em casa para o São Vicente

    Buenas!

    No domingo pela manhã, desci até Santos, para acompanhar mais um clássico da baixada entre Jabaquara e São Vicente. O jogo foi disputado no estádio Ulrico Mursa e as equipes se enfretaram pela nona vez em competições profissionais. Seguem as fotos oficiais da partida.

    Jabaquara Atlético Clube - Santos / SP. Foto: Emerson Ortunho.

    São Vicente Atlético Clube - São Vicente / SP. Foto: Emerson Ortunho.

    Quarteto de arbitragem formado por Fabiano Pereira, Eduardo de Jesus Conceição, Rubem Guimarães Marcondes Cezar e Bruno Cesar Teixeira, junto com os capitães das equipes. Foto: Emerson Ortunho.

    O Jabuca vinha de duas vitórias seguidas e o São Vicente de um placar adverso, em casa, na sua estreia. Com isso, a expectativa geral era que o Jabuca levaria fácil a peleja.

    Ataque do Jabaquara no início da partida. Foto: Emerson Ortunho.

    Mas com o andamento da partida foi se notando um leve domínio da equipe visitante. O Jabuca não se encontrava em campo e ninguém conseguia sair da boa marcação do São Vicente.

    Bola alçada na área do São Vicente. Foto: Emerson Ortunho.

    Gostando do jogo, não demorou muito para a equipe vicentina abrir o placar através de Leonardo, aos 14 minutos. Mesmo com o gol sofrido o Jabaquara não se encontrou em campo e continuou dominado pelo São Vicente. O jogo ficou bem lento e se arrastou até o intervalo.

    No segundo tempo, o Jabuca voltou com duas alterações para tentar virar o marcador, mas a tradicional cera e a boa postura da defesa e do goleiro do São Vicente foram levando o jogo.

    Lance da partida Jabaquara x São Vicente. Foto: Emerson Ortunho.

    O Jabaquara até chegou algumas vezes, mas sem grande perigo para a meta alvi-negra. Para atrapalhar, o veterano Axel acabou expulso deixando a equipe sem criatividade nenhuma no meio-de-campo. O São Vicente por sua vez, teve dois jogadores expulsos, mas mesmo assim conseguiu arriscar alguns bons contra-ataques, inclusive perdendo um gol em cima da linha com o ex-Jabaquara Dedé. Com esse panorama o placar foi mantido até o final.

    Tentativa de empate do Jabaquara no final da partida. Foto: Emerson Ortunho.

    Final de jogo: Jabaquara 0 x 1 São Vicente. O Jabaquara que fez uma excelente partida contra o Palestra entrou irreconhecível em campo, mostrando uma carência enorme em criatividade no meio e finalização no setor ofensivo. O São Vicente tem uma equipe bastante limitada, mas mostrou boa postura tática, o que foi predominante para a vitória. com mais algum reforço pode pensar em classificação.

    Abraços!

    Emerson



    Escrito por Algum membro do JP às 20h42
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    Taubaté vence o Mogi das Cruzes na sua estreia em casa

    Olá,

    Finalizando minha jornada tripla do último final de semana, no domingo pela manhã, iniciei viagem pela Via Dutra, em direção ao Vale do Paraíba, mais precisamente até a bela cidade de Taubaté, para acompanhar ao vivo a partida do Grupo 5 envolvendo o tradicional E.C. Taubaté contra o novato Mogi das Cruzes F.L., válida pela terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, a qual foi realizada no Estádio Joaquim de Morais Filho, também conhecido como "Joaquinzão".

    Fiz uma viagem bem tranquila e logo que cheguei ao estádio, fui direto ao vestiário do time visitante visando esclarecer o motivo que levou o time mogiano passar a ser chamado de Clube Atlético Mogi, inclusive apresentando alterações em seu escudo. Um diretor do clube me informou que o "novo" nome é o chamado nome fantasia, uma vez que a denominação oficial não foi alterada. Esse fato decorreu da compra do clube por um outro empresário, que resolveu introduzir essas novidades.

    Após os esclarecimentos, me dirigi ao gramado para esperar a entrada em campo dos personagens da partida, objetivando fotografá-los, cujas fotos apresento abaixo:

    E.C. Taubaté - Taubaté/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Mogi das Cruzes F.L. - Mogi das Cruzes/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Quarteto de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Novo escudo do Mogi das Cruzes F.L. com o nome fantasia estampado. Foto: Orlando Lacanna.

     Tão logo a bola começou a rolar, deu para perceber que o Taubaté não teria vida fácil, tanto que nos primeiros quinze minutos, o Mogi das Cruzes mandou na partida. Aos 12 minutos, os visitantes criaram uma boa chance nos pés de Wigor, mas o goleiro taubateano Diego estava ligado e praticou boa defesa. O time da casa deu o troco, aos 16 minutos, através de uma boa jogada individual do capitão Sandro que foi realizada pelo lado direito e culminou com um chute forte passando por cima do travessão.

    Disputa de bola pelo alto. Foto: Orlando Lacanna.

    A primeira etapa seguia com o Mogi das Cruzes mostrando melhor organização em campo, enquanto o Taubaté demonstrava mais entusiasmo, que muitas vezes se confundia com afobação e, com isso, errava muitos passes e não conseguia dar sequência às jogadas ofensivas.

    Os visitantes chegaram novamente com perigo, aos 27 minutos, num arremate venenoso de Tiaguinho que assustou o goleiro Diego. Daí em diante, a maioria das jogadas se concentrou entre o meio de campo e a intermediária do Taubaté, porém, mesmo com maior domínio, o Mogi das Cruzes apresentava dificuldades nas conclusões, ficando claro que faltava um homem de área que pudesse resolver a questão dos arremates.

    Jogada de ataque do Mogi das Cruzes no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    Tentativa de armação de jogada de ataque do Taubaté. Foto: Orlando Lacanna.

    Como o Taubaté pouco criou e o Mogi das Cruzes pouco concluiu, o primeiro tempo ficou mesmo no 0 a 0, deixando as emoções reservadas para a segunda etapa.

    No retorno do intervalo, o Taubaté voltou com uma modificação no seu time, saindo o camisa 8 Alison e entrando o camisa 15, Gilsinho que fazia a sua re-estreia. Pela manifestação da torcida, ficou claro que as esperanças de uma melhor apresentação estavam depositadas no atleta que iria entrar, sendo que ele não decepcionou o bom público presente.

    A entrada de Gilsinho incendiou o jogo e as jogadas de ataque do Taubaté foram se sucedendo até que, aos 16 minutos, ele mesmo colocou o seu time em vantagem no marcador, ao marcar um belo gol, desviando uma bola que lhe foi passada por Sandro, em jogada que nasceu na ponta esquerda e que teve também a participação de Bruno Butrago.

    Lance de perigo para a defesa mogiana antes do gol inaugural. Foto: Orlando Lacanna.

    Depois do gol, a Taubaté se encorpou e passou a dominar a partida, mudando totalmente o panorama apresentado no primeiro tempo. Aos 22 minutos, o time da casa marcou pela segunda vez, mas o árbitro impugnou o lance, marcando algo que ninguém entendeu, inclusive eu.

    Mesmo com a sensível melhora em campo, o Taubaté, de vez em quando, apresentava algum vacilo no seu setor de meio-de-campo e, para complicar um pouco as coisas, aos 24 minutos, o seu zagueiro Amaral foi expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo, numa jogada que poderia ter sido evitada. Foi uma expulsão boba que levou parte do público a reclamar com o atleta, pois ainda restavam mais de vinte minutos para o encerramento do jogo.

    Uma das poucas jogadas de ataque do Mogi das Cruzes no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    Quem pensou que o Taubaté, com um homem a menos, fosse se encolher, acabou se enganando, pois os donos da casa continuaram mandando na partida na maior parte do tempo. Aos 28 minutos, o rápido atacante Bruno Butrago, desperdiçou uma ótima oportunidade, aproveitando rápido contra-ataque puxado pelo meia Sandro. O time visitante tentava sair para o ataque, mas mesmo com dez homens, o Taubaté não dava moleza aos atacantes de Mogi das Cruzes. Aos 32 minutos, o "Burro da Central" chegou ao seu segundo gol, anotado por Bruno Butrago, num lance que gerou muitas reclamações dos atletas visitantes que alegaram impedimento.

    Bruno Butrago comemorando o segundo gol taubateano. Foto: Orlando Lacanna.

    Estabelecida a vantagem de dois gols, o Taubaté deu uma afrouxada na marcação e, com isso, permitiu ao adversário criar momentos de perigo para a sua meta, como aconteceu na marca dos 37 minutos, quando Gilsinho salvou, em cima da linha fatal, aquele que seria o primeiro gol dos visitantes. Aliás, o atleta Gilsinho foi o nome do jogo, pois só não fez chover, uma vez que incendiou o jogo, marcou um gol e ainda salvou um do adversário. Foi uma apresentação de gala.

    Gilsinho salvando gol do Mogi das Cruzes em cima da linha fatal. Foto: Orlando Lacanna.

    Partida encerrada com o placar mostrando Taubaté 2 - 0 Mogi das Cruzes, cuja vitória só foi possível por conta da enorme melhora que o time da casa teve no segundo tempo, com a entrada de Gilsinho que contribuiu muito com o resultado que acabou colocando o "Burrão" no G4 do seu grupo. Quanto ao Mogi das Cruzes, ficou a impressão de ser um bom time, porém a carência de um atacante finalizador ficou evidente.

    Fim de jogo e mais um corre-corre para chegar rápido em São Paulo para poder assistir, pela telinha, a decisão do Paulistão que foi brilhantemente conquistado pelo Timão do Parque São Jorge. Foi isso.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 14h48
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    Barcelona consegue empate heroico em Taboão da Serra

    Olá,

    Seguindo com a cobertura ao vivo de alguns jogos válidos pela terceira rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no sábado pela manhã, fui conferir o que rolou na partida C.A. Taboão da Serra x Barcelona E.C.L. que foi realizada no Estádio Vereador José Ferez, localizado na cidade de Taboão da Serra, valendo pelo Grupo 6 da competição.

    Em princípio, essa partida iria ser realizada com portões fechados, por conta da não apresentação do laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros. Ao chegar no estádio, recebi a boa notícia de que o problema estava superado e, como consequência, o jogo seria realizado com a presença do público. A má notícia ficou por conta da morte do cachorro "Gaúcho", ocorrida há um mês, após ter sido atropelado. Esse cachorro era a mascote viva do time do Taboão da Serra e era famoso por "acompanhar" os treinos da equipe, correndo atrás da bola. Foi enterrado atrás da meta que fica no fundo do estádio, pois esse era seu local preferido.

    Bem, depois das notícias e do papo habitual com o pessoal da casa, me dirigi ao centro do gramado e lá fiz as fotos exclusivas das equipes e do quarteto de arbitragem, as quais apresento abaixo:

    C.A. Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Barcelona E.C.L. - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.

    Quarteto de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Com a bola em movimento, o time da casa saiu para o campo de ataque, procurando construir uma vantagem no placar logo no início da partida. Essa estratégia deu certo, pois aos 12 minutos, o Taboão da Serra inaugurou o marcador, através de um gol anotado por Gilmar, ao aproveitar um cruzamento vindo da direita, após ótima arrancada do ala Danilinho.

    Camisa 11  do CATS Gilmar se preparando para comemorar seu gol no início da partida. Foto: Orlando Lacanna

    Depois de inaugurar o placar, o domínio do Taboão da Serra se acentuou e o tricolor chegou à marcação do seu segundo gol, aos 17 minutos, após cobrança de pênalti, executada pelo capitão Caio. O pênalti foi cometido pelo zagueiro José Paulo, que tocou a bola com a mão no interior da área, após ter perdido o tempo de bola na subida de cabeça para tentar cortar um cruzamento vindo da direita em cobrança de escanteio.

    Segundo gol do CATS marcado por Caio cobrando pênalti. Foto: Orlando Lacanna.

    Em vantagem no placar, os donos da casa continuaram dando as cartas até por volta do trigésimo minuto, quando começaram afrouxar na marcação e, com isso, os visitantes foram crescendo e chegaram com perigo pela primeira vez, aos 33 minutos, numa arrancada do avante Rodrigo pela direita, cuja conclusão foi para fora. O crescimento  do Barcelona na partida foi se acentuando, tanto que, aos 38 minutos, chegou ao seu primeiro gol, nos pés do meia Juninho, que cobrou com perfeição uma falta na altura da intermediária.

    Bola indo para o fundo da rede do CATS no primeiro gol do Barcelona. Foto: Orlando Lacanna.

    Após diminuir a contagem, o Barcelona continuou melhor e quase chegou ao empate, aos 44 minutos, numa cabeçada perigosa de Fábio que levou perigo ao goleiro Juliano. Logo em seguida, o primeiro tempo foi encerrado, com a vantagem para o time da casa por 2 a 1, porém, tanto os atletas como o técnico Anderson Nóbrega, saíram preocupados com a queda de rendimento do time.

    Oportunidade de ouro desperdiçada por Fábio do Barcelona no fim do primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

    Aproveitei o intervalo para tomar uma aguinha, voltando rapidinho para o gramado, pois a etapa final prometia muitas emoções. A bola voltou ser movimentada e, de cara, ficou claro que o Barcelona iria partir com tudo, buscando a igualdade, tanto que, aos 4 minutos o time amarelo chegou próximo ao empate, numa arrancada de Felipe que acabou chutando meio desequilibrado e permitiu ao goleiro Juliano desviar para escanteio.

    Durante os primeiros quinze minutos, o Barcelona comandou as ações, mas com o passar do tempo, o Taboão da Serra conseguiu equilibrar o jogo e passou a criar oportunidades, como aconteceu na marca dos 18 minutos, numa cabeçada à queima roupa de Thiago, exigindo ótima defesa do goleiro Carlos. Dois minutos depois, o Taboão da Serra voltou a assustar a defesa adversária, numa jogada em que dois atletas do time da casa (Danilinho e Gilmar) tentaram a conclusão e um acabou atrapalhando o outro e, com isso, a bola acabou indo para fora.

    A partida transcorria num ritmo agradável, com os dois times buscando o gol, que tanto poderia sair para um lado como para o outro. Aos 21 minutos, o Barcelona perdeu boa chance com Juninho, mas aos 25 minutos não teve jeito e o empate acabou acontecendo, num belo gol do avante Rodrigo, desviando uma bola cruzada da direita.

    Gol de empate do Barcelona anotado por Rodrigo. Foto: Orlando Lacanna.

    Ao alcançar a igualdade, o Barcelona assumiu uma postura mais defensiva, com os seus defensores chutando a bola para qualquer lado, inclusive mandando-a várias vezes para fora do estádio. Nesse período de recuo do Barcelona, o Taboão da Serra foi mais fogoso no campo de ataque, chegando muito perto do seu terceiro gol, em pelo menos três oportunidades entre os 37 e 40 minutos, todas nos pés de Ueah que não foi feliz nas conclusões.

    Uma das oportunidades desperdiçada pelo CATS no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    No último minuto da partida, o Barcelona não chegou ao gol da virada por um triz, pois o avante Felipe teve a chance para desempatar, mas concluiu meio desiquilibrado e, com isso, permitiu que o goleiro Juliano fizesse a defesa, desviando a bola para escanteio.

    A partida estava tão agradável ser assistida, com ataques de lado a lado, que nem percebi o tempo passar, só me tocando quando o árbitro encerrou o jogo com o marcador estampando Taboão da Serra 2 - 2 Barcelona que teve sabor de vitória para os visitantes, pois saíram atrás no placar e chegaram à igualdade numa reação mostrada no campo do adversário. Quanto ao Taboão da Serra, o empate teve um gosto meio amargo, mas com alguns ajustes a equipe poderá render bem mais no restante da competição.

    Fim de partida e aquela costumeira correria para chegar logo em casa para desfrutar de um almoço especial, além de iniciar concentração para a minha terceira partida da Segundona a ser coberta no domingo pela manhã, agora numa belíssima cidade do Vale do Paraíba. Aguardem.

    Abraços,

    Orlando.



    Escrito por Algum membro do JP às 13h26
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    Mauaense vence clássico do ABC pela Segundona

    Olá,

    Em mais um final de semana com muito futebol, o JOGOS PERDIDOS se dedicou a acompanhar de perto algumas partidas válidas pela terceira rodada da primeira fase do tão esperado Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A minha jornada começou na tarde da sexta-feira, feriado dedicado às comemorações do Dia do Trabalho, com minha ida até a cidade de São Bernardo do Campo, mais precisamente ao Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco, mais conhecido como Baetão, para conferir a partida do Grupo 6, Palestra São Bernardo x G.E. Mauaense.

    Tão logo cheguei ao estádio, fui direto para o gramado para montar o esquema, visando fazer as fotos das equipes e dos árbitros, as quais apresento abaixo:

    Palestra São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP.Foto: Orlando Lacanna.

    G.E. Mauaense - Mauá/SP.Foto: Orlando Lacanna.

    Trio de arbitragem acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

    Depois das fotos, fui me postar atrás da meta defendida pelo Mauaense e lá encontrei o quarto árbitro inspecionando a ambulância e, para aborrecimento de todos, foi constatada a falta do bendito desfibrilador. Diante disso, o árbitro não autorizou o início da partida. Enquanto o equipamento não chegava, fiquei conversando com o ex-repórter da Rádio Jovem Pan e setorista do Corinthians nos tempos do jornal A Gazeta Esportiva, João Bosco, que atualmente está envolvido com o Grêmio Mauaense por conta da contratação do técnico Zé Maria. Foi um papo interessantíssimo sobre o futebol da época em que ele militava na imprensa esportiva e também sobre o momento atual do Timão do Parque São Jorge.

    Após uma espera de 35 minutos, finalmente a bola começou a rolar e o que se viu no primeiro quarto de hora, foi um jogo típico de Segundona, com muita correria e várias jogadas mais ríspidas, resultando na marcação de diversas faltas. O Palestra procurava ser mais ofensivo e, com isso, tinha maior posse de bola, porém, o Mauaense quando ia ao ataque, criava situações mais perigosas, como aconteceu aos 19 minutos, quando o avante Boy desviou com perigo uma bola cruzada da direita.

    Uma das tentativas de ataque do Palestra no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    O time da casa se recuperou do susto e respondeu com perigo, aos 22 minutos, num belo chute de Murilo que carimbou o poste direito da meta defendida por Jorge. Os anfitriões continuaram comandando as ações, mas encontravam dificuldades para penetrar no bem postado setor defensivo da "Locomotiva de Mauá" que, por sua vez, chegou com perigo à área do time alviverde, aos 38 minutos, numa cabeçada de Danilo Sousa que assustou a torcida local. Como nenhuma das equipes aproveitou as poucas chances que foram criadas, a primeira etapa chegou ao fim sem movimentação no placar.

    Goleiro alviverde interceptando cruzamento do ataque do Mauaense. Foto: Orlando Lacanna.

    Cobrança de escanteio pelo Palestra no finalzinho da primeira etapa. Foto: Orlando Lacanna.

    Após o intervalo, a partida foi reiniciada e, logo aos 3 minutos, o Palestra assustou a defesa do Mauaense, numa jogada individual de Lucas, pela esquerda, tocando para Urso arrematar com perigo, levantando a torcida local. Os visitantes deram o troco, aos 8 minutos, quando o ala Pity chutou para fora uma bola que levou perigo ao goleiro Willian.

    Disputa de bola pelo alto próxima à área do Mauaense. Foto: Orlando Lacanna.

    A tônica da partida não mudava, ou seja, o Palestra tinha mais a bola, mas o Mauaense era mais perigoso quando atacava e, isso ficou mais evidenciado, aos 14 minutos, quando o time de Mauá inaugurou o placar, num belo gol de cabeça anotado por Carlos Bispo, ao aproveitar cruzamento vindo da direita, numa bela arrancada do ala Pity.

    Lance de perigo do ataque visitante na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

    Em vantagem no placar, o Mauaense reforçou a marcação, assumindo claramente uma postura mais defensiva, visando segurar o resultado e, quando recuperava a bola, saía rapidamente em contra-ataque, como aconteceu na marca dos 28 minutos, quando o atacante Boy desperdiçou boa chance de aumentar o placar. Esse mesmo atacante foi expulso aos 33 minutos, após receber o segundo cartão amarelo.

    Com a vantagem de um homem e restando pouco mais de dez minutos para o encerramento da partida, o Palestra foi com tudo para o ataque, mas continuou não conseguindo traduzir em gol sua maior presença no campo ofensivo, ora por precipitação nas conclusões, ora por esbarrar na segura defesa do Mauaense que fez uma excelente partida, com destaque especial ao zagueiro Adelmo que foi um verdadeiro guerreiro em campo.

    Mais uma tentativa de ataque do Palestra ao final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

    Os últimos minutos foram emocionantes, com a bola sempre rondando a área dos visitantes, porém não houve jeito e a partida foi encerrada com o placar apontando Palestra 0 - 1 Mauaense que significou a segunda derrota consecutiva do time de São Bernardo em casa e, esse fato, poderá comprometer o plano de classificação à segunda fase se não houver uma reação imediata. Com relação ao Mauaense, a vitória o colocou na primeira colocação do seu grupo com 7 pontos, deixando-o como um dos prováveis classificados à próxima fase.

    Tão logo o árbitro trilou o apito pela última vez, saí do estádio rapidamente com destino à Capital, visando descansar um pouco, pois no dia seguinte (sábado) pela manhã, a cobertura da Segundona iria continuar. Aguardem.

    Abraços,

    Orlando



    Escrito por Algum membro do JP às 13h22
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